Amigos amigos, indicações à parte

Por Robert Half 28 de março de 2017

Por Juliana Porto

Praticamente todo mundo conhece alguém que acabou de perder o emprego ou já está há tempos à procura de trabalho. E quando esta pessoa é um grande amigo que agora clama por sua ajuda, você indicaria para uma vaga? Não é apenas por causa da proximidade que você é obrigado a indicar a qualquer custo. Veja como não entrar numa saia justa sem perder a amizade:

Você se sente realmente seguro para indicá-lo?

Seja profissional e faça uma análise ponderada. O perfil do seu amigo é realmente aderente à vaga e à cultura da empresa? Caso não seja, não o indique. Muitas vezes conhecemos mais nossos amigos do que nossa própria família.

Então, provavelmente, você sabe muito bem se o perfil dele combina com o clima da área e a cultura da empresa. Caso já saiba que ele potencialmente não iria se adaptar, não vale a pena perder nem seu tempo nem o dele nesta indicação. Melhor tentar ajudá-lo de outra forma.

ENVIE SEU CURRÍCULO

Seja sincero sobre as habilidades do seu amigo

Ele tem as habilidades que o posto demanda ou você está querendo “forçar um pouco a barra” para ajudar uma pessoa que gosta muito? Uma indicação não é o único ponto que determina uma contratação, mas pode ajudar em alguns casos. Amigo mesmo é aquele que é sempre sincero e você certamente saberá a melhor forma de conversar com ele sobre o assunto.

[Leia também: Mentira no currículo é o que mais corta profissionais de processos seletivos]

Cuidado com as mentiras

Você não se sente à vontade para indicar, mas mente que enviou o currículo ou o Linkedin? Isso acontece - e muito. Principalmente se a pessoa que procura uma vaga quer muito aquele posto ou procura desesperadamente por um emprego. Mas você já pensou que um dia essa história pode vir à tona? Amigos com bom senso entenderão quando estiverem fora do perfil almejado pelo posto ou fora da cultura da empresa.

Seu amigo não passou na entrevista?

Seu amigo foi chamado para a entrevista de emprego, mas não foi contratado? Foi contratado, mas não se adaptou ao novo emprego? Acontece muito também. E não é culpa sua.

Por mais que uma indicação possa, de alguma forma, ajudar em uma contratação, contam ainda mais o perfil profissional, experiência e características que o posto almeja. Uma indicação também não é segurança de que a contratação será 100% certeira. Erros acontecem. E seu amigo precisa ter maturidade suficiente para saber que esta é a dinâmica do mercado.

Lembre-se:

O fato de vocês se conhecerem não te obriga a indicá-lo. Porém, se decidir pela indicação, deixe claro que a decisão final é da empresa e não sua.

E, um ponto muito importante: jamais pressione o recrutador perguntando sobre o andamento do processo seletivo. Indicação é uma troca de confiança entre você e quem decide considerar sua opinião. Cuide para não se queimar no ambiente profissional.

* Juliana Porto é jornalista desde 2005 e começou sua carreira escrevendo justamente sobre... carreiras! De lá para cá, já cobriu finanças pessoais, consumo e tecnologia em redações no Rio e São Paulo.

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