E se amanhã você perder o seu Neymar?

Por Robert Half 12 de março de 2018

Por Fernando Mantovani

Sou fã de futebol e confesso que fiquei apreensivo com a lesão que vai deixar o Neymar fora dos gramados por cerca de dois ou três meses. E não estou pensando apenas na Copa do Mundo (já que ele volta a jogar apenas às vésperas do Mundial), mas estou pensando também como gestor.

Como será que Nasser Al-Khelaïfi, dono do PSG, que pagou 222 milhões de euros (aproximadamente R$ 884,3 milhões) pelo jogador para conquistar a Liga dos Campeões da Europa e colocar o clube entre os grandes do continente está lidando com a situação? O que será que o Tite, técnico da seleção brasileira (e que até adiou o anúncio dos convocados para dois amistosos da Copa por conta da cirurgia do craque e de outros dois lesionados) está pensando?

A empresa

Se o PSG fosse uma empresa e, às vésperas de uma entrega muito importante tivesse que lidar com a ausência inesperada de um de seus principais talentos. O que o gestor faria?

Já falei aqui em outra ocasião que ninguém é insubstituível e que todo líder tem que ter bem pensado um plano de sucessão, que pode ajudar, inclusive, em situações como essa. É claro que nenhum time teria à disposição dois Neymar´s – assim como nenhuma empresa tem dois CFOs exercendo as mesmas funções, ou dois Diretores que façam exatamente a mesma coisa -, mas o gestor tem que ter claras as pessoas que podem, em uma emergência, substituir seu líder.

O argentino Di María, de acordo com as notícias, é o preferido do técnico Unai Emery. E você, já tem seu Di María?

Seguem algumas dicas para começar a identificar potenciais líderes na equipe ou fora dela:

Observe:

Identifique em sua equipe alguém que possua as competências que casam com os pensamentos da empresa. Avalie a força de vontade do colaborador, o interesse em aprender, a facilidade de trabalhar em equipe, sob pressão, entregar resultados etc.

Escolha: 

Escolha pelo menos dois possíveis sucessores para o caso de perder algum selecionado no meio do caminho.

Desafie: 

Delegue tarefas de sua função, coloque-o como responsável em determinados projetos, fale dele aos superiores, faça com que ele seja visto na empresa.

Valorize:

Ser proativo no desenvolvimento de um plano de carreira dos profissionais de talento é muito mais interessante do que a atitude reativa e desaconselhável da contraproposta quando ele decide sair.

Contrate com eficiência: 

Avalie se é o caso de abrir um processo de recrutamento e ofereça a possibilidade de que atuais colaboradores se candidatem à vaga. Às vezes seu talento está mais próximo do que você imagina.

Conheça novas possibilidades: 

Caso o substituto não esteja claro – e o tempo não esteja ao seu favor – pense em alternativas. Mas muitas vezes, um profissional alocado por um prazo determinado pode resolver o seu problema de forma mais rápida e objetiva.

Não se esqueça do restante da equipe

O jornal “Marca”, uma das mais respeitadas publicações espanholas, ao avaliar o impacto provocado pela ausência do craque brasileiro no time francês, disse que “PSG sem Neymar é como como Paris sem a Torre Eiffel”.

Diante de uma afirmação dessas, como o restante da equipe deve estar se sentindo?

Lembre-se: por mais que uma pessoa se destaque, o sucesso de uma empresa só acontece se o conjunto estiver alinhado e motivado. Aproveite o momento tenso para levantar o moral de todo o time. É nessas horas que você vai conhecer ainda mais sobre seus verdadeiros talentos.

* Fernando Mantovani é diretor geral da Robert Half

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