5 dicas para o desenvolvimento profissional e aceleração de carreira

By Robert Half 5 de October 2016

*Por Adriana Fonseca

O lendário Jack Welch, ex-CEO da GE, escreveu recentemente um artigo com dicas para acelerar a carreira. Afinal, quem não tem pressa de ir mais longe?

Apesar de ter em conta que algumas oportunidades de promoção estão ligadas a fatores como crescimento da empresa e outros aspectos fora do seu controle, há algumas coisas que você pode fazer para acelerar seu desenvolvimento profissional.

“Obviamente, a única maneira infalível para se movimentar dentro de uma organização é entregar, de forma consistente e da maneira certa, grandes resultados”, escreveu Welch. “Mas aqui estão algumas dicas adicionais que podem ajudá-lo a se destacar e entrar mais rápido na corrida, para que a próxima promoção não deixe você de fora.”

1. Supere as expectativas

Quando seu chefe dá uma tarefa ou pede a você que descubra alguma coisa, ele já tem uma ideia prévia do que você vai entregar. Um exemplo: se o seu gestor pede que você confirme que a participação de mercado de uma determinada divisão de produtos é de 35% e você sai, faz o seu trabalho e volta apenas com a confirmação “sim, você está certo, é 35%”, você não está entregando em excesso. Você está apenas fazendo o que foi pedido. Só que somente na escola entregar o que foi pedido rende a nota máxima.

No ambiente de trabalho não funciona assim. Para “superentregar” você precisa redefinir a tarefa recebida, aumentá-la e ampliar a visão do seu chefe para um horizonte maior.

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2. Como lidar com o chefe

Não importa onde você trabalha, seu chefe tem uma certa coisa maravilhosa chamada capital político na organização. É algo que ele conquistou ao longo de anos dando resultados e sendo um bom “jogador” da equipe. A última coisa que ele quer fazer é usar isso por você. Se alguém precisa sair em sua defesa porque você fez algo estúpido ou descuidado – você chateou um cliente ou se atrasou algumas vezes -, você está consumindo seu capital político. Se você pede a seus colegas que acobertem alguma coisa para você, você está consumindo seu capital político. E se o seu chefe se vê forçado a dizer coisas como

“Por favor, dê um respiro a fulano porque ele é realmente um bom funcionário; ele está apenas tendo problemas com seu cachorro”, você está definitivamente gastando o capital político – seu e dele.

Então use isso com muita parcimônia. Uma vez a cada cinco anos.

3. Saiba com ser agradável... com todos

Quando alguém quer uma promoção, normalmente começa a ser muito, muito amável com as pessoas que ocupam cargos superiores. É algo que simplesmente acontece.

Só que quando se gasta todo o tempo fazendo isso, a tendência é esquecer e ignorar as pessoas que trabalham ao lado e abaixo. E isso é muito feio. Ninguém gosta disso. Na verdade, até as pessoas com poder percebem isso e odeiam esse comportamento.

Um certo nível de aproximação da chefia sempre é parte do jogo. “Como foram as suas férias?” Mas é preciso ir além e também mostrar carinho com os colegas e subordinados.

4. Aceite os desafios profissionais de forma voluntária

De vez em quando, o chefe aparece com uma tarefa que ninguém quer fazer. Uma iniciativa arriscada, um novo trabalho que envolve trabalhar até tarde da noite, um cliente com personalidade difícil que todos evitam, etc.

Esse tipo de trabalho que ninguém quer é, na verdade, uma grande oportunidade de se destacar no trabalho.

Talvez você até não seja bem-sucedido nesses desafios, mas você vai ganhar pontos apenas por dizer: “eu assumo o risco; eu farei.”

5. Procure candidatos à mentoria em todo lugar

Sob as circunstâncias certas, ter um mentor pode ser ótimo. Lembre-se de apenas uma coisa: você está limitando muito as possibilidades se você acha que precisa ver apenas uma pessoa como mentor.

Todo mundo é um mentor. Todo mundo.

Cada pessoa que você conhece sabe de alguma coisa que você não sabe – pessoas ao seu lado, acima e abaixo. Pessoas em outras empresas. Pessoas sobre as quais você lê no jornal. Por isso, se a sua definição de mentor é muito estreita, trate de redefini-la e se aproveite das boas práticas que estão ao seu redor. Você será muito mais inteligente por fazer isso.

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Adriana Fonseca é jornalista, tem 14 anos de experiência na cobertura de carreiras e empreendedorismo e já publicou no jornal Valor Econômico, na Folha de S.Paulo e na revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios. Hoje, escreve e edita em seu home office.

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