Dois erros de digitação no currículo podem decretar o fim do processo seletivo

Por Robert Half 25 de maio de 2015

Apenas dois erros de digitação no currículo são suficientes para desconsiderar um candidato em um processo seletivo, segundo 46% dos gestores entrevistados pela Robert Half nos Estados Unidos. Para 17% dos executivos, uma falha já justificaria a exclusão do profissional. “A tolerância ao erro está atrelada à exigência da posição. Entre os gestores brasileiros, ela costuma ser baixa. O tipo de erro conta mais do que a quantidade”, considera Sócrates Melo, diretor de operações da Robert Half.

Os erros de digitação mais comuns são os relacionados a datas e à concordância gramatical. Melo alerta para o fato de que um currículo cheio de falhas transmite ao recrutador a impressão de baixa qualificação do candidato. “As falhas mostram falta de atenção e despreparo do profissional”, diz. “A análise de um currículo passa por vários aspectos, desde formação, idioma, experiência profissional, localização e realizações. O documento deve comunicar as informações de forma clara e objetiva, contendo, no máximo, duas páginas”, completa.

Apesar dos erros contarem pontos negativos, a pesquisa da Robert Half revela, no entanto, um aumento na tolerância dos gestores ao longo do tempo. Em 2006, um erro no currículo já eliminaria um candidato, segundo 47% dos entrevistados – em 2014, apenas 17% o fariam.

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