5 mulheres em destaque que você precisa conhecer

Por Robert Half 8 de março de 2019

Conhecer a história de mulheres em destaque é essencial para quem deseja se inspirar e se motivar a seguir em frente, independentemente dos desafios. Afinal, trajetórias de sucesso sempre demonstram que o ser humano pode se superar e alcançar os seus objetivos.

Para trazer mais motivação e foco para a sua jornada, neste artigo citamos 5 mulheres em destaque que vale muito a pena conhecer. Acompanhe!

1. Cora Coralina

Nascida em 20 de agosto de 1889 no estado de Goiás, Ana Lins dos Guimarães Peixoto ficou nacionalmente conhecida como Cora Coralina. A filha do desembargador Francisco de Paula Lins dos Guimarães Peixoto se tornou uma das poetisas mais importantes da história da literatura no Brasil.

Antes de iniciar a sua trajetória na poesia, Cora Coralina trabalhou como doceira e criou quatro filhos. Como no século XIX as mulheres tinham pouco espaço para se dedicar aos estudos, Cora só chegou a cursar a 3ª série do ensino fundamental.

O baixo conhecimento acadêmico e as limitações impostas às mulheres na época não a impediram de publicar seu primeiro livro, “Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais”, já aos 76 anos de idade.

Com o passar dos anos, Cora Coralina se tornou não apenas um exemplo de perseverança, como uma pioneira ao enfrentar os preconceitos da sociedade, a fim de demonstrar a contribuição das mulheres para a poesia e para a educação no país.

2. Zilda Arns

Filha de Gabriel Arns e Helena Steiner Arns, Zilda Arns nasceu no ano de 1934 em Forquilhinha, Santa Catarina. Formada em medicina e especializada em pediatria, saúde pública e sanitarismo pela Universidade Federal do Paraná, Zilda começou a carreira profissional no Hospital Pediátrico em Curitiba.

Cuidar das crianças que chegavam ao hospital era pouco. Por isso, em 1983, junto ao seu irmão, Dom Paulo Arns, e ao arcebispo de Salvador, Dom Geraldo Majella, Zilda começou a desenvolver um plano para diminuir a mortalidade infantil no país.

O objetivo era ensinar as mães de comunidades pobres do Brasil a preparar o soro caseiro e cuidar de seus filhos, evitando que as crianças morressem de diarreia e desidratação. A partir dessa ideia surgiu a Pastoral da Criança.

O projeto teve início em Florianópolis, onde a taxa de mortalidade infantil era de 127 óbitos para cada mil crianças. Com a intervenção da Pastoral da Criança, o número baixou para 28 a cada mil crianças.

Com o tempo, o programa alcançou quase 100% do território brasileiro, e chegou também a outros continentes, tais como:

  • América Central;
  • África;
  • Ásia.

Em 2010, Zilda Arns faleceu em decorrência de um terremoto no Haiti. Ela participava de uma missão da Pastoral quando o país foi atingido pela catástrofe natural.

Zilda Arns é mais um exemplo de objetividade e coragem. A sua história demonstra que sempre é possível alcançar novos feitos quando há foco e vontade de sair do lugar comum.

3. Marie Curie

Marie Curie é conhecida como a primeira mulher a receber um prêmio Nobel. Um reconhecimento justo, mas que não basta para descrever a importância de Marie Curie para o meio científico e para a humanidade em geral.

Nascida com o nome de Maria Sklodowska, em 7 de novembro de 1867, em Varsóvia, na Polônia, Curie era filha de um professor, Wladyslaw Sklodowski, e de uma cantora, Bronisława Boguska.

Já aos 15 anos de idade, a jovem polonesa concluiu os seus estudos e passou a trabalhar como professora particular. Em 1894 ela casou-se com Pierre Curie e passou a ser chamada de Marie Curie. Em 1906, com a morte do seu marido, Marie começou a lecionar física e matemática na Universidade de Sorbonne, em Paris, tornando-se a primeira mulher a executar esse feito.

