Absenteísmo no trabalho: tudo que você precisa saber sobre o assunto

Por Robert Half on 25 de agosto de 2021

O absenteísmo no trabalho diz respeito à ausência de um colaborador ou mais colaboradores no período laboral, seja por algumas horas — como nos casos de atraso ou uma saída adiantada ao fim do expediente — ou até mesmo faltando por vários dias.

Empresas que não dão a devida atenção a esses índices podem ter a sua produtividade prejudicada e sobrecarregar as equipes, entrando em um looping de demissões e novos processos de seleção de pessoas, que podem causar um rombo no orçamento da empresa.

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Quando uma parte do time fica sobrecarregada, a tendência é que essas pessoas apresentem um elevado nível de insatisfação. Os gestores, por sua vez, podem perder totalmente o controle de produção e dos prazos a serem cumpridos. Tudo isso pode ser sentido pelo cliente, já que a qualidade do serviço tende a cair.

O resultado pode ser catastrófico: aumento de custos, baixa na produtividade e insatisfação por todos os lados, em casos extremos, pode fazer com que o negócio feche as portas. No entanto, quando a organização tem conhecimento sobre o assunto, pode evitá-lo. E foi pensando nisso que preparamos este material.

Na sequência, você vai entender um pouco melhor as consequências do absenteísmo nas empresas, as principais causas e os seus tipos. Também vai conhecer como ele se relaciona com a ergonomia e conferir dicas de como lidar, evitar e prevenir esse problema. Acompanhe o texto e tenha uma boa leitura!

1. O que é absenteísmo?

A definição de absenteísmo compreende os atos de faltar, atrasar ou deixar antecipadamente o posto de trabalho com frequência excessiva. Esse fenômeno pode ter várias causas, desde questões familiares, de saúde ou até mesmo motivos psicológicos e emocionais que afetam o colaborador na hora de ir trabalhar.

Nos dicionários de Língua Portuguesa, a palavra absenteísmo é quase sempre definida como “estar fora” ou “estar ausente”, o que traduz muito bem o significado dessa prática pelos colaboradores no ambiente de trabalho.

O absenteísmo sempre interfere na dinâmica de trabalho da empresa, uma vez que as equipes precisam operar com menos membros e as etapas de criação e produção sofrem alterações de última hora. Isso aumenta o risco de surgirem entraves e eventuais problemas no processo. Por essa razão, é necessário manter a calma para definir estratégias a fim de contornar essa situação.

Portanto, é interessante que a empresa busque reduzir ao máximo a frequência nas faltas e atrasos dos colaboradores, evitando que o negócio seja diretamente afetado ou que haja impacto na vida financeira da operação.

Impactos e consequências

Quando um colaborador desfalca seu time e a empresa, as consequências são diversas:

  • tarefas acumuladas;
  • funcionários sobrecarregados;
  • suposições de constantes faltas podem gerar um ambiente hostil;
  • processos mais demorados;
  • cultura e valores da organização são questionados;
  • colaboradores desconfortáveis;
  • queda na produção;
  • impacto nas finanças da empresa.

Desse modo, medidas educativas não ajudam apenas no controle da taxa de absenteísmo para evitar tais consequências, mas também promovem a cultura da empresa. Assim, eles servem para relembrar cada colaborador do fit cultural com a companhia e para fortalecer a imagem da marca empregadora.

2. Quais são as consequências do absenteísmo para a empresa?

Tudo começa no recrutamento e seleção. O profissional passa para a etapa da entrevista de emprego, o currículo impressiona e as habilidades técnicas, e pessoais também. Ele começa a trabalhar e apresenta resultados que vão além do esperado.

No entanto, em algum momento, essa produtividade cai. O colaborador começa a faltar, apresentar atestados, chegar atrasado ou sair mais cedo. Ou seja, está apresentando o temido absenteísmo no trabalho — e ele traz diversas consequências negativas para a empresa.

Clientes insatisfeitos, baixa produtividade, aumento de horas extras para que os outros componentes da equipe supram a falta dos ausentes, despesas com demissão, contratação temporária e perda de prazos são algumas das principais consequências originadas pelo absenteísmo. Os impactos podem ser tão sérios que, se a empresa não perceber a tempo o que está acontecendo, pode perder a lucratividade e até mesmo fechar as portas.

