3 melhores práticas para fazer uma boa sucessão empresarial

Por Robert Half 27 de março de 2019

O mercado atual apresenta um cenário cada vez mais dinâmico e desafiador para as empresas, o que faz com que elas precisem reinventar constantemente suas estratégias de negócio para se manterem competitivas. Entre essas mudanças está a sucessão empresarial, processo que pode ser crucial para a solidificação da organização.

Por ser algo de grande impacto dentro da empresa, afetando toda a sua operação e modelo de gestão, a sucessão empresarial é um processo complexo, que exige um planejamento de qualidade e profissionais experientes para sua execução.

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Ademais, quando realizada de forma eficiente, promove uma série de benefícios para o negócio, garantindo sua permanência por um longo prazo no mercado. Em alguns casos, esse processo pode ocorrer de forma obrigatória, portanto, é fundamental saber como realizá-lo na organização.

Pensando nisso, colocamos neste post as principais informações sobre a sucessão empresarial e como fazê-la de forma eficiente. Acompanhe!

O que é sucessão empresarial?

A sucessão empresarial é um processo de passagem do poder e capital de uma empresa para uma nova pessoa (ou grupo de pessoas) jurídica. Nesse sentido, a responsabilidade pelas funções econômicas, administrativas e de comando da organização é transferida.

É um processo similar à sucessão civil, na qual um indivíduo transmite a outras pessoas suas dívidas e créditos. Nesse sentido, a sucessão empresarial apresenta as seguintes regras a respeito de:

  • dívidas: seguindo as regras do Código Civil, o sucessor fica responsável pelas dívidas do antecessor. Entretanto, elas podem ser cobradas de ambos pelo alienante;
  • créditos: de acordo com a lei civil, o devedor pode quitar sua dívida com o alienante ou com o seu sucessor mesmo que este tenha recebido os créditos por ela;
  • contratos: os modelos pessoais se mantêm intactos, enquanto os contratos com pessoas jurídicas precisam mudar o contratante para o novo sucessor.

Apesar de envolver questões legais, a sucessão empresarial nem sempre acontece formalmente, podendo ser feita pela troca de liderança por um novo membro da família, resultada por questões de invalidez, afastamento ou até mesmo morte — há outros casos que serão explorados no próximo tópico.

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Quais são os principais tipos de sucessão empresarial?

Como falamos, existem diferentes tipos de sucessão empresarial que podem acontecer nas organizações. São eles:

  • sucessão familiar: ocorre quando pai ou mãe transmitem o negócio para um de seus herdeiros, todos eles ou outro familiar. A herança conta não apenas com a liderança da empresa, mas também com seu lucro, dívidas, processos, contratos e funções de gestão;
  • sucessão trabalhista: um sucessor passa a ser responsável pelas obrigações trabalhistas do dono anterior. Nesse caso, não há mudanças na estrutura de funcionários do negócio;
  • aquisição de fundo de comércio: acontece quando uma pessoa jurídica compra um fundo ou ponto comercial, adquirindo também sua estrutura, atividades, bens, dívidas, processos e contratos.

Conhecer essas diferenças é importante para saber planejar a sucessão de forma correta e lidar com os desafios que o processo apresenta.

Qual a sua importância para o bom desenvolvimento da empresa?

Toda organização que deseja manter sua atuação no mercado por muito tempo, de forma consistente e significativa, deve conhecer e saber realizar a sucessão empresarial. Isso porque, mesmo nos casos em que o mesmo dono permanece por muitos anos, ele não vai viver para sempre, ou seja, a sucessão acontecerá em algum momento.

Sendo assim, as sucessões sempre serão elementos presentes na gestão de um negócio e devem ser planejadas para evitar problemas que comprometam sua eficiência e, consequentemente, ameacem o desempenho do negócio no mercado — redução de lucro, estratégias inconsistentes com a imagem, perda de talentos e stakeholders.

Quais são os principais desafios desse processo?

Por se tratar de um processo complexo, a sucessão empresarial enfrenta alguns desafios em sua execução. O primeiro é fazer uma seleção correta de sucessores, garantindo que estas pessoas conhecem a operação da empresa, sua filosofia de gestão, cultura organizacional, metas, objetivos e como manter as decisões de forma consistente com o comando anterior.

Outro ponto que deve receber atenção é a questão de conflitos gerados durante o processo de sucessão. Algumas organizações adotam um modelo transparente de seleção de diretores e acionistas para assumir a direção, o que pode resultar em competição e conflitos entre eles quando a gestão não é feita de forma clara.

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Por fim, a declaração de que a organização está em um processo de sucessão empresarial pode gerar tensão entre os profissionais no ambiente de trabalho, que tendem a temer por suas posições. Esse clima resulta em perda de produtividade e de talentos que podem buscar outras oportunidades de forma proativa.

Como realizar esse processo de forma eficiente?

Para lidar com os desafios da sucessão empresarial e realizar esse processo de forma eficiente, é importante seguir algumas regras e boas práticas. Discorremos sobre elas abaixo.

1. Planejar com antecedência

O sucesso da sucessão empresarial depende diretamente de seu planejamento, ou seja, da definição de medidas a serem adotadas antes, durante e depois de sua ocorrência. Essa prática evita conflitos e garante que todas as pessoas envolvidas no processo estejam preparadas para a mudança.

2. Investir na capacitação de potenciais sucessores

Outra prática importante que deve constar no planejamento da empresa é a elaboração de um plano de desenvolvimento de potenciais sucessores. Ele deve conter uma série de treinamentos e avaliações que garantam que esses profissionais tenham o perfil correto para assumir as responsabilidades da sucessão empresarial. O ideal é que esse plano fique dentro do projeto de educação corporativa do negócio.

3. Contar com a ajuda de profissionais especializados

A maior parte das organizações contrata uma empresa ou profissionais especializados para realizar o planejamento e a execução da sucessão empresarial. A prática é indicada porque esses parceiros são isentos e podem tomar decisões sem influências internas, como favoritismo, apenas se baseando em dados do negócio e do mercado.

Essas três práticas permitem que a sucessão empresarial ocorra de forma mais eficiente e sem problemas dentro da organização, garantindo que possíveis desafios sejam superados sem gerar prejuízos nos resultados do negócio. Nesse sentido, é importante investir e ter um planejamento definido para o processo.

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