Senso de dono: um diferencial no mercado

Por Robert Half 10 de maio de 2018

Por Bianca Cestari

O mercado de trabalho evolui e se reinventa a cada dia. No passado era comum que um colaborador passasse toda sua carreira trabalhando em uma mesma empresa, as pessoas ficavam de 20 a 30 anos exercendo sua atividade sob o mesmo vínculo.

Hoje em dia observa-se um movimento diferente dos profissionais, que buscam uma mudança de emprego na medida que esgotam certo tempo de atividade.

Isto se dá porque as pessoas buscam viver novas experiências, ou até mesmo vivenciar outro ambiente de trabalho e segmento de atuação. Nesses casos a mudança se dá pela procura de ascensão na carreira, mas também poderá acontecer por fatos alheios à vontade deste colaborador – por exemplo, a necessidade de reestruturação de equipe em período delicado da economia.  

Fato é que quando o mercado aquece, aumenta o número de contratações e, por sua vez, sobe o número de profissionais pleiteando uma nova posição.  

Essas pessoas buscam uma colocação por diversos motivos – há aqueles que estão fora do mercado e precisam se recolocar, ou aqueles que não estão satisfeitos em suas atuais posições e procuram um novo projeto.

A verdade é que, independente da situação deste profissional, é muito importante estar engajado e conhecer a atividade exercida pela empresa.

E como ser o diferencial em meio a concorrência dos outros candidatos?

A qualidade técnica e o bom perfil comportamental sempre serão requisitos indispensáveis para formação do profissional mais cobiçado pelas empresas. Aliado a isto, está o senso de dono. O profissional que se coloca como “sócio” da empresa é aquele que mais se destaca. É preciso ter postura ativa para apresentar soluções que possam viabilizar/facilitar o exercício da atividade e, principalmente, expandir os negócios.

Mas o que o profissional ganha com isso?

A ideia é formar profissionais que viabilizem economicamente o exercício da atividade, pois isso agrega a todos os envolvidos na relação de trabalho. Para quem contrata, garante a saúde financeira do negócio; para quem é contratado, nasce a chance de se tornar peça importante e indispensável dentro da sua equipe. Um profissional ativo, participativo, que traz soluções e ainda permite ao negócio crescer, é peça chave dentro de qualquer organização.

Isso permitirá ao profissional sentir-se realizado – com a empresa progredindo, todos ganham. A ideia de ser o dono do negócio é fazer parte, sentir-se merecedor das vitórias conquistadas pela empresa e, naturalmente, ter maior disposição para o trabalho, autonomia profissional, maior satisfação e o sentimento de estar no caminho certo. A ascensão de carreira é sim possível e depende de cargos, título e promoções, mas a busca incessante por mera mudança de empregador não gera o resultado esperado. É preciso amadurecer profissionalmente para evoluir e alcançar a satisfação pessoal. Para tanto, o senso de dono é indispensável.

* Bianca Cestari é especialista em recrutamento para a área Jurídica da Robert Half

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O ICRH vai monitorar o sentimento de recrutadores, profissionais empregados e desempregados com relação ao mercado de trabalho e economia atualmente e para os próximos seis meses.

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