Geração Y chega à liderança nas empresas - e agora?

Por Juliana Porto

A geração Y - nascidos entre 1980 e 1995 - está chegando às posições de liderança nas empresas. Muito já se falou sobre as mudanças que eles trouxeram para o mercado de trabalho e como retê-los em seus postos de trabalho. Agora, é a hora dos nativos desta geração trazerem mudanças à frente de suas equipes.

Cerca de quatro entre 10 profissionais de cada empresa pertencem à geração Y, atualmente a com maior representatividade dentro das empresas. A grande maioria dos diretores de recursos humanos confia no nível de preparo destes profissionais para assumir posições de liderança.

Apesar de confiantes, é consenso entre especialistas do mundo todo que os nativos desta geração ainda não estão totalmente preparados e precisam construir melhor a forma de liderar suas equipes. Assim, além de dar a estes jovens os cargos de liderança, as empresas também precisam oferecer treinamento e aconselhamento que eles precisam.

Quando na condição de liderados, os representantes da geração Y - os primeiros millenials - têm uma necessidade constante de feedback, o que mantém quando ascendem a posições de líderes. Uma aposta de empresas tem sido implementar um programa de mentoria reversa - em que gerações mais velhas e mais jovens possam se encontrar a cada duas ou três semanas.

Quanto ao feedback que eles dão à sua equipe, ele é constante, enquanto os trabalhadores mais velhos estão acostumados a uma revisão anual. Eles também são mais orientados para o objetivo, enquanto os funcionários mais velhos olham mais para o processo.

Enquanto chefes, eles querem uma comunicação breve, constante e casual com seus times.  Então é comum que estes líderes comuniquem-se por mensagens de texto e esperem por respostas igualmente rápidas de seus liderados.

Os millennials gostam de colaborar em absolutamente tudo e na condição de gestores também querem ter algum nível de envolvimento em todos os projetos da equipe. Assim, tendem a ficar mais tranquilos com funcionários proativos que discutem os objetivos do projeto desde cedo e forneçam informações regulares sobre seu andamento.

* Juliana Porto é jornalista desde 2005 e começou sua carreira escrevendo justamente sobre... carreiras! De lá para cá, já cobriu finanças pessoais, consumo e tecnologia em redações no Rio e São Paulo, mas sempre acaba voltando ao tema com que começou sua vida profissional.

 

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