Dois erros de digitação no currículo podem decretar o fim do processo seletivo

Apenas dois erros de digitação no currículo são suficientes para desconsiderar um candidato em um processo seletivo, segundo 46% dos gestores entrevistados pela Robert Half nos Estados Unidos. Para 17% dos executivos, uma falha já justificaria a exclusão do profissional. “A tolerância ao erro está atrelada à exigência da posição. Entre os gestores brasileiros, ela costuma ser baixa. O tipo de erro conta mais do que a quantidade”, considera Sócrates Melo, diretor de operações da Robert Half.

Os erros de digitação mais comuns são os relacionados a datas e à concordância gramatical. Melo alerta para o fato de que um currículo cheio de falhas transmite ao recrutador a impressão de baixa qualificação do candidato. “As falhas mostram falta de atenção e despreparo do profissional”, diz. “A análise de um currículo passa por vários aspectos, desde formação, idioma, experiência profissional, localização e realizações. O documento deve comunicar as informações de forma clara e objetiva, contendo, no máximo, duas páginas”, completa.

Apesar dos erros contarem pontos negativos, a pesquisa da Robert Half revela, no entanto, um aumento na tolerância dos gestores ao longo do tempo. Em 2006, um erro no currículo já eliminaria um candidato, segundo 47% dos entrevistados – em 2014, apenas 17% o fariam.

Tags: Currículo

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