11 perguntas que todo headhunter faz

Por Robert Half 29 de Janeiro de 2020

Preparar-se para uma entrevista de emprego é fundamental caso você queira causar uma boa impressão ao headhunter. Só que muita gente não faz a lição de casa e acaba se atrapalhando na hora de dar boas respostas.

"São sempre as mesmas perguntas que causam desconforto aos candidatos”, afirma Fernando Mantovani, diretor geral da Robert Half. "E isso acontece porque o profissional não pensa nas perguntas com antecedência e não estrutura as respostas de forma objetiva." Se você não quer falhar na próxima entrevista de emprego, continue a leitura para compreender a importância de se preparar para a conversa com o recrutador e por que existem questionamentos que sempre são feitos.

Saiba, ainda, quais são as perguntas em entrevista de emprego mais comuns e a melhor maneira de se portar ao responder. No final do texto, daremos também dicas sobre como se portar nos momentos seguintes ao término da conversa. Lembre-se que se sair bem em entrevistas de emprego é uma habilidade que pode ser desenvolvida com o aprendizado e a experiência, portanto vale a pena conhecer mais sobre o assunto. Boa leitura!

A importância de se preparar para as perguntas de entrevistas de emprego

Quando nos preparamos para fazer qualquer atividade na vida, há maior chance de sucesso. Portanto, é importante repassar os pontos fortes da sua trajetória profissional antes da conversa com o recrutador. Se você esteve um bom tempo da sua carreira em determinada empresa, pense quais foram suas experiências mais gratificantes no referido trabalho:

  • quais foram os melhores resultados atingidos;
  • quais foram as atividades mais desenvolvidas;
  • quais foram as dificuldades e conquistas;
  • o que a experiência agregou a você pessoal e profissionalmente.

Pensar previamente nesses pontos evita que uma informação importante seja esquecida no momento da entrevista, o que pode fazer diferença na hora de conseguir o emprego.

Quando se pensa nas perguntas antes, aumenta a chance de dar uma resposta melhor, mais completa e que ajude no processo de recrutamento.

Por que existem perguntas que sempre são feitas?

Se você já passou por alguns processos seletivos durante a sua trajetória profissional, provavelmente percebeu que algumas perguntas sempre são feitas pelos headhunters.

Isso ocorre porque os recrutadores precisam de bases de comparação. Não se pode aplicar perguntas diferentes para os candidatos para gerar essas bases, pois elas não poderiam ser usadas com esse objetivo.

Existem, também, perguntas que são básicas em relação ao conhecimento do profissional em si, para obter determinadas informações de todo candidato que participar de um processo. “Por que você quer mudar de emprego?” é um exemplo. Esse tipo de pergunta é feito em qualquer processo de seleção, para que seja possível entender a situação atual e as motivações do candidato.

Pode, também, haver perguntas específicas feitas a todo candidato daquele processo, como conhecimentos específicos de linguagem, sistema, software e leis, que figuram como informações relevantes para o cargo em questão.

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As perguntas mais comuns em entrevistas de emprego

Você já entendeu por que é tão importante se preparar para as perguntas feitas nas entrevistas. Se está participando de algum processo seletivo, veja, aqui, quais são os questionamentos que causam mais saia justa nos candidatos e descubra qual é a melhor forma de responder a eles.

1. Por que você saiu da empresa em que trabalhava?

Mantovani diz que muitos candidatos acabam não apresentando de forma clara e objetiva as razões pelas quais deixaram o último emprego. “Muitos se sentem desconfortáveis em dizer que foram demitidos e acabam inventando uma história”, diz o diretor.

Só que um consultor de recrutamento mais experiente vai aprofundar as perguntas e descobrir a mentirinha — o que, certamente, vai prejudicar a pessoa no processo de seleção.

“Ser demitido não é demérito para ninguém, acontece. O melhor é dizer a verdade e explicar as razões para a sua saída, se foi por um corte de custos ou porque a empresa queria um profissional mais barato naquele momento, por exemplo”, afirma Marcela.

2. Por que você quer trocar de emprego?

Quer saber outra saia justa? Quando o headhunter pergunta ao candidato, ainda empregado, por que ele quer sair da atual empresa. Aqui, a resposta é semelhante à da questão anterior. Pense com antecedência no que você vai responder e estruture algo objetivo para falar ao recrutador.

