4 desafios da liderança para 2021

Por Robert Half on 19 de maio de 2021

Qualquer empresa, independente de seu porte, enfrenta desafios no gerenciamento de seus colaboradores. São desafios do dia a dia para manter a motivação, produtividade e cultura de sua organização, mas também aqueles que podem surgir por motivos mais pontuais, como mudanças econômicas, circunstâncias políticas, contextos sociais entre outros.

Para a sondagem do último Índice de Confiança Robert Half, executivos e tomadores de decisão das empresas foram convidados a responder à seguinte questão: ao avaliar seu plano de contratação para 2021, o que mais te preocupa? A escassez de profissionais qualificados figurou em primeiro lugar, com 33% das respostas, seguida pelo cenário econômico (28%) e pelo prolongamento da pandemia (26%).

É fundamental que as empresas entendam os problemas atuais e se preparem para enfrentá-los. Neste artigo, mostraremos uma lista com dicas para a sua organização lidar com as mudanças. Confira!

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Saiba quais são os desafios da gestão de pessoas para 2021

Qual é o seu principal desafio em 2021 com relação à gestão de pessoas? Essa foi mais uma pergunta feita aos executivos. As respostas, e as dicas de como lidar com os desafios, você confere abaixo:

1. Saúde mental do colaborador

O trabalho ocupa um bom tempo da vida de uma pessoa, por isso, é fundamental as empresas se envolverem em debates e adotarem ações em relação à saúde mental, principalmente em tempos de pandemia. Segundo a pesquisa da Robert Half, o principal desafio em relação à gestão de pessoas em 2021 é a saúde mental dos colaboradores, apontada por 28% dos respondentes.

Problemas como ansiedade e depressão causam sintomas como exaustão, dores no corpo, falta de ar e desmotivação, que impactam na qualidade de vida do colaborador, no seu desempenho nas tarefas e na produtividade. Há diversas iniciativas, no entanto, que a empresa pode adotar para estimular os cuidados com a saúde mental, como:

  • incentivos à prática de esportes;
  • abertura para comunicação;
  • cultura que estimula a satisfação e a valorização dos colaboradores;
  • acompanhamento do desenvolvimento;
  • gratificação por bom desempenho;
  • estímulo à integração entre o time, entre outros.

2. Desenvolvimento dos profissionais

O desenvolvimento dos profissionais apareceu como o segundo maior desafio quando o assunto é gestão de pessoas, destacado por 27% dos participantes da pesquisa. Com a pandemia e a necessidade de isolamento social, muitas empresas adotaram o trabalho remoto. Conforme o tempo passa, é cada vez mais visível que o home office está ganhando espaço e veio para ficar. O investimento em tecnologia foi uma das medidas adotadas pelas intuições para facilitar ainda mais a integração dos colaboradores para o modelo de trabalho digital.

No entanto, os profissionais estão preparados tecnicamente para todas essas mudanças? As ações de treinamento e desenvolvimento devem ser adaptadas a esse novo formato para que não haja perda de produtividade e, também, para que haja estímulo ao profissional em manter-se cada vez mais atualizado.

As empresas também devem olhar para o desenvolvimento dos seus profissionais, para que possam aproveitar ao máximo o seu potencial. Para isso, devem investir em programas de treinamento que aprimoram o exercício de suas funções, mas que também possam desenvolver novos talentos em cada um.

3. Retenção de talentos

O terceiro desafio quando se trata de gestão de pessoas é a retenção de talentos (26%). E isso se dá por meio da valorização dos profissionais. Essas pessoas precisam sentir que a empresa reconhece seu potencial, acredita no seu trabalho e o considera uma peça chave para o crescimento.

Empresas com planos e cargos e salários bem-estruturados, metas reais e adeptas da cultura de diversidade no trabalho permitem que seus talentos enxerguem oportunidades de crescimento tangíveis, que dependem do seu desempenho profissional, independentemente de cor, raça, sexo ou qualquer outra característica que os diferenciem uns dos outros.

A retenção e valorização de talentos internos nas empresas é um investimento que se faz para o crescimento do negócio a longo prazo. Enxergar o capital humano como uma estratégia de sustentabilidade e crescimento — ainda que em momentos de crise — é vital para qualquer organização. Lembre-se: os últimos meses não foram fáceis para ninguém, por isso, é importante valorizar os bons colaboradores, que estiveram ao lado da empresa nos momentos desafiadores, pois os melhores tendem a ser abordados de maneira cada vez mais agressiva pelo mercado na hora da retomada. E encontrar bom profissional no mercado, não é tão simples quanto se pensa.

Isso nos leva ao próximo grande desafio.

4. Atração de profissionais qualificados

Em quarto lugar, com 15%* das menções, apareceu a atração de candidatos qualificados. Como mostra o Índice de Confiança Robert Half, a taxa de desemprego dos profissionais qualificados é bem menor do que a da população em geral, o que indica que um bom profissional não está tão disponível.

Recentemente, questionamos 387 profissionais responsáveis pelo recrutamento dentro de organizações do Brasil sobre os principais desafios com relação à atração de candidatos. Quase metade (48%) acham desafiador ter uma política de remuneração atrativa, enquanto 39% têm dificuldade para encontrar profissionais qualificados e 10% acreditam que o obstáculo está na marca corporativa com pouca visibilidade.

Todos são desafios legítimos e importantes. Mas, com boas práticas, é possível superá-los. É possível atrair talentos mesmo em períodos incertos, desde que o foco esteja no planejamento, nas boas práticas e nos parceiros certos.

Quer saber mais sobre o assunto ou quer ajuda para superar esses desafios? Entre em contato com um de nossos consultores.

Como liderar em tempos desafiadores

Assista ao webinar realizado pela Robert Half sobre "Como liderar em tempos desafiadores", com Gerald Blake Lee, CEO da Modern Logistics e co-fundador a Azul Linhas Aéreas; moderação de Jackie de Botton, sócia fundadora e diretora da The School of Life no Brasil, e comentários de Lucas Nogueira, diretor associado da Robert Half.

 
 
* Para completar 100%, a alternativa "outros" foi a escolhida por 4% dos respondentes

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