Festa da “firma” em tempos de pandemia

Por Robert Half on 11 de dezembro de 2020

Por Fernando Mantovani

O fim do tumultuado 2020 está próximo. Com a chegada desse período e novos aumentos dos casos de pandemia, os gestores começam a se perguntar se devem ou não investir nas tradicionais confraternizações de final de ano. Quase metade (48%) dos mais de 1.600 profissionais entrevistados recentemente pela Robert Half afirmaram que não estão animados para festas, enquanto 44% disseram que só participariam de uma comemoração se ela estivesse adaptada a essa nova realidade que vivemos.

Eu, particularmente, valorizo muito a confraternização de final de ano. Acredito que é uma ação que aproxima as pessoas, além de ser uma forma de reconhecer o esforço dos colaboradores durante todo o período e motivá-los para o próximo ano, especialmente por todos os desafios que foram superados ao longo desta temporada. Porém, considerando tudo o que temos passado com o Covid-19, é imprescindível que qualquer comemoração seja consciente, com formato, tom e propósitos diferentes. A seguir, listo três sugestões:

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1. Mapeie o clima do time

Principalmente nesse período de pandemia, é papel do líder manter a comunicação com o time, encorajando as pessoas a dizerem como se sentem, com atenção especial à saúde mental e emocional dos colaboradores. Algumas pessoas podem estar esgotadas ou com desejo de se desconectar totalmente do trabalho fora do expediente. É preciso demonstrar empatia e compreensão por esses profissionais. Esses são, inclusive, indicadores importantes para verificar a necessidade de redistribuir tarefas, conceder férias, aumentar a equipe ou contratar profissionais temporários para aliviar demandas pontuais.

2. Faça uma comemoração virtual

Não há dúvidas de que os encontros presenciais são o melhor formato para as festas de final de ano. Em geral, as pessoas gostam deste momento para se agrupar, refletir ou descontrair. Porém, diante dessa impossibilidade, sugira ao grupo um encontro virtual. Para a ocasião, a empresa pode, por exemplo, presentear cada colaborador com vouchers para a aquisição de bebidas e petiscos ou enviar a eles um kit especial com esses itens. Vale ter um responsável pelo som ambiente, estimular bate-papos com base em temas específicos ou lançar alguma brincadeira em grupo. Não esqueça de incentivar as pessoas para que decorem o espaço onde estiverem. Explore todas as possibilidades das ferramentas de comunicação.

3. Estimule a participação em ações sociais

No final das contas, estamos todos vulneráveis de alguma forma, mas alguns mais do que outros. Esse foi um dos principais ensinamentos da pandemia. Partindo desse princípio, estimule os seus colaboradores a ajudar o próximo por meio de ações sociais de qualquer natureza. Atente-se, apenas, para dar o exemplo. Os profissionais tendem a se engajar mais em ações desse tipo quando têm certeza de que a companhia também se empenha em ajudar.

As incertezas que a pandemia ainda nos oferece influenciam psicologicamente os colaboradores. Muitos acreditam que, em virtude do momento de crise sanitária mundial pelo qual estamos passando, não há motivos para comemorar e isso deve ser respeitado. Mas não deixe de encontrar um meio termo para que todos se sintam acolhidos em seus desejos e suas necessidades. Com responsabilidade, criatividade e respeitando os protocolos indicados pelas autoridades, esse momento de descompressão pode renovar as energias do grupo para os desafios que ainda estão por vir.

* Fernando Mantovani é diretor geral da Robert Half

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