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Antes disso, em 1898, Marie começou a pesquisar sobre radioatividade — um conceito que já havia sido descoberto pelo cientista Henry Becquerel, mas que foi abandonado, pois o estudioso não acreditava se tratar de algo promissor.

Com a ajuda do seu marido, ainda vivo na época, Marie Curie descobriu dois novos elementos químicos: o rádio e o polônio — batizado assim em homenagem à terra natal da cientista. Com isso, o casal abriu um mundo de possibilidades a serem exploradas pela ciência.

Em 1903, Marie quebrou mais um paradigma e tornou-se a primeira a mulher a receber o título de doutorado da Universidade de Sorbonne. Para completar o feito, no mesmo ano, o casal Curie foi premiado com o Nobel de física, juntamente a Henry Becquerel, o precursor da pesquisa.

Já em 1911, Marie recebe o segundo Nobel, mas dessa vez na área de química. Com isso, ela se tornou a primeira pessoa da história a ganhar dois prêmios Nobel.

Em 1934, em razão da sua constante exposição a elementos radioativos, Marie faleceu em decorrência de uma leucemia. Mesmo depois da sua morte, Marie Curie se tornou um dos maiores exemplos de que não há limites para quem busca o conhecimento, e que sempre é possível evoluir e dar um passo adiante.

4. Carolina Martuscelli Bori

Carolina Martuscelli Bori nasceu na capital do estado de São Paulo, em 4 de janeiro de 1924. Nos anos 40, entrou na Universidade de São Paulo (USP), formando-se em pedagogia em 1947. No ano seguinte, Martuscelli, ainda pela USP, se especializou em Psicologia Educacional — antes mesmo dos cursos de psicologia serem reconhecidos no país.

Para se tornar Mestre, ingressou na New School For Social Research, de Nova Iorque, nos Estados Unidos. Já nos anos 50, tornou-se doutora em psicologia pela Universidade de São Paulo.

A partir daí, Carolina Bori se aprofundou nas pesquisas sobre psicologia, sendo pioneira no Brasil. Além disso, lutou pela regulamentação da categoria no território nacional.

Nos anos 60, não só participou da fundação da Sociedade Brasileira de Psicologia e do programa de pós-graduação de psicologia da USP como o dirigiu durante 15 anos. Carolina Martuscelli Bori também recebeu o registro número 1 no Conselho de Psicologia, tornando-se a primeira psicóloga em exercício no Brasil.

5. Charlotte Cooper

Nascida na cidade de Londres, Inglaterra, em 22 de setembro de 1870, Charlotte Reinagle Cooper revolucionou o mundo do esporte quando ganhou uma medalha de ouro olímpica, consagrando-se como a primeira mulher a realizar o feito.

Charlotte cresceu na região metropolitana de Londres, em Ealing, como uma jovem que sempre gostou de praticar esportes. Na infância, a futura tenista tinha o passeio de bicicleta como uma das suas atividades preferidas.

Logo que entrou no circuito profissional de tênis, a jovem britânica conquistou dois títulos seguidos do Torneio de Wimbledon, um dos principais da categoria, nos anos de 1895 e 1896 — Cooper ainda venceria o campeonato em 1898, 1901 e 1908.

Já nos Jogos Olímpicos de Verão de Paris, em 1900, Chattie (como também era conhecida) entrou de vez para a história do esporte ao vencer o torneio de simples do evento. Ao lado de Reginald Doherty, Cooper ainda ganhou uma segunda medalha, vencendo o torneio de duplas mistas.

O feito foi tão inusitado que, na época, as mulheres não recebiam as coroas dos louros da vitória, sendo consideradas apenas “atletas convidadas”. Com o seu talento e perseverança, Charlotte Cooper demonstrou ao mundo que é sempre possível se destacar, mesmo em um cenário adverso.

Essas são apenas algumas mulheres em destaque que você precisa conhecer, em meio a tantas outras com histórias inspiradoras. A história dessas pessoas são verdadeiras lições de vida e podem ser aplicadas a diferentes questões do nosso cotidiano — tanto em situações pessoais quanto profissionais. Analise as informações apresentadas e inspire-se para construir uma carreira de sucesso.

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