Por que a retenção de funcionários deve ser a principal preocupação após o COVID 19 (e como melhorá-la)?

Por Robert Half on 19 de agosto de 2020

Conforme as medidas de isolamento se flexibilizam e a confiança dos negócios retorna, muitas empresas voltarão a crescer — isso sem mencionar aquelas que não foram afetadas ou cresceram durante a quarentena. Organizações que não investem na retenção de profissionais podem perder o seu ativo mais valioso para a concorrência.

Para ajudar nesse processo, reunimos algumas dicas sobre como é possível trabalhar a atração e retenção de talentos durante a pandemia. Acompanhe.

Transparência pode ser a chave para a retenção de profissionais

Como a sua empresa vem lidando com os colaboradores durante a pandemia? Se mostrou vulnerável às crises? Mostrou não ter uma estrutura sólida para suportar turbulências? Ou minimizou os cuidados com a prevenção do vírus?

Cuidado! Os talentos podem sentir que foram deixados de lado nesse momento difícil ou ter se desapontado com a estabilidade que a empresa sempre passou e, com isso, buscar uma oportunidade que pareça mais segura.

Nesse sentido, a transparência pode ser o segredo para a retenção de profissionais. A incerteza em relação aos impactos gerados pelo Coronavírus não influenciam só na retenção de talentos, como também na produtividade.

É importante que a empresa seja transparente quanto aos próximos passos, justificando medidas tomadas e os planos que ela tem. 

Preste atenção nas demandas dos colaboradores

Uma pesquisa feita com mais de 800 pessoas de todo o Brasil constatou que 91% dos profissionais empregados atualmente e que estão trabalhando em formato home office durante a pandemia desejam ter a possibilidade de trabalhar de casa mais vezes com o fim do isolamento social. Você está por dentro dos desejos dos seus colaboradores? Eles fazem parte dessa estatística?

Times que se adaptaram bem ao trabalho remoto dificilmente vão recusar uma boa proposta que tenha como benefício uma jornada flexível. Inclusive, faz muitos anos que o home office é apontado como uma das tendências para o futuro.

É certo que esse modelo foi implementado às pressas, sem o planejamento necessário para uma estratégia de sucesso. No entanto, nada impede que as organizações continuem evoluindo e aprimorando a comunicação e o exercício de cada função à distância.

Ser direto — e transparente, diga-se de passagem — é fundamental para descobrir se grande parte dos seus colaboradores desejam que o home office seja uma realidade permanente. Pergunte, pesquise e estude o que é viável para a sua empresa e para o perfil dos profissionais. 

Evite subestimar os desejos de transição de carreira

A pandemia fez com que muitos profissionais passassem a avaliar suas carreiras e as possibilidades de transição. Pesquisa indica que 74% dos profissionais entrevistados estão preocupados com a perda de seus empregos — o que despertou uma série de questionamentos particulares:

  • 35% estão avaliando o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, considerando seguir outras carreiras;
  • apenas 26% se dizem satisfeitos com a carreira atual;
  • 20% confessam que os impactos da pandemia podem limitar a busca por novas carreiras, ainda que seja um desejo;
  • 19% estão procurando um novo caminho profissional.

Esses dados mostram que as empresas não podem parar seus investimentos em educação corporativa e um plano de carreira sólido e consistente. O isolamento social não intimidou nem metade dos entrevistados a buscar por novas oportunidades. 

Mantenha o foco no bem-estar

Algumas das iniciativas mais comuns de bem-estar dos funcionários em escritórios não estão sendo utilizadas no momento, como ginástica laboral, áreas de descanso e interação, eventos de integração, e estratégias de onboarding — estes ainda podem ser realizados online.

É de grande importância encontrar maneiras de ajudar os colaboradores a manterem a conexão com o resto de equipe, enquanto a saúde mental é preservada. Por isso, é importante considerar recursos e iniciativas alternativas que possam ser realizadas remotamente.

Isso pode incluir webinars sobre bem-estar, informações atualizadas sobre os resultados de pesquisas relacionadas à contenção do Coronavírus, sessões de terapia online, cursos de gerenciamento de estresse, integrações online ou até mesmo enviar um agrado por meio dos aplicativos de delivery.

Atualize os índices e expectativas sobre a rotatividade

Mesmo que você esteja tomando todos os cuidados e investindo nas ações sugeridas até aqui, talvez seja o momento de revisar as expectativas em relação à retenção de profissionais durante e após a pandemia.

Líderes e gestores sabem que a rotatividade prejudica a empresa de várias maneiras: em custos financeiros diretos, em tempo perdido devido ao recrutamento e treinamento, reduzindo a produtividade, além do impacto negativo na cultura organizacional e na marca empregadora.

Com isso, é importante que a empresa tenha consciência sobre o que pode acontecer em relação aos seus colaboradores.

Lembre-se: os últimos meses não foram fáceis para ninguém, por isso, valorize quem esteve ao seu lado, pois os melhores tendem a ser abordados de maneira cada vez mais agressiva pelo mercado na hora da retomada. 

Aproveite para ler mais sobre como atrair e reter talentos em tempos de crise.

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