Saiba como checar referências profissionais dos candidatos

Por Robert Half 15 de maio de 2019

Por Bruno Carrieri

Uma das etapas fundamentais para completar um processo seletivo é colher referências profissionais dos candidatos. Geralmente, o tempo da entrevista não é suficiente para conhecer de maneira aprofundada o candidato, e por isso alguns pontos podem gerar dúvidas ao recrutador.

Buscar informações sobre o indivíduo complementa essa etapa por meio dos apontamentos de pessoas que trabalharam por anos com aquele profissional. A partir disso, é possível detectar algum ponto que não foi detectado durante a entrevista ou esclarecer alguma dúvida que surgiu ao longo da conversa.

Continue a leitura e descubra a melhor forma de fazer essa análise!

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Verifique o histórico profissional do candidato

Analisar referências profissionais em um processo de recrutamento e seleção não é um trabalho simples, mas necessário para identificar se determinado candidato realmente é um bom profissional.

Por vezes, a pessoa vai à entrevista preparada para responder a certas perguntas, tomando cuidado para ocultar seus pontos fracos. No entanto, a busca por referências não são necessariamente para saber se o candidato é bom ou ruim.

As pessoas têm características diferentes. Nesse sentido, fazer as perguntas certas pode revelar se o profissional realmente tem o perfil comportamental e técnico para assumir a vaga. Por exemplo, uma pessoa que trabalha somente com métodos preestabelecidos pode não ser uma boa opção para uma empresa ou cargo que exige um pouco de flexibilidade e criatividade.

Como o ideal é que a pessoa que vai fornecer essas referências seja tão ou mais qualificada quanto o participante do processo seletivo - a não ser, claro, em casos em que você vai ouvir um antigo subordinado da pessoa que pleiteia um cargo de gestão -, é necessário avaliar corretamente o histórico profissional do candidato para evitar conversar com alguém que não está apto a conceder esse tipo de informação.

Solicite referências

São necessárias, no mínimo, duas referências. Apenas uma é muito incipiente e dificilmente fornece algum dado conclusivo, uma vez que alguém pode gostar muito (ou não) daquela pessoa.

Também é preciso buscar mais referências se houver dúvidas sobre alguma questão. Isso pode acontecer, por exemplo, quando duas referências falam bem do profissional, mas levantam pontos similares diante de uma questão comportamental ou de algum ponto que não foi entendido pelo recrutador.

Nesses casos, é importante ouvir uma terceira referência, focando no ponto levantado, ou seja, explorando o fator de dúvida. Isso permite saber se é algo importante, se é algo que realmente desperta preocupação ou se é uma característica daquela pessoa, mas que, considerando o resto do perfil, pode ser relevado.

Aproveite o contato para tirar todas as dúvidas

O contato, quando feito por telefone, costuma ser mais eficiente. Isso porque é possível insistir em algum ponto que não ficou claro, o que não acontece quando usamos outro meio de comunicação, como o e-mail.

Deve-se perguntar como o candidato se comportava tecnicamente, sobre o seu comprometimento com o trabalho em equipe, sobre pontos que fazem com que se destaque dos demais e sobre questões que ele tem a melhorar.

Também é interessante abordar o estilo de gestão no qual a pessoa se enquadra. Às vezes o candidato se ajusta bem à vaga ofertada, mas o cargo exige um profissional com um perfil mais autônomo. Nesse caso, se o candidato precisa receber direcionamento e cobranças constantes, ele pode não ser o candidato certo à posição, apesar de parecer a melhor opção à primeira vista.

Para finalizar, perguntar se o antigo empregador trabalharia com aquela pessoa novamente é importante para entender como o conjunto do profissional impactou a referência. 

Vá além das referências fornecidas por ele

Mesmo solicitando que o candidato forneça as referências profissionais, é importante selecionar contatos não apontados por ele. Isso pode ser feito por meio da análise do currículo, visto que o documento traz as experiências que o profissional teve ao longo de sua carreira. O ideal é entrar em contato com os gestores das empresas nas quais já prestou serviços, mas que não indicou como opções.

O objetivo é que essa organização seja um complemento dos contatos listados, já que o esperado é que ele não compartilhe com o recrutador uma vivência que possa ter aspectos negativos. No entanto, ao checar o trabalho dessa pessoa com um antigo gestor, a informação recebida se aproxima mais da realidade.

Conte com o auxílio de uma empresa de recrutamento

Normalmente, uma empresa de recrutamento colhe referências por conta própria. Nesse caso, o contratante não precisa ter esse trabalho.

O segundo fator é que essas empresas são consideradas uma parte neutra, tanto pelo candidato quanto pelas pessoas abordadas como referências. Ou seja, o candidato e a referência se sentem mais à vontade para dialogar.

Quando o cliente liga para o ex-empregador do indivíduo que está participando do processo seletivo, as chances de a referência se sentir desconfortável e deixar de ser 100% transparente — evitando expor alguns detalhes — por estar falando com um concorrente são grandes.

As recrutadoras, então, surgem como elemento neutro. Funcionam de maneira intermediária e conseguem extrair informações que talvez o RH da contratante não conseguiriam. Além disso, devido à experiência, fazem as perguntas certas.

A Robert Half é uma empresa que busca referências profissionais até que o contratante não tenha mais dúvidas sobre o candidato. Por ter um método de obtenção que funciona de maneira completa e aprofundada, a tendência é que a contratação seja eficiente, feita com segurança e realmente atinja os objetivos da organização.

 

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* Bruno Carrieri é gerente de recrutamento da Robert Half

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