Falta inspiração durante a crise?

*Por Sócrates Melo

Qual o verdadeiro papel do gestor durante um momento difícil? Todos nós já ouvimos falar aquela frase: “jogar em time que está vencendo é fácil” ou mesmo “não formamos bons marinheiros com mar calmo”. Refletindo sobre estas frases e fazendo um paralelo com o momento atual do mercado, devemos avaliar como os gestores estão lidando com suas equipes. Para ocupar um cargo de gestão, o profissional obviamente deve ter qualidades técnicas, conhecimento do seu mercado, experiência no negócio e especializações. São aspectos mínimos exigidos dos líderes na maioria das organizações.

Partindo do princípio de que todos atendem a estes requisitos-base, sabem o que é preciso e têm a receita, por que algumas equipes e instituições simplesmente não conseguem ter sucesso? O que faz a diferença para equipes de alta performance? Conversando com alguns gestores e liderados de organizações que prezam por resultados agressivos, pude perceber que em momentos de crise, o poder de inspirar, transmitir segurança, paixão e mostrar o caminho é o que efetivamente transforma dificuldades em oportunidades.

De nada vale todos os quesitos se não houver sensibilidade, atitude para entender verdadeiramente as equipes e valorizá-las mesmo em momentos desafiadores. Infelizmente, grande parte não consegue filtrar a enorme pressão que recebem em situações de crise. E, não raro, observamos gestores massacrarem seus times em busca de resultados melhores. Entretanto, essa postura os levará cada vez mais longe de seu objetivo e acumulará problemas para um futuro próximo: equipe desmotivada, desligamento de funcionários e resultados abaixo da expectativa.

A essência do bom líder é saber oferecer suporte, respeito e, acima de tudo, inspiração para os dias difíceis. Somente assim, ele conseguirá passar por momentos adversos com mais facilidade e estará muito melhor preparado para quando a maré mudar.

*Sócrates Melo é diretor de contas estratégicas da Robert Half.

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