Foto no currículo – colocar ou não?

Por Robert Half on 9 de outubro de 2021
Tempo estimado de leitura: 4 minutos

O currículo é o cartão de visitas do candidato e, no momento de sua elaboração, é comum que surja a dúvida: “Afinal, devo – ou não – colocar foto no currículo?”.

Um fato curioso é que adicionar uma foto ao currículo tem uma questão cultural por trás disso. Ou seja, apesar de a prática ser extremamente comum em alguns países, no Brasil não é. Nesse aspecto, os brasileiros estão à frente de seu tempo: a ausência da foto permite que as experiências profissionais dos candidatos sejam priorizadas, ao invés da questão da aparência.

Entretanto, à medida que a foto no currículo fica obsoleta nos CVs, a tecnologia ganha espaço. E se mesmo com um currículo sem foto - e ressalto que isso não deveria ser a regra - alguma empresa quiser te conhecer um pouco melhor, ela acabará fazendo uma busca sobre você nas redes sociais.

Os recrutadores podem encontrar o seu perfil no LinkedIn, por exemplo, e assim terão acesso não só a sua foto como também a uma análise de sua postura em decorrência do que você posta.

Outros dicas sobre currículo você encontra em: Robert Half Currículos

Redes sociais

Para o futuro, a tendência é que a foto no currículo esteja cada vez menos presente. Hoje em dia, a sociedade está muito mais preocupada com o valor que as pessoas podem agregar em uma empresado que com a aparência delas.

A questão da foto no currículo não é necessária no Brasil.

Como a pesquisa nas redes sociais é tendência em recrutamento, faça a gestão da sua imagem online de maneira assertiva. Busque mostrar aos recrutadores, de uma maneira responsável, quem você é.

Dicas em vídeo

Assista abaixo às dicas de Fernando Mantovani, diretor geral da Robert Half no Brasil, sobre esse assunto.

Perguntas Frequentes

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Além de foto, o que mais NÃO por no currículo?

1. Adjetivos

Atenha-se aos fatos e coloque-os em “bullet points”. Evite, portanto, frases com pouco sentido e cheias de adjetivos, como “sou muito comunicativo”, “sou motivado” ou “sou organizado”.

2. Ensino Médio

Só vale citar a escola onde você fez o Ensino Médio se você está no começo da carreira e ainda não tem experiência profissional para contar. Se já está no mercado há algum tempo, comece a mencionar da faculdade em diante.

3. Explicações demais

Não coloque no currículo as razões pelas quais você deixou outras empresas. É o tipo de informação que pode ser deixada para a entrevista.

4. Clichês

Pesquisas indicam que os clichês – aquelas frases feitas que todo mundo usa sem nem avaliar direito o que significam – podem prejudicar suas chances no processo de seleção. Quer saber algumas? “Sou altamente qualificado”; “Sou esforçado”; “Trabalho bem em equipe”; “Tenho proatividade”. Ao invés de usar frases como essas indique, com fatos, esse tipo de qualidade. Pode ser por meio do envolvimento em algum projeto com diferentes departamentos, desafios propostos pela chefia e como você os solucionou, etc.

5. Fontes bonitinhas

É claro que, dependendo da sua área de atuação, você pode ser criativo e inovar no formato do currículo. Mas, como regra geral, a recomendação é manter o documento em uma formatação básica. Fontes muito rebuscadas podem dificultar a leitura e tirar a atenção do recrutador do que realmente importa. Por isso escolha uma fonte clássica. Algumas opções: Arial, Georgia, Verdana e Calibri.

6. Links

Só inclua links para blogs de sua autoria e perfis em redes sociais que sejam relevantes para o emprego que você está se candidatando.

7. Adereços

Cabeçalhos, rodapés, imagens e gráficos são desnecessários no currículo. Até porque podem distrair o recrutador das informações principais. E, lembre-se: você só tem 6 segundos.

8. E-mails engraçadinhos

Se você ainda usa aquele endereço de e-mail divertido que criou quando era adolescente ou estava na faculdade pense seriamente em criar uma conta mais atual, que transmita mais profissionalismo. Imagine o recrutador se deparar com um currículo que chegou em sua caixa de entrada através do endereço [email protected] ou [email protected]. Não pega bem!

9. Hobbies

De maneira geral, o recrutador não se importa se você gosta de pescar ou jogar futebol. Se a informação não é relevante para a vaga de emprego, não a mencione no currículo.

Saiba como os recrutadores da Robert Half podem ajudar você a construir uma equipe talentosa de colaboradores ou avançar na sua carreira. Operando em mais de 300 locais no mundo inteiro e reconhecida como uma das melhores empresas de recrutamento em São Paulo. A Robert Half pode te fornecer assistência onde e quando você precisar.

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