3. Quais são as principais causas do absenteísmo no trabalho?

Existem diversos motivos que podem levar um trabalhador a se ausentar do seu posto de trabalho. Aqui, tomamos o cuidado de listar os mais comuns. No decorrer deste material você vai entender por que conhecer as causas é essencial para minimizar as consequências e até mesmo investir em políticas preventivas. 

  • problemas de saúde física: não há como fugir ou penalizar o colaborador por um problema de saúde. Até porque ninguém está livre deles. No entanto, não há como negar que causam inúmeras faltas diariamente, em centenas de empresas ao redor do globo;
  • questões de saúde psicológica: a saúde mental do trabalhador é um assunto muito sério. A pressão do dia a dia pode causar estresse ou levar os indivíduos a apresentarem quadros depressivos. Além disso, os problemas pessoais podem interferir nessas questões;
  • falta de motivação: empresas que não atentam para a oferta de um bom plano de cargos e salários, programa de incentivos e outros complementos de renda que aumentem o poder de compra da remuneração, promovendo mais qualidade de vida, tendem a sofrer com o absenteísmo. 

3.1. Como calcular

Para saber se a sua empresa está sofrendo desse mal, é preciso adotar indicadores para medir e controlar o absenteísmo. Isso pode ser feito da seguinte forma:

  • relacionar o número de colaboradores de uma empresa com a jornada de trabalho de cada um. Neste caso, vamos utilizar 20 colaboradores para uma jornada de oito horas diárias, durante 22 dias no mês;
  • multiplicar o número de colaboradores, pelas horas trabalhadas diariamente e por todos os dias do mês. Assim, a conta ficaria 20 x 8 x 22 = 3.520 horas previstas de trabalho no mês;
  • computar o absenteísmo: faltas, licenças e atestados. Aqui, vamos utilizar um exemplo de ausência geral, em que os 20 colaboradores perderam 2 dias inteiros de trabalho por mês, ou seja, cada colaborador deixou de cumprir 16 horas da jornada, totalizando 320 horas de trabalho perdidas;
  • então, é hora de computar os minutos provenientes de atrasos ou saídas antecipadas, convertendo esse tempo em horas. Vamos supor que 10 colaboradores tenham acumulado um total de atraso de 30 minutos cada um. Então, é preciso multiplicar esses números, o que apresenta um resultado de 300 minutos. Depois, dividir o valor por 60, chegando ao número final de 5 horas perdidas com esses atrasos;
  • a seguir, é preciso somar às 300 horas de trabalho perdidas com faltas junto às 5 horas provenientes de atrasos. Ou seja, foram 305 horas que os colaboradores deixaram de cumprir.

O índice aceitável de absenteísmo circula entre 3 e 4%. Mais que isso, é preciso acender o alerta. Para descobrir esse percentual, a conta é relativamente simples: divide-se as 305 horas perdidas pelas 3.520 que deveriam ser cumpridas, multiplicando o resultado por 100. Neste caso, o resultado seria praticamente o dobro do permitido, um número bastante preocupante. 

Por se tratar de algo indesejável para as organizações e de um problema organizacional, já que prejudica o seu desempenho e causa impacto negativo sobre produtividade e ambiente de trabalho, o ideal é que o seu índice seja o menor possível.

Porém, não adianta criar a ilusão de que é possível que essa porcentagem seja nula, uma vez que ela computa também os minutos em atrasos e as faltas justificadas. Nesse contexto, é quase possível afirmar que não existe como reduzir essa taxa a zero.

Por isso, as empresas devem se manter atentas aos possíveis desequilíbrios causados por esses números, buscando averiguar as causas e consequências constantemente. Muitas vezes, os gestores só percebem que algo está errado quando os colaboradores apresentam estresse por sobrecarga de trabalho e, em casos extremos, pode ser tarde demais para tomar uma atitude válida.

Portanto, antes de descobrir as causas do absenteísmo no trabalho, é importante conhecer as métricas que revelam esses níveis.

