O melhor arroz com feijão não basta

By Robert Half 11 de dezembro 2017

Por Fernando Mantovani

Uma vez eu ouvi de uma pessoa em busca de uma movimentação na carreira o seguinte questionamento: eu faço tudo conforme o planejado, nunca me atraso, entrego minhas tarefas no horário, sem percalços, mas nunca fui promovido. Onde estou errando?

Acredito que essa não seja a pergunta certa para entender o cenário, mas sim, o que não estou fazendo para ser reconhecido? Existem profissionais que fazem seu trabalho da maneira esperada, são até considerados competentes naquela função, mas não são reconhecidos exatamente por não se destacarem. Manter-se na zona de conforto, fazendo tudo conforme o roteiro, não coloca ninguém no radar dos gestores e das oportunidades.

O melhor arroz com feijão

Para se destacar no mercado de trabalho não basta fazer o que esperam de você. É preciso ir além. É preciso mostrar entusiasmo, curiosidade, interesse, e apresentar resultados que façam a diferença. Não adianta fazer o melhor arroz e feijão do mundo se a expectativa é por uma boa e suculenta ceia de Natal.

Muitas vezes não é nem por falta de vontade, mas por comodismo ou até por receio de arriscar. E é esse conformismo que difere o profissional mediano do funcionário brilhante. Enquanto o primeiro trabalha por trabalhar e cumpre suas funções “by the book”, o segundo persegue seus objetivos com muita determinação e clareza do que deseja alcançar.

Questão de segurança

Muitos justificam a decisão de manter-se em sua zona de conforto por conta do cenário de desemprego e instabilidade, afirmando que é melhor não arriscar. No entanto, em um mundo onde tudo muda a cada segundo, reinventar-se é palavra de ordem, seguida de adaptação. O medo da mudança é uma âncora na carreira e quem não acompanhar todo esse dinamismo possivelmente ficará esquecido em algum lugar operacional.

Como já escreveu John A. Shedd, em Salt from my Attic, “A ship in harbor is safe, but that is not what ships are built for”, ou seja, em português, “O navio no porto está seguro, mas não é para isso que se fazem navios”. Arrisque-se!

* Fernando Mantovani é diretor geral da Robert Half

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