“Não vá expor o atual empregador, falando mal de diversos aspectos da empresa, mas não há problema algum em dizer que você não se adaptou à cultura da empresa — e especificar algum ponto em relação a isso — ou, ainda, justificar sua saída pela vontade de crescer na carreira”, afirma Mantovani.

3. Podemos conversar em inglês?

É nessa hora que aquele “inglês fluente” do currículo escapa e não sobra uma palavrinha na memória para um bate-papo rápido com o headhunter. “Não adianta informar que você é fluente em um idioma quando, na verdade, você tem um nível intermediário”, diz Fernando.

Isso só cria expectativas no entrevistador, e, para o candidato, a mentirinha acaba fechando portas. Quem vai querer contratar alguém que não é transparente já na entrevista de emprego? Sabe-se que, para ser considerarado fluente em inglês,

4. Quais são seus pontos fracos?

Mantovani diz que muitos candidatos rapidamente respondem que não têm pontos fracos. “Isso é sinal de que a pessoa não está correndo atrás de melhorar suas competências profissionais”, diz o executivo. A verdade é que ninguém deve se achar 100%, sempre há algo em que se aperfeiçoar.

Respostas clichês como " ser perfeccionista" ou "trabalhador demais" devem ser evitadas. São atitudes que transmitem falsidade e a falta de uma identidade própria. Vale a pena olhar para si mesmo e identificar alguns traços que podem ser melhorados e dizê-los com sinceridade para o interlocutor. Isso também transmitirá confiança e demonstra que, além de um bom profissional, você também é uma pessoa que tem falhas, como qualquer ser humano.

5. Qual é a sua pretensão salarial?

“Isso vem mudando, mas ainda hoje muitas pessoas se sentem desconfortáveis ao falar de salário”, afirma Mantovani. Só que é importante ir para uma entrevista de emprego com um número em mente. Caso não saiba exatamente quanto deve ganhar alguém ocupando o cargo em questão, é bem simples de descobrir. Basta fazer uma pesquisa rápida na Internet e você poderá descobrir as médias salariais até mesmo a partir de sua região, a depender da especificidade do cargo.

O executivo dá a dica: “Se o salário não é um motivador para você, ok, mas diga a partir de quantos reais uma oportunidade pode interessar. Isso ajudará o recrutador a saber quais ofertas de emprego pode passar.” Simplesmente enunciar sua pretensão salarial não é um ponto definidor da entrevista. Caso o headhunter considere a quantia alta demais, mas perceba que você é um bom profissional, ele pode oferecer uma contraproposta que ainda pode ser do seu interesse.

6. Você tem experiência com gestão de pessoas?

Quando um profissional está se candidatando a um cargo que envolve gestão de equipe, quer impressionar e acaba respondendo “sim” a essa pergunta. Só que, de novo, se isso não for verdade, o headhunter vai perceber quando aprofundar o questionário.

“A pessoa acaba mencionando situações em que trabalhou com colegas e até exerceu alguma função de liderança em um projeto específico, mas sempre percebemos a mentira quando entramos no detalhe”, afirma Fernando.

“Por isso, para qualquer resposta, se prepare e estruture um discurso transparente, verdadeiro e coerente”, assinala. Caso não tenha experiência com recursos humanos, uma resposta muito mais interessante é dizer do seu interesse em trabalhar na área, expondo também quais são os conhecimentos que tem sobre o assunto.

7. Por que você escolheu essa profissão?

Com a resposta, o headhunter pode avaliar a formação do candidato e compreender o motivo e ambientação da escolha por tal carreira. A resposta sincera conta um pouco da trajetória de vida do candidato. Trata-se de uma chance de mostrar intimidade com o campo em questão, sinalizando que aquilo significa mais para você do que simples execuções de tarefas.

É possível saber quando a aptidão começou, de onde veio o anseio por desempenhar a função, se é uma profissão comum na família ou se a vontade de exercer o trabalho vem de experiências na juventude. Não é necessário fazer grandes exposições sobre sua trajetória pessoal, mas sim contar que eventos e aspirações levaram a se encontrar na área em que trabalha.

8. O que você busca em um novo emprego?

Se a pessoa estiver empregada, o recrutador pode averiguar os motivos para que ela busque uma nova vaga — o candidato pode ser questionado sobre se gosta de onde trabalha e se houve um pedido de aumento de salário. Se ele quer mudar de setor, o headhunter pode questionar, ainda, se o candidato já conversou com o empregador acerca de uma possível movimentação.

