Diga-me o que postas e te direi quem és!

Por Robert Half 8 de outubro de 2018

Por Fernando Mantovani

Em nosso dia a dia na Robert Half, não utilizamos o comportamento nas redes sociais como parâmetro para selecionar candidatos. Nosso filtro tem como base: um banco de dados em constante atualização; o relacionamento dos consultores com profissionais do mercado; e indicações. E é em decorrência dessa última fonte citada – as indicações – que você deve ter atenção quando se expõe no ambiente virtual.

Eu sei que é muito chato ficarmos nos policiando a cada like, postagem ou compartilhamento. Mas, o mundo atual é assim. Somos julgados – e muitas vezes julgamos – com base em reações e opiniões que sugerem falta de tolerância, educação, comprometimento ou senso analítico e crítico (no caso, por exemplo, do compartilhamento de Fake News), entre outras características que tendem a não serem bem-vindas, no ambiente social ou corporativo.

Para alguns, talvez, o assunto seja meio óbvio. Mas, como tenho visto alguns profissionais perdendo amigos, clientes, empregos, funcionários e oportunidades de negócios em virtude de uma postagem, convido vocês a refletirem sobre cinco considerações:

1. Redes pessoais VS redes profissionais

O primeiro passo é saber identificar o perfil de cada rede. Há aquelas com viés profissional e que funcionam como uma ferramenta de networking e de exposição do currículo e há aquelas com caráter mais pessoal. Em redes com viés profissional, é importante ter atenção com a foto do perfil, que deve estar de acordo com o recomendado dentro da sua área de atuação.

Já nas redes de cunho pessoal, ainda que sua rede seja restrita a um grupo de amigos, pode acontecer de um contato seu visualizar a publicação ao lado de um potencial empregador ou cliente e, então, o conteúdo servir de fonte para o início de uma conversa sobre a sua personalidade, sob um ponto de vista positivo ou negativo.

2. Informe-se com sua empresa sobre a existência de um manual de conduta nas redes sociais

Ao mencionar em sua rede social qualquer referência à empresa na qual atua, tenha certeza de que a companhia está de acordo com a transmissão dessa informação. Tenha especial atenção ao tecer comentários que, de alguma forma, possam envolver parceiros de trabalho, clientes ou fornecedores.

3. Não dá para garantir que todos tenham a mesma interpretação

A rede social é um retrato seu para o mundo. Como você quer que seja essa imagem? Pense nisso antes de compartilhar opiniões polêmicas. Um bom teste antes de postar é se perguntar: “eu falaria isso em voz alta no meio do departamento?”. Se a resposta for não, prefira não publicar.

4. Mapeie a diversidade do público que circula você

O ambiente social e corporativo está cada vez mais diverso e é preciso atenção para não ofender pessoas dizendo o que não precisava ou emitir opiniões sem preparo emocional para receber réplicas. No calor das discussões, nem sempre nos expressamos da maneira adequada, e isso vale – muito - para o ambiente online.

5. É fake ou é News?

Só compartilhe informações se tiver absoluta certeza sobre a veracidade delas. Não dá pra prever a dimensão que uma notícia falsa pode tomar. Imagine ser uma das pessoas responsáveis por fomentar tal informação?

Estamos sendo vigiados o tempo todo e precisamos aprender a lidar com isso! #ficaadica

Aliás, você sabe se é necessário colocar suas redes sociais no currículo?

Uma dúvida frequente entre os candidatos está em saber se, hoje em dia, devemos adicionar as redes sociais ao nosso CV ou não. Quer saber? Basta clicar no link a seguir para acompanhar a leitura: redes sociais no currículo - colocar, ou não?

*Fernando Mantovani é diretor geral da Robert Half no Brasil

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