Não busque por profissionais motivados!

Por Robert Half 17 de julho de 2017

Por Fernando Mantovani

O conselho do título soa estranho, não é? Vou tentar explicar: acredito que os gestores devam focar na busca e/ou retenção de profissionais comprometidos, conheçam o perfil deles com profundidade, entendam seus desejos e necessidades e, então, invistam em um ambiente que estimule sua motivação.

O comprometimento é diferencial

Quando inserido em um local de trabalho com problemas de gestão, relacionamento com pares, qualidade de vida ou remuneração, um profissional genuinamente comprometido manterá o alto nível das entregas, enquanto tenta reverter a situação que lhe incomoda ou busca por uma nova oportunidade no mercado.

E a motivação?

Já o colaborador dotado apenas de motivação tende ao rápido desengajamento, que pode contaminar outros membros da equipe e/ou comprometer os resultados da companhia.

Um atleta de alto rendimento comprometido vai cumprir sua programação de treinos, faça chuva ou faça sol, porque possui o foco pessoal de manter ou superar sua performance. É claro que ele se sentirá mais motivado para isso se contar com estrutura adequada, equipe de confiança, bons treinadores para se inspirar e bons pares para compartilhar experiências. Ou seja, a motivação pode oscilar, mas o seu comprometimento nunca estará ameaçado.

Analise as entregas do profissional

Uma forma eficaz de medir o comprometimento de um profissional é por meio de suas entregas. Mapeie colaboradores e candidatos que atendem ao que é solicitado, com a preocupação de cumprir ou antecipar prazos e/ou superar as expectativas com relação a qualidade do trabalho.

O recado aos gestores é que apenas exigir o comprometimento da equipe não basta. A contrapartida é dar o exemplo, evidenciando o seu próprio compromisso com a empresa, o trabalho e, principalmente, com a equipe. É preciso exercitar a empatia.

Vamos imaginar juntos algumas situações

Qual é o sentimento de um time quando o chefe direto marca hora extra no final de semana devido à alta carga de trabalho, mas não aparece para verificar se pode auxiliar em algo? O que pensa uma equipe que sabe que a meritocracia defendida pela empresa existe apenas na teoria e não na prática? Ou, ainda, o que sente um profissional que trabalha em uma empresa na qual ninguém se preocupa em substituir as lâmpadas queimadas?

Comprometimento é uma coisa e motivação é outra. Saiba diferenciar os profissionais que trabalham daqueles que apenas frequentam o trabalho, valorize o primeiro grupo e forme uma equipe de sucesso!

* Fernando Mantovani é diretor geral da Robert Half

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