4. Quais são os tipos de absenteísmo?

Consequências, como lidar, maneiras de prevenir e reduzir o absenteísmo estão relacionadas aos seus tipos e causas. Em síntese, podemos dividi-los em 8:

  • doenças e problemas de saúde, que podem ou não estar relacionados à função exercida e ao ambiente de trabalho;
  • problemas pessoais e imprevistos, em casos mais leves, como um problema estrutural na casa do colaborador, ou mais extremos, como a separação conjugal ou perda de um ente querido;
  • falta de motivação e engajamento, um alerta para a empresa começar a investir em políticas de retenção de talentos;
  • estrutura inadequada, mais um alerta de que algo pode — e deve — ser melhorado na organização;
  • baixa expectativa quanto ao desenvolvimento profissional, que costuma ocorrer quando o colaborador não tem um plano de carreira próprio ou oferecido pelo contratante;
  • estresse, causado por fatores externos e também dentro do ambiente organizacional como sobrecarga no trabalho, conflitos entre colaboradores ou uma falha na liderança;
  • bullying, que no mercado de trabalho significa assédio — o assédio moral ainda é uma realidade pouco comentada nas empresas;
  • depressão, conhecida como o mal do século, deve ser encarada como um problema sério e real no ambiente de trabalho.

5. Qual a relação entre absenteísmo e ergonomia?

Uma das causas do absenteísmo no trabalho está relacionada à saúde e bem-estar do colaborador. Portanto, é preciso proporcionar condições favoráveis para o desempenho das atividades. Ou seja, utilizar uma ergonomia adequada de acordo com a Norma Regulamentadora 17 (NR 17).

Nem sempre as faltas estão relacionadas ao baixo engajamento ou até mesmo com a irresponsabilidade. Pode acontecer de o trabalhador apresentar algum problema de saúde, não sendo incomum ser originado da função que ele exerce dentro da empresa.

A ergonomia busca estudar e compreender o ambiente de trabalho, o perfil dos colaboradores e a natureza das atividades praticadas, permitindo que as condições adequadas para cada função sejam estabelecidas de acordo com a realidade. Dessa forma, o trabalhador terá a qualidade necessária para desempenhar suas funções da melhor maneira possível, reduzindo o absenteísmo e aumentando a produtividade.

Sendo assim, a NR 17 — ou a Norma da Ergonomia — pode contribuir com ações que melhorem as condições de trabalho, promovendo a saúde e a segurança dos colaboradores.

5.1. Os objetivos da NR 17

A Norma Regulamentadora da Ergonomia foi uma criação do Ministério do Trabalho junto às entidades trabalhistas. O principal objetivo é estabelecer padrões para as condições de trabalho oferecidas ao colaborador — não somente físicas, mas também psicológica:

"17.1. Esta Norma Regulamentadora visa a estabelecer parâmetros que permitam a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar um máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente.

17.1.1. As condições de trabalho incluem aspectos relacionados ao levantamento, transporte e descarga de materiais, ao mobiliário, aos equipamentos e às condições ambientais do posto de trabalho e à própria organização do trabalho.

17.1.2. Para avaliar a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, cabe ao empregador realizar a análise ergonômica do trabalho, devendo a mesma abordar, no mínimo, as condições de trabalho, conforme estabelecido nesta Norma Regulamentadora."

A Norma está regulamentada nos artigos 198 e 199 da CLT. Ou seja, a ergonomia não é apenas um assunto relacionado ao absenteísmo, também é uma preocupação estabelecida por lei — proporcioná-la aos colaboradores pode ser considerado um grande investimento.

Mecanismos que incentivem a qualidade de vida e a saúde, preservam a segurança e se preocupam com a integridade dos indivíduos contribuem para que os colaboradores permaneçam na empresa, realizando suas funções de maneira produtiva. Podemos afirmar, portanto, que a NR 17 não é apenas uma norma: ela é um dos apoios para que a gestão de pessoas seja bem-sucedida. 

6. Como lidar com o absenteísmo?

Quando o colaborador começa a apresentar uma queda na produtividade, demonstrar falta de interesse e comprometimento pelo trabalho, se ausentando com frequência, a empresa deve tomar uma atitude imediatamente.

Como você acompanhou durante a leitura deste artigo, em alguns casos, a insatisfação é fruto das más condições no ambiente de trabalho. No entanto, também é comum que esse comportamento seja influenciado por fatores externos. Nesse sentido, o que a empresa deve fazer? Demitir o funcionário?

Nem sempre. O problema pode ser corrigido quando a organização sabe como lidar com o absenteísmo. Veja a seguir.

6.1. Em casos de área de atuação incompatível

Por mais que o profissional tenha competência para realizar uma determinada atividade, nem sempre ele vai se sentir realizado com aquilo. Com o passar do tempo, a insatisfação pode afetar a produtividade e levar ao absenteísmo.

