As vantagens e desvantagens das startups para a inovação corporativa

Investimento em startups como inovação corporativa

*Por Fabio Saad

Em meio à um cenário econômico desafiador, as empresas têm buscado soluções alternativas. A tendência do mercado? O investimento em startups.

Por conta de vários fatores, principalmente o fenômeno da internet das coisas, as atualizações de mercado têm sido mais constantes. Isso exige criatividade por parte das empresas que precisam manter a produção com um investimento, muitas vezes, reduzido. As gigantes encontraram nos espaços de coworking, no investimento em startups e nas incubadoras, uma maneira para continuarem competitivas.

O termo startup significa o ato de começar algo. Essa expressão é utilizada para se referir a um grupo de pessoas à procura de um modelo de negócios repetível e escalável, trabalhando em condições de extrema incerteza.

Algumas empresas bem sucedidas que iniciaram como startups: Google, Facebook, Uber.
Além disso, algumas nacionais têm ganhado espaço no mercado, como é o caso da Nubank, que oferece um cartão de crédito com fatura e administração totalmente online e sem custo de anuidade.

As características das startups

A principal característica de uma startup, é sem dúvida o espaço que instiga a inovação. Essas microempresas, em geral, são comandadas por jovens empreendedores; possuem um ambiente informal e desburocratizado; cultura moderna e hierarquia horizontalizada; horário flexível.

Diversas características que favorecem a criatividade e agilidade. Ao investirem nessas empresas, as grandes companhias esperam principalmente, se beneficiar da ebulição de ideias.

A vantagem de se trabalhar com startups, é que apesar da participação que as grandes empresas possuem em suas ações, não existe uma relação de dono. Isso permite que a microempresa permaneça livre para negociar com outros clientes, e inclusive, se colocar à venda.

Essa sustentabilidade gera receio para parcerias de longo prazo. Uma solução que as grandes empresas podem encontrar é extrair o máximo de conhecimento possível para que a inovação se torne parte do DNA da empresa.​ 

Vantagens e desvantagens das startups

Uma das primeiras coisas a ser levada em consideração é a implementação de uma cultura que estimule a inovação e a atualização de mercado. O índice Dow Jones, o mais famoso da bolsa americana, contempla as maiores empresas de capital aberto dos EUA, o S&P 500, serve para demonstrar a velocidade de transformação do mercado.

Em 1958, a média de tempo de vida de uma empresa no índice era de 61 anos. Em 1980, a média caiu para 25 anos, em 2011, para 18 anos, e, se continuarmos neste ritmo, 75% das maiores empresas americanas deixarão o índice até 2027. Quem inovar sobreviverá e ganhará espaço no mercado.

Investimento em startups pode ser uma estratégia interessante do ponto de vista financeiro, mas para inovar é preciso ir além e pensar em mais alternativas. Utilizar o próprio capital criativo dos funcionários, estimulando ambientes colaborativos e tolerantes ao erro pode ser a solução. Para isso, é preciso compreender e dar liberdade para as novas gerações.

Também cabe aos gestores saber como gerenciar pessoas criativas. Por mais inovadora que seja a ideia, dificilmente dá certo na primeira tentativa. Os erros fazem parte do processo de inovação para uma empresa, e quanto mais rápido isso for compreendido, mais fácil será manter a equipe engajada. Para isso investir em job rotation; criar programas de desenvolvimento e aproximar a equipe da liderança da área são alguns dos exemplos.

Certamente iniciamos um dos períodos mais desafiadores no mercado de trabalho na história moderna, onde as respostas futuras dependerão de muita criatividade e liberdade.

Fábio Saad é gerente sênior da divisão de Tecnologia da Robert Half. Este artigo foi publicado em primeira mão no portal ComputerWorld.

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