Esteja pronto para a ligação de um headhunter

Por Robert Half 1 de março 2018

Por Isis Borge

Ao longo da minha trajetória como headhunter tenho notado como muitos bons profissionais acabam de fora de processos seletivos por motivos banais, como deixar de atender ligações ou não ser objetivo durante este tipo de telefonema. Selecionei algumas boas práticas que podem auxiliar quando o telefone tocar novamente.

A primeira lição importante: esteja atento ao telefone. Já perdi as contas de quantas pessoas perdem uma boa oportunidade de emprego por não atenderem a ligação. Há casos de currículos que chamam a atenção e ficam de fora da lista final de candidatados a serem apresentados para a empresa, pois simplesmente não atendem nenhuma das 10 tentativas, em horários diferentes. Essa situação também ocorre com pessoas que estão desempregadas. Sinal de alerta ligado!

Por conta deste problema, uma alternativa é sempre ter mais de um número de telefone disponível no currículo. Caso um deles seja residencial, é importante deixar as pessoas avisadas que alguém pode entrar em contato referente ao currículo. A pior situação é ligar para um candidato oferecendo uma vaga de emprego e ser mal tradada por sua esposa, por exemplo. Já aconteceu, acreditem! Ou pais de candidatos que simplesmente não passam a informação de como contatar o candidato por medo da violência. Uma orientação é combinar um código com quem estiver na residência para que solicitem a confirmação do nome, empresa e faculdade que constam no currículo e se sintam seguros em colaborar.

Ao passar da fase de ser encontrado é importante estar atento a como se portar neste tipo de telefonema. Após atender ao telefone lembre-se que o headhunter faz, na pior das hipóteses, no mínimo 30 ligações por dia. Por essa razão, o tempo em cada uma delas está diretamente relacionado a produtividade deste profissional. O headhunter não ligará para bater papo, pois existe um objetivo que pode variar entre entender o momento profissional, o pacote de remuneração ou se uma determinada oportunidade faz sentido seja pelo escopo, localização ou pacote salarial.  Em uma ligação de no máximo cinco minutos esse profissional vai determinar se indica o candidato ao processo seletivo em questão. Ele pode ter o currículo ou não, pois é comum entrar em contato por meio de indicações recebidas para verificar se aquele é um perfil que atende as especificações da vaga.

O que falar quando o telefone tocar?

“Me ligue depois das 18h ou 19h?” Melhor não! Em algumas exceções, o headhunter talvez ligue de volta, mas se o tempo programado para fechar uma vaga for naquela manhã, ele não vai retornar! O ideal é ir até um café ou local reservado em que possa conversar e pedir um minuto para se deslocar sem precisar desligar o telefone. Este pequeno gesto vai ajudar a permanecer no processo de seleção. Outra recomendação é responder às perguntas do headhunter com objetividade. Candidatos prolixos logo neste primeiro contato certamente são excluídos do processo até mesmo antes de comentar sobre a possível vaga.

Nessas ligações também é comum que o headhunter, especialmente em casos em que está sem o currículo em mãos, peça para que o candidato conte o que faz e sobre a trajetória profissional. Não é necessário abordar toda a carreira neste momento. É importante saber transmitir uma síntese de no máximo um minuto. Um exercício que funciona é imaginar como contar sobre sua vida profissional para uma outra pessoa enquanto o elevador sobe. O intervalo entre o abrir e fechar da porta definirá se você está dentro do processo de seleção. Seja objetivo! Caso o candidato consiga chamar a atenção do headhunter nesse minuto, saiba que haverá uma entrevista mais detalhada em que será possível contar a experiência em detalhes.

Um equívoco comum é candidatos que optam por não abrir os detalhes do pacote salarial que possuem. Caso você esteja neste grupo, melhor não esperar ser considerado para o processo seletivo. Nenhum headhunter apresentará um candidato a uma empresa sem fornecer detalhadamente o pacote atual/último do profissional. O mesmo vale para a pretensão salarial. Existem pessoas com receio de abordar este tema e, por não se posicionarem, algumas vezes deixam de ser considerados. Tenha um valor em mente e se for o caso deixe claro que está flexível caso precise negociar.

Seja breve e deixe uma boa impressão. Esses cinco minutos podem mudar sua carreira!

* Isis Borge é Gerente de Recrutamento da Robert Half

 

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