Antes de saber como lidar com o absenteísmo, os gestores devem ter consciência da importância em avaliar o nível de satisfação do colaborador com a função exercida. Isso pode ser feito por meio de pesquisas de satisfação e análise do perfil comportamental.

Assim, a empresa pode realocar o indivíduo para uma atividade mais adequada com seus desejos e habilidades, impactando em melhores resultados. 

6.2. Soluções para problemas pessoais

Ninguém está livre de enfrentar dificuldades pessoais e algumas delas podem interferir na jornada de trabalho. Na teoria, isso não deve acontecer. No entanto, compreender que alguns cenários podem levar o colaborador a ultrapassar seus limites de estresse é uma atitude nobre por parte da empresa.

Focar em treinamentos em prol da inteligência emocional ou oferecer apoio psicológico é uma boa saída. Hoje, isso está ainda mais fácil, uma vez que é possível que os psicólogos realizem o atendimento via web. 

6.3. Considerando o desgaste físico

Como você pôde conferir no tópico anterior, sobre a relação entre o absenteísmo no trabalho e a ergonomia, o desgaste físico pode ser o grande causador da ausência do colaborador em suas atividades diárias, contribuindo para a perda de produtividade e redução dos níveis de engajamento.

Ainda sim, mesmo que a função desempenhada não exija grande esforço físico, a falta de sono, uma alimentação desregulada e até mesmo o sedentarismo influenciam no desempenho do empregado.

Ginástica laboral, parcerias com academias e orientação psicológica voltada para a organização da rotina e investimento na qualidade de vida e bem-estar são ações que a empresa pode promover para ajudar o próprio colaborador a lidar melhor com o seu corpo e voltar ao ritmo no trabalho.

7. Quais soluções adotar para reduzir o absenteísmo?

O absenteísmo é um dos grandes inimigos do engajamento, motivação, satisfação dos colaboradores e da produtividade da empresa. Felizmente, é possível minimizar tanto a ausência quanto os prejuízos causados por ela. 

Se a sua empresa já está sofrendo com os efeitos da ausência dos colaboradores, é hora de adotar medidas para reduzir essas questões — e o ponto de partida é entender o que está acontecendo.

Somente quando a empresa sabe os motivos da ausência dos colaboradores é que ela pode buscar estratégias efetivas para minimizar os impactos causados por esse problema e começar a investir em estratégias efetivas de prevenção.

A realidade é que os níveis de absenteísmo podem revelar diversas situações. Ao longo do texto, mencionamos algumas delas. Seja qual for a situação, se não for tratada, os impactos podem ser devastadores:

  • aumento do turnover;
  • baixa produtividade;
  • colaboradores sobrecarregados;
  • insatisfação;
  • fadiga, entre outros.

Por isso, a principal medida para reduzir essas consequências é identificar as causas do problema para adotar as medidas mais adequadas para correção e, posteriormente, prevenção.

8. Como prevenir o absenteísmo?

Quando o assunto é absenteísmo, ele pode ser driblado com a adoção de ações de redução e prevenção. O que significa que a empresa não precisa, necessariamente, demitir o colaborador.

Isso é bastante importante, uma vez que a ausência do colaborador não está relacionada às suas aptidões. Perder um profissional, especialmente em um cenário tão competitivo, pode gerar prejuízos que vão além do absenteísmo. A prevenção se torna a melhor alternativa.

Por se tratar de medidas que devem ser oferecidas antes de a empresa sofrer as consequências de uma taxa elevada em ausências, sugere-se a adoção de:

  • investimento em ergonomia e bem-estar: por meio de programas que contribuam para o aumento da qualidade de vida do trabalhador, evitando acidentes de trabalho e doenças ocupacionais. Envolvem desde o oferecimento dos equipamentos de proteção individual corretos, até mesmo um mobiliário mais adequado à altura, peso e atividade exercida;
  • plano de saúde de qualidade: oferecer um plano de saúde já não configura mais como benefício, é algo esperado pelos profissionais e faz parte do pacote básico de remuneração que uma empresa deve oferecer se deseja compor uma equipe de alto desempenho. No entanto, ele precisa contemplar um bom volume de possibilidade de atendimentos, compatível com a região em que os colaboradores vivem;
  • valorização do diálogo e da comunicação interna: permita que o colaborador se sinta à vontade para relatar seus problemas aos líderes e que compreendam a situação que talvez vá interferir na produtividade por meio de atrasos ou faltas. Ao se sentir acolhido, o profissional pode até se atrasar, mas a tendência é que se esforce para manter a sua produtividade enquanto realiza a jornada.