A resposta também possibilita que o recrutador avalie se a empresa poderá corresponder ao que o candidato almeja, seja em relação à pretensão salarial, plano de carreira ou, ainda, condições de trabalho, como ambiente, cultura, entre outros fatores.

É uma forma de avaliar também as intenções do trabalhador em permanecer realmente nessa organização. Qualquer empregador deseja colocar um funcionário que se estabilize na vaga e cresça junto do resto da companhia. Caso o headhunter perceba que seu interesse na vaga é apenas temporário e que tem outros planos em mente para o futuro, esse pode ser um ponto contra você na hora de decidir a contratação.

9 . Qual é a sua maior conquista profissional?

Pergunta bastante frequente, portanto vale considerar qual é a sua perspectiva sobre o assunto e não ser pego desprevenido. Interessante observar que esse questionamento pode ser uma espécie de "pegadinha". Lembre-se que o headhunter tem o seu currículo em mãos, ele já sabe se você trabalhou em uma grande multinacional ou algo do tipo.

Sendo assim, ele não está interessado em uma descrição sobre o maior cargo ou a maior quantia em salário que recebeu, mas sim entender como você enxerga sua trajetória profissional e o que valoriza nela.

Uma conquista não precisa estar ligada diretamente a uma vaga de emprego anterior, pode ser o término de um curso de graduação, ter trabalhado com alguém que admira e etc. Muitas pessoas não têm aquele currículo de dar inveja, mas sempre é possível observar em sua experiência um diferencial de que se orgulha, cabe a você entender esse processo.

10 . Como avalia suas habilidades em relação à inteligência emocional?

Ainda que não seja nomeado na entrevista claramente nesses termos, o headhunter certamente estará interessado nas suas capacidades afetivas e maturidade emocional. Já faz muito tempo que o mercado de trabalho superou a ideia de que a única coisa que importa em um profissional é sua capacidade de fazer o trabalho e bagagem técnica.

A capacidade de lidar com momentos de frustração e outras questões pessoais no cotidiano de uma empresa é altamente procurada, e mais rara de se encontrar do que imagina. Infelizmente esses traços não podem simplesmente ser ensinados, tal qual um conteúdo de faculdade, mas é possível trabalhar sobre eles e se desenvolver nesse sentido. Por exemplo, com relação à timidez em um entrevista de emprego.

Por isso, é necessário estar sempre atento a tais questões e demonstrar na entrevista que você é alguém capaz de lidar com suas emoções de forma a contribuir para um clima agradável de trabalho. Resiliência é uma palavra da moda que indica essa capacidade, de se adaptar aos problemas e encará-los com maturidade.

Ninguém gosta de trabalhar e conviver cotidianamente com alguém que vê problema em tudo, reclama constantemente ou se indispõe com os outros. Mesmo que seja o melhor dos profissionais.

11 . Me conte uma situação em que teve um grande desafio e como o solucionou.

Essa é outra pergunta interessante e recorrente, que demonstra como sua performance durante uma entrevista de emprego pode ser decisiva para a contratação. A princípio, pode parecer que o headhunter quer ouvir uma história gloriosa de sucesso no ambiente de trabalho. Na verdade, esse não é o ponto.

Nem é necessário que seja contada uma situação especificamente ligada ao trabalho, pode ser um desafio pessoal ou familiar que teve de encarar. Você pode até mesmo contar uma experiência que não terminou exatamente em um grande sucesso, mas na qual sentiu que tomou as melhores atitudes para ter o mínimo dano possível.

Quando um headhunter faz essa pergunta, ele está querendo avaliar traços como:

  • sua capacidade de expressão e de relato de caso;
  • habilidades de resolução de problemas;
  • comportamento do entrevistado diante de crises;

Cuidados essenciais ao responder a perguntas em entrevistas de emprego

É indicado que o candidato se prepare relembrando as suas passagens profissionais e o que fez nelas. Alguns pontos que devem ser considerados, considerando a vaga que se está pleiteando, são:

  • o que você oferece de interessante para quem vai empregá-lo?
  • quais são os resultados efetivos que você levou para os últimos empregadores?
  • por que essas experiências são relevantes na sua carreira?

O segundo ponto é a transparência absoluta. Tenha certeza de que as informações que você está transmitindo são precisas.

