Empregadores: os candidatos não querem só dinheiro

Por Robert Half 22 de abril de 2019

Por Fernando Mantovani

Você sabia que, em um processo seletivo, quase metade dos profissionais valorizam a possibilidade de crescimento, antes de considerar o salário e o pacote de benefícios? Os dados fazem parte de uma pesquisa da Robert Half. E, para mim, ele evidencia o quanto o perfil do profissional vem mudando ao longo do tempo. Deixo aqui também um alerta para os empregadores interessados em atrair e reter os melhores talentos.

É claro que dinheiro ainda é importante e fundamental para a vida das pessoas. Porém, o que tenho notado, não só pela pesquisa, mas pela natureza do meu trabalho como recrutador, é que os profissionais buscam uma relação de ganha-ganha com o empregador. Então, não basta abrir uma vaga e esperar pela chegada de currículos, é preciso estruturar um bom plano para fisgar a atenção do melhor candidato.

Aqui estão quatro itens muito valorizados pelos profissionais:

Possibilidade de crescimento

Quando ingressam em uma companhia, em geral, as pessoas esperam se tornar profissionais melhores ao longo do tempo. Por isso, tenha atenção para incentivar a constante troca de conhecimento entre os profissionais e promover ações em benefício da capacitação do grupo, como treinamentos, palestras e workshops. Além, é claro, de ter uma política de cargos e salários bem definida e compatível com o que é praticado no mercado.

Reputação da empresa

Na pesquisa, 9% dos profissionais disse que levam em conta a reputação da empresa durante o processo seletivo. Isso não quer dizer que sua companhia precisa ter fama internacional para ser atrativa. Aqui, estamos falando das que se preocupam em trabalhar guiadas por propósitos e com respeito a clientes, fornecedores e colaboradores. Neste ponto, vale, inclusive, ter atenção aos processos de recrutamento. Em geral, as empresas que demoram muito para tomar decisões ou apresentam um processo seletivo pouco estruturado, tendem a ser mal vistas pelos candidatos. E você sabe, impressões negativas tendem a ser replicadas em uma velocidade assustadora.

Flexibilidade

Muitos profissionais de hoje querem ser reconhecidos pela qualidade das entregas e não por marcarem presença na empresa nos dias e horários combinados, sem atrasos ou faltas. Então, desde que seja possível para o seu modelo de negócio, avalie a possibilidade de instituir alguma flexibilidade de horário ou possibilidade de que os profissionais trabalhem pelo modelo de home office em alguns dias do mês, pelo menos.

Clima organizacional

Em geral, os profissionais passam mais tempo conectados à equipe de trabalho do que aos familiares. Isso faz com que eles valorizem muito trabalhar em empresas onde se sentem respeitados e acolhidos. Por isso, tenha atenção ao oferecer estrutura de trabalho adequada e à ações que promovam a interação entre as pessoas. Uma prática que funciona bastante são os constantes mapeamentos do clima organizacional da empresa.

Espero que essas orientações te ajudem a fazer bons processos seletivos e a ter um grupo cada vez mais qualificado. Se quiser saber mais sobre gestão, mercado de trabalho e carreira, veja outros artigos meus no Blog Sua Carreira, Sua Gestão, da Exame.com ou visite continue no site e no blog da Robert Half.

* Fernando Mantovani é diretor geral da Robert Half

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