ICRH: as principais tendências do mercado no presente e no futuro próximo

Por Robert Half on 16 de dezembro de 2021
Tempo estimado de leitura: 5 minutos

A 18ª edição do Índice de Confiança Robert Half – ICRH aponta um cenário pouco otimista para as categorias mapeadas (recrutadores, profissionais e pessoas desempregadas) para os próximos seis meses. Em relação ao momento presente, dos 100 pontos possíveis, o levantamento registrou 34,1 pontos de confiança. Já a expectativa para a situação futura apresentou ligeira queda, partindo dos 50,9 em agosto e atingindo 48,6, pontos nesta edição.

ICRH

A sondagem abordou 1.161 profissionais e recrutadores sobre uma série de características, opiniões e comportamentos do mercado de trabalho de profissionais qualificados, permitindo que o estudo pudesse traçar um breve panorama de 2021, além de identificar as tendências de recrutamento para 2022.

Confiança dos profissionais no mercado de trabalho – consolidado

(Fonte: 18ª edição do Índice de Confiança Robert Half – ICRH)

"Vale dizer que os resultados refletem o movimento de importantes indicadores econômicos, como o PIB do terceiro trimestre, a alta na inflação e a taxa de juros, que voltou a subir”, analisa Fernando Mantovani, diretor-geral da Robert Half para a América do Sul.

O cenário atual

O cenário também difere do apresentado na última edição ao analisarmos os grupos separadamente. O otimismo em relação à situação atual e ao futuro caiu para recrutadores e profissionais. No entanto, os recrutadores estão ligeiramente mais otimistas sobre o cenário atual, com 51,5 pontos.

Segundo o estudo, a percepção otimista dos recrutadores tem relação com o recuo das taxas de desemprego entre profissionais qualificados, que foi de 6% no terceiro trimestre de 2021, o menor valor do ano, representando uma regressão de 0,9 ponto percentual em relação ao trimestre anterior. Outro destaque é a tendência de melhora na percepção de futuro dos trabalhadores que buscam requalificação. Em agosto seu otimismo era de 46,5 pontos passando para os atuais 47,3. 

Previsão para o próximo semestre

“A taxa de desemprego atingiu índices abaixo dos apontados nos períodos pré-pandemia, tanto para a população em geral quanto para os profissionais qualificados. A abertura de novas vagas e oportunidades para os profissionais qualificados é uma realidade para o próximo semestre, mantendo aquecida a disputa de talentos entre as empresas. Em linha a essa tendência, 53% das empresas preveem a abertura de novos postos de trabalho em 2022”, ressalta Mantovani.

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Insights da 18ª edição do Índice de Confiança Robert Half – ICRH:

Gestão mais humana e transparente - Com os novos desafios vivenciados em 2021, novas competências e nuances das relações com as lideranças também passaram a ser reconhecidas pelas equipes. Os profissionais entrevistados elencaram como os maiores aprendizados de 2021: a importância da autogestão (51%), da comunicação (47%) e do planejamento (44%).

A liderança remota melhorou - Para 70% dos profissionais, os gestores diretos tiveram boa capacidade de contornar adversidades e souberam liderar remotamente. Três fatores foram determinantes para esta avaliação: a comunicação clara e transparente (70%), a concessão de autonomia (79%) e a preocupação genuína com o bem-estar da equipe (45%).

Do lado das empresas, o reaquecimento do mercado, a escassez de profissionais qualificados e a forte disputa pelos melhores talentos estão proporcionando um olhar mais atento às estratégias de atração e retenção.

Iniciativas de retenção - Conforme os recrutadores ouvidos na sondagem, as principais iniciativas adotadas pelas empresas para reter os talentos-chave de casa são: remuneração competitiva, jornadas flexíveis, políticas que visam ao bem-estar e à saúde mental, treinamentos e feedbacks constantes.

Processos seletivos híbridos devem predominar em 2022

Novos paradigmas de contratação e a otimização de etapas dos processos seletivos por meio do contato virtual são alguns dos reflexos da pandemia que devem perdurar ao longo dos próximos meses. Na opinião de 71% dos recrutadores, os processos seletivos devem ocorrer prioritariamente no formato híbrido em 2022, com uma forte tendência de realização das etapas finais de modo presencial.

Segundo 81% dos respondentes, o recrutamento on-line facilita o acesso a profissionais qualificados, pois torna o processo mais ágil e amplia o leque geográfico de opções de candidatos.

Envie sua vaga

São variados os benefícios do recrutamento híbrido: acesso a um pool mais diverso de candidatos, processos mais rápidos, possibilidade de entrevistar um número maior de profissionais. No entanto, há de se considerar que a contratação remota proporciona desafios complexos, que devem ser levados com cuidado e atenção pelas empresas.

“Parte dos recrutadores disse que esse método de seleção possibilita a geração de um sentimento de frieza e tende a dificultar a identificação de habilidades comportamentais”, pondera o diretor-geral da Robert Half.

“Por isso, contar com o apoio de uma consultoria especializada pode ser um forte diferencial para acertar na contratação. Ela analisará a vaga e as necessidades da empresa, com o objetivo de atrair os melhores talentos para a posição. O know-how permite que a consultoria trabalhe para garantir o preenchimento das vagas em aberto de forma ágil e eficaz, enquanto as empresas focam em seu core business”, completa Mantovani.

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Metodologia do ICRH

Lançado em agosto de 2017, o Índice de Confiança Robert Half (ICRH) é um indicador de difusão que varia de 0 a 100. Os indicadores de difusão são de base móvel (50 pontos), construídos de forma que os valores acima de 50 pontos indicam agentes do mercado de trabalho de profissionais qualificados e confiantes.

A 18ª edição do ICRH é resultado de uma sondagem conduzida pela Robert Half entre 3 e 30 de novembro de 2021, com base na percepção de 1.161 profissionais, igualmente divididos em três categorias: recrutadores (profissionais responsáveis por recrutamento nas empresas ou que têm participação no preenchimento das vagas); profissionais qualificados empregados; e desempregados (com 25 anos ou mais e formação superior).

Todos foram distribuídos regional e proporcionalmente pelo Brasil, de acordo com os dados do mercado de trabalho coletados na PNAD. Para os cálculos da taxa de desemprego dos profissionais qualificados, foram utilizados os microdados da PNAD trimestral, fornecidos pelo IBGE em seu portal. Foram executados recortes na amostra, para condizer com o perfil de profissionais qualificados, conforme mencionado.

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