Se você participou de um grupo que implantou um Enterprise Resource Planning (ERP) — ou Sistema de Gestão Empresarial, em português —, não diga que você inseriu o ERP, mas sim que fez parte de uma equipe que implantou o sistema e explique qual foi seu trabalho na equipe.

Se existe uma informação que não é tão agradável, como ter sido demitido por não atingir o nível de performance exigido, é importante afirmar o que aprendeu com a situação e garantir que, no seu emprego seguinte, pode usar isso a seu favor para que não volte a ocorrer. Esclareça, sempre, qual foi a lição que você aprendeu e como está trabalhando a questão.

É preciso, também, tomar cuidado com o nível de exposição em algumas questões. Não fale mal do seu antigo empregador. Se existe alguma situação na empresa antiga que seja confidencial, não fale para o entrevistador.

Se existia caixa dois, por exemplo, e esse foi o motivo de querer ir embora, você pode dizer que a empresa tinha algumas políticas com as quais você não compactuava, então, preferiu sair da empresa, pois isso estava impactando seus valores pessoais. Isso não fará você perder o emprego.

Além disso, é preciso ser discreto em algumas questões. A linguagem não pode ser coloquial, e você deve se vestir e se postar de maneira adequada, cuidando do tom de voz, olhando nos olhos do recrutador e, principalmente, evitando entrar em questões controversas. Não se fala sobre religião, política, futebol e outros assuntos polêmicos. Seja polido a todo momento, inclusive em questões pessoais.

3 erros que você deve evitar nas entrevistas de emprego

Além das atitudes recomendadas, existem também posturas e comportamentos que devem ser evitados no dia da entrevista. Qualquer headhunter tem experiência de sobra para detectar os indícios que um concorrente apresenta, tanto positivos quanto negativos para sua entrada na corporação. Sendo assim, é válido ficar atento sobre os sinais que emitimos, desde a entrega do currículo até o momento da conversa cara a cara. São eles:

1 . Nunca minta no currículo ou na entrevista

Como já mencionamos ao longo do texto, qualquer tipo de mentira sobre sua experiência ou conhecimentos é dispensável. É fácil para um entrevistador perceber os furos em seu discurso. Caso isso acontece, é bem provável que seja dispensado da vaga mesmo que cumprisse os outros requisitos, ninguém gostaria de iniciar uma relação de trabalho que já começa com mentiras.

Saiba que é possível valorizar suas habilidades e ser franco sobre as falhas sem precisar recorrer a exageros ou histórias mal contadas. A franqueza sempre é uma grande aliada na hora da entrevista. Isso ajudará tanto na transparência sobre seu trabalho quanto na confiança do que está dizendo. Afinal de contas, será a sua própria história.

2 . Falar mal da antiga empresa e colegas de trabalho

Mesmo sem querer, às vezes incorremos nesse equívoco quando somos perguntados sobre a última experiência de trabalho. Você certamente será questionado sobre o último emprego e sua relação com a empresa, por isso é válido estar preparado para relatar o caso de uma maneira ética e transparente.

Alguns trabalhadores ingenuamente creem que desvalorizar o local de trabalho anterior é uma forma de acessar um novo território, mas se trata de um engano. Ainda que tenha tido uma péssima experiência com os últimos gestores, isso não significa que deve transformar a entrevista em uma sessão de fofocas.

Relate o ocorrido sempre do seu ponto de vista individual, dizendo apenas o que interessa para o momento da entrevista. Acusar gratuitamente o trabalho de pessoas e instituições, ainda que esteja com a razão, é uma atitude imatura do ponto de vista profissional e demonstra problemas no campo da inteligência emocional, traço importante desejado por qualquer contratante.

3 . Uso do celular durante a entrevista

Parece óbvio, mas não é. A atitude certa aqui é deixar o celular no modo silencioso, ou até mesmo desligado durante a entrevista. Ficar mexendo no celular enquanto conversa com seu interlocutor é altamente reprovável, demonstrando descaso com um momento que deveria ser de plena atenção por parte do entrevistado.

Ainda que o headhunter faça uso do celular durante a conversa, isso não significa que você também tem liberdade para fazê-lo. Tire esses momentos para relaxar e pensar sobre o fluxo da conversa. Lembre-se que você está em uma posição distinta do contratante naquele momento. Para ele, é só mais uma entrevista entre muitas, para você, pode ser a conversa que definirá os rumos de seu futuro.

