Como se comportar em uma entrevista por competências

Por Robert Half 21 de julho 2014

Por Isaías Júnior

Já ficou no passado o tempo em que, para ser contratado para uma posição, bastava ter o conhecimento técnico que a atividade exigia. Hoje em dia, no momento da entrevista o perfil comportamental dos profissionais conta cada vez mais do que o perfil técnico – o que as empresas buscam nas pessoas são atitudes que estejam alinhadas aos seus valores.

Essa mudança na forma de entrevistar aconteceu porque as empresas perceberam que é muito mais fácil desenvolver algumas habilidades técnicas do que mudar o comportamento das pessoas. Se você ainda não participou, certamente vai participar de uma entrevista baseada em competências ao buscar uma nova colocação no mercado de trabalho. Mas como se preparar para isso?

Vamos ao conceito: este tipo de entrevista parte do princípio que o seu comportamento passado prediz o seu comportamento futuro. É muito mais assertivo você falar como se comportou em determinadas situações nos empregos anteriores do que basear a entrevista em suposições e dar respostas “certas” ou que acredita serem as esperadas pelo recrutador.

É por esse motivo que, em uma entrevista por competências, vai ser muito difícil ouvir perguntas baseadas em suposições, como “O que você faria?” Normalmente as perguntas buscam um fato específico, como, por exemplo “Me conte a situação mais difícil que você já viveu ate hoje na sua vida profissional” ou “Comente sobre algum projeto onde a sua participação foi decisiva para o sucesso”.

Esse tipo de pergunta exige que a entrevista seja mais longa que a convencional porque normalmente os candidatos precisam de um tempo maior para recordar os exemplos que vai citar. O selecionador também vai avaliar a sua resposta por três aspectos:

Contexto

O cenário ou problema em que o exemplo se passava.

Ação

Como o candidato reagiu naquela situação, quais foram suas atitudes.

Resultado

Qual foi o resultado que as ações ou atitudes do candidato geraram e qual foi o aprendizado que ele adquiriu. Se na sua resposta faltar qualquer um desses três pontos, ela estará incompleta e o selecionador vai continuar a te questionar ate conseguir completá-la.

Caso você não consiga abordar esses três aspectos, a competência que ele esta avaliando pode não ser identificada. Outro ponto importante é que nem sempre as perguntas vão abordar casos de sucesso.  Isso porque a maior parte experiência que adquirimos vem dos erros que cometemos.

Por isso, quando surgir uma pergunta sobre situações que não foram tão positivas, não tenha medo de expor o caso porque além de avaliar as suas atitudes será avaliado também o aprendizado que ganhou. A melhor de forma de se preparar para esse tipo de entrevista é analisar quais foram suas melhores experiências, os projetos mais significativos de que você já participou, as situações mais difíceis que você já vivenciou, os maiores desafios que você já superou e o trabalho que te deu mais satisfação.

Também ajuda lembrar de algumas situações de conflito que já tenha participado, momentos em que teve que impor sua opinião, ou em que teve que abrir mão dela para alcançar um melhor resultado em algum projeto. Busque fazer isso apresentando o contexto da situação, qual foi a sua ação e o resultado final do projeto. Certamente, você vai demonstrar muito mais as suas experiências e se o seu perfil estiver dentro do que a empresa esta buscando vai ser mais fácil você conquistar a vaga. Sucesso!

* Isaías Júnior é analista de RH da Robert Half

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