Não acredite cegamente em nada!

Por Robert Half 12 de agosto de 2019

Por Fernando Mantovani 

É natural do ser humano buscar inspiração, conhecimento e referência em pessoas, histórias e discursos. Eu mesmo tenho minhas fontes. Costumo, por exemplo, decorar as paredes do meu local de trabalho com frases que me inspiram. Troco-as quando já internalizei a mensagem, não fazem mais sentido para o momento ou outra nova merece o lugar de destaque.

Muitas dessas mensagens vêm de livros, preferencialmente biografias, e de conteúdos da internet e de jornais e revistas. Gosto também de ouvir e observar pessoas, dentro e fora da companhia. Algumas delas me dão exemplos de como não agir, enquanto outras me motivam a aprimorar e evoluir aspectos da vida pessoal e profissional. Porém, nada disso me ilude de imediato.

Sempre que alguma informação chega a mim, procuro fazer um filtro. Até mesmo porque, hoje as pessoas têm muito mais voz para disseminar opiniões e assumir posições de influência, seja dentro de casa, na vizinhança, em uma companhia, na Internet ou no País. É preciso se dar ao direito de separar o joio do trigo. Afinal, o meu tempo e o seu são muito valiosos, não é mesmo?

Minha prática é a seguinte:

  1. Não faço escolhas por empatia - Quando estão carentes de orientação, muitas pessoas se apegam àquelas que falam o que elas querem ouvir e não o que precisam. Eu já me desconectei de pessoas, profissionais, influenciadores e livros muito agradáveis num primeiro contato, mas que me incomodavam com o excesso de ideias milagrosas para triunfar na vida. Veja, não estou falando de baixo otimismo, mas sim de preferir buscar o sucesso considerando a realidade.
  2. Busco referências - Quem me conhece sabe que minha formação em engenharia não permite que eu embarque em um projeto sem dados e fatos nas mãos. Uso o mesmo critério quando vou consumir informação, ideias ou conhecimento. Pesquiso fonte e veracidade de dados, além de históricos de pessoas, situações e empresas antes de acreditar em algo e compartilhar. Minha experiência no contato com líderes faz com que, por exemplo, eu acione um alerta interno quando vejo uma empresa anunciar um estrondoso aumento de faturamento da noite para o dia ou quando um profissional chega a um cargo de diretoria apenas com pensamento positivo.
  3. Fujo de contadores de história - Qual deve ser a credibilidade de um gestor que cobra trabalho em equipe, mas não coloca a mão na massa quando vê que todos os integrantes do time estão sobrecarregados e as demandas não param de chegar? A ideia dessa e de outras perguntas é fazer com que você busque saber se a pessoa que te inspira pratica o que prega, realmente vivenciou o que discursou e está capacitada para instruir ou informar outros cidadãos sobre o assunto.

Em uma analogia simples, só deveríamos aceitar prescrição de um antibiótico feita pelas mãos de um profissional de saúde, porque ele tem as credenciais e os conhecimentos necessários para essa prática, não é mesmo? Isso deve se adaptar a qualquer área da nossa vida para mantermos o alto padrão de qualidade nas nossas inspirações.

Pesquisar e questionar não é perda de tempo e sim ganho de credibilidade!

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*Fernando Mantovani, diretor geral da Robert Half

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