Mesmo que se trate de uma entrevista informal, onde o uso do celular não seria considerado tão inadequado, evite fazê-lo. Mexer no aparelho móvel tira nossa concentração e pode trazer preocupações sobre o mundo externo que atrapalharão a estar presente na conversa integralmente.

O que fazer depois da entrevista de emprego?

Muito se fala sobre como agir antes e durante a conversa com o headhunter. Entretanto, é interessante pensar também sobre as atitudes e comportamentos para depois do processo seletivo. Obviamente é uma situação que gera ansiedade em quem está buscando a vaga desejada, só cuidado para que essa ansiedade não atrapalhe a realmente conquistá-la. Vamos discutir então alguns pontos sobre como proceder depois da entrevista, de modo que estará preparado para lidar com todas as fases do processo.

1. Avalie sua performance com honestidade

Sem exageros na autocrítica, faça uma avaliação pessoal de como foi sua experiência com o headhunter. Se achar conveniente, pode até mesmo escrever os pontos positivos e negativos de sua performance, o que pode ajudar a introjetar a melhor forma de se expressar diante do entrevistador. Fazer essa pesquisa interna ajuda a compreender o temido momento da entrevista como algo natural, um processo avaliativo como qualquer outro, sobre o qual podemos melhorar e aprender com os próprios erros.

Seja gentil e honesto consigo mesmo sobre isso. Destacar os pontos negativos não é uma forma de se punir, mas sim de avaliar objetivamente o que foi ou não dito, perguntas que nunca responder muito bem, aquilo que é dispensável e etc.

2. Informe-se e aguarde

Os momentos finais da entrevista podem ser usados para sanar suas dúvidas e fazer perguntas ao recrutador. Lembre-se que você também tem direito a fazer perguntas de tópicos que não tenham sido informados claramente como as datas de retorno e o número de fases do processo. Ter essas informações em mãos tranquilizará você, pois haverá uma data limite para visualizar e não precisará de ficar entrando em contato com a empresa nos dias subsequentes.

Sobre a questão de contatar a empresa, recomendamos que evite, a não ser que realmente seja necessário. Aproveite o intervalo até a data para conhecer mais sobre a empresa em questão, o que pode ajudar a se preparar para uma eventual próxima fase do processo. Pode ser uma oportunidade também de checar suas próprias redes sociais. Não é preciso agir com paranóia e deletar todos os posts com intimidade, mas você pode conferir o que está público e o que é reservado apenas para amigos.

Caso chegue o dia marcado para o retorno e não venham notícias, espere pelo menos mais um ou dois dias e mande um e-mail cordial perguntando sobre o processo.

3. Envie um lembrete aos contatos referenciados na entrevista

É bem possível que a empresa de recrutamento cheque as referências profissionais que você deu durante a conversa ou no currículo, principalmente se tiver em mãos uma carta de recomendação ou se forem companhias de mesmo setor. Portanto, não custa nada mandar um pequeno lembrete a essas pessoas ou instituições, lembrando-os que é possível que eles sejam acionadas nos próximos dias para confirmar as referências.

Ainda sobre o tema da falsificação no currículo, jamais utilize referências inventadas. Por acreditar que os recrutadores não irão efetivamente confirmar as informações prestadas, alguns profissionais forjam essas experiências como forma de valorizar seu passe. Entretanto, qualquer headhunter com experiência percebe facilmente quando elas são inventadas.

O trabalho do headhunter é o de encontrar a pessoa ideal para determinada vaga, mediando os interesses tanto da empresa quanto do profissional em questão. Ele não terá como descobrir que essa pessoa é você, se não apresentar claramente suas qualidades e ponderações na hora da conversa.

Como você pôde notar, preparar-se para uma entrevista de emprego pode fazer com que você não se esqueça de falar as informações relevantes e que podem ser decisivas. Essa preparação também permite que você se mostre mais seguro, confiante e preciso em seus posicionamentos. Não se esqueça — clareza e sinceridade contam muito ao responder às perguntas em entrevista de emprego!

Vale lembrar que, de nada adianta ser um profissional fabuloso se isso não for transmitido para a pessoa com quem está conversando. Mesmo porque, comunicar-se bem é essencial para qualquer tipo de trabalho.

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