8.1. A flexibilização da jornada de trabalho como estratégia

Flexibilizar a jornada de trabalho é uma medida não só de prevenção e reparação de danos causados pelo absenteísmo, mas que se reflete em produtividade, engajamento, retenção de talentos e melhora a imagem da empresa no mercado na posição de empregadora.

Além disso, contribui para economizar recursos, como é o caso do controle de horas extras. A flexibilização permite que o tempo seja mais bem gerenciado, fazendo com que os profissionais permaneçam na empresa somente pelo tempo necessário e que julgam apresentar melhor produtividade.

Por outro lado, permanecendo em seus postos de trabalho somente pelo período necessário, sobra mais tempo para se dedicar à família e outras questões pessoais. A tendência, então, é que questões como a saúde mental e física estejam em dia e não sejam mais motivos de atrasos ou faltas. Além disso, facilita a vida dos pais e mães, que conseguem conciliar melhor a carga de trabalho com os compromissos familiares.

Os profissionais mais bem preparados disponíveis do mercado já reconhecem essa política como uma das vantagens de um empregador. Ao oferecer esse esquema de horário, é possível atrair indivíduos cada vez mais qualificados. Perceba que uma simples atitude como essa não só reduz e evita o absenteísmo, como também pode trazer diversos outros benefícios. 

No mundo empresarial, um colaborador que deixa de executar suas atividades seja por faltar ao expediente, chegar mais tarde ou sair mais cedo, está cometendo absenteísmo no trabalho. Seja por motivo de doenças, problemas familiares e pessoais, dificuldades financeiras, com transporte ou por falta de motivação, os gestores devem ficar atentos às questões que foram abordadas neste material.

A falta de conhecimento sobre absenteísmo pode resultar em uma série de problemas para a empresa, aumentando custos, dificultando o alcance aos objetivos e afetando a retenção de executivos, que tendem a se afastar ao perceber que a organização não tem estrutura o suficiente para comportar equipes de alto desempenho.

Portanto, é importante saber que, a partir do momento em que os colaboradores começam a se ausentar dos seus postos de trabalho, analisar o ambiente e as condições dadas a esses colaboradores é fundamental.

9. Como fazer o controle do absenteísmo na empresa?

Existem algumas ações que podem ser consideradas boas práticas para evitar, prevenir ou controlar a taxa de absenteísmo dentro de uma empresa. Essas práticas perpassam a criação de ambientes de trabalho agradáveis, adoção de ações para promover a qualidade de vida dos trabalhadores, implementar políticas de remuneração atrativas, entre outras.

Um ponto-chave para controlar o absenteísmo entre colaboradores é manter uma comunicação aberta, constante e transparente com eles. Assim, sempre que houver algum problema, eles se sentirão à vontade para avisar a empresa, que poderá antecipar a adoção de medidas para evitar ou mitigar os impactos da ausência.

Além disso, uma comunicação eficiente permite deixar bem claro quais são as consequências das faltas, atrasos e antecipações de saídas do posto de trabalho. Dessa forma, os colaboradores saberão que estão sujeitos a receber advertências ou até mesmo à imposição de medidas mais severas em caso de faltas injustificadas.

Isso cria um senso de urgência na mente dos funcionários, que cuidarão para obter as justificativas médicas, por exemplo, informar a necessidade de ausentar do trabalho com a antecedência necessária para que a empresa consiga se organizar ou até mesmo saberão quem deve ser avisado.

Outras formas de evitar e controlar o absenteísmo são:

  • oferecer a opção de trabalhar em horários flexíveis ou no esquema home office sempre que possível;
  • fazer um acompanhamento das faltas;
  • incentivar o envolvimento da equipe;
  • adotar medidas de incentivo para que o trabalho promova o bem-estar dos colaboradores;
  • fornecer feedbacks frequentemente para tornar o ambiente de trabalho positivo e construtivo;
  • manter um diálogo contínuo sobre as faltas e políticas aplicáveis.

Oferecer novas propostas e políticas melhora o clima organizacional, promove a qualidade de vida dentro da empresa e, consequentemente, pode reduzir o absenteísmo no trabalho. Sendo assim, mantenha suas informações a respeito das novidades do mercado em dia, invista em melhores condições aos colaboradores, diminua a insatisfação e produza mais por meio do seu bem mais precioso: o capital humano!

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