Empresas indecisas, grandes prejuízos

*Por Letícia Krauskopf 

O mundo é dinâmico. A velocidade proporcionada pelas novas tecnologias mudou a forma com que trabalhamos, produzimos e nos comunicamos – e isso impacta diretamente as exigências do mercado sobre as empresas. Hoje, a tomada de decisões deve acompanhar esse ritmo. Isso significa que a empresa que demora demais para lançar um produto ou abrir uma nova linha de negócios, por exemplo, pode tornar-se menos competitiva e comprometer seus investimentos.

Essa mesma lógica se aplica para o recrutamento. Contratar um profissional é uma decisão estratégica e que impacta diretamente nos resultados de uma empresa. E a indecisão para selecionar um candidato pode ter impactos negativos sobre o dia a dia e a competitividade do negócio. Como headhunter, percebo que muitas companhias tendem a alongar seus processos seletivos. Seja por medo de não ter encontrado o candidato perfeito, seja pelo número de etapas do recrutamento e até mesmo pelo excesso de trabalho dos tomadores de decisão, o fato é que muitas dessas empresas não percebem as consequências ruins de demorar demais para contratar um profissional.

Um processo seletivo normal para um cargo de gestão tem duração média de 30 dias – algumas semanas a mais já começam a impactar o comprometimento dos candidatos com a posição, gerando dúvidas e, por fim, desmotivação. Há casos de empresas que demoram 3 ou 4 meses para fazer uma proposta, e quando o fazem, percebem que perderam o candidato ideal para outra oportunidade. Como mensurar o tempo perdido em entrevistas, análise e aprovação desse profissional? E o tempo em que a equipe ficou sobrecarregada de trabalho sem o reforço prometido? Pior ainda, todo o trabalho de recrutamento e seleção que deverá ser refeito? Por mais difícil que seja medir esse impacto, ele existe e pode ser maior do que se imagina.

Perder um bom candidato por demora na tomada de decisões é uma situação mais comum do que se imagina. Para gestores que não consideram o recrutamento uma prioridade, a dica é de que repensem a importância desse investimento. Afinal de contas, em um mundo competitivo e com alta velocidade de informações, nunca fez tanto sentido a velha máxima de que “tempo é dinheiro”.

*Letícia Krauskopf é consultora de recrutamento da Robert Half

Tags: Recrutamento

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