Currículo para o mercado financeiro deve ser objetivo

O mercado financeiro pode ter diminuído a agressividade dos bônus pagos aos aos seus funcionários, mas ainda tem – de longe – os melhores salários do país – e uma rápida passada de olhos no guia salarial da Robert Half comprova essa situação. Por isso, trabalhar nas principais instituições financeiras ainda é o desejo de muita gente.

De forma geral, o mercado financeiro valoriza profissionais resilientes e com estabilidade nos empregos. Os currículos direcionados ao setor, por sua vez, devem ser sucintos. Ana Carla Guimarães, gerente da divisão de serviços financeiros da Robert Half, afirma que até três páginas – frente, verso e mais uma frente – é aceitável. “O mercado não vê com bons olhos currículos muito extensos”, afirma a headhunter.

Ela indica começar o documento com os dados pessoais e o objetivo, onde se deve colocar a área pretendida. Depois vem a experiência profissional. E, aqui, vale destacar em tópicos as principais realizações em cada cargo. “Isso funciona como um chamariz para o candidato ser convocado para uma entrevista”, diz Ana Carla. “É importante que os tópicos sejam expressivos e contem os seus principais ganhos para a empresa”. Ela cita como exemplo alguma ação que tenha gerado mais receita para a companhia e o fato de ter gerenciado uma equipe.

No final do currículo, vale incluir a formação acadêmica, o conhecimento de idiomas e outros pontos que julgar interessantes. “Hobbies e voluntariado podem ser valorizados por algumas empresas, mas é fato que não são eles que farão o candidato ser chamado para a entrevista”, afirma Ana Carla.

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