Como é o processo de recrutamento para Finanças e Contabilidade

Como é o processo de recrutamento para Finanças e Contabilidade

Por Juliana Porto

O executivo finanças e contabilidade é considerado estratégico dentro das companhias, e por isso sempre terá oportunidades no mercado de trabalho. Quando a economia vai bem, as empresas se expandem. Já no momento de crise, ele é crucial para apresentar soluções e reestruturações.

Durante um processo seletivo, mais do que um perfil técnico, o que as empresas estão procurando agora são profissionais capazes de pensar o negócio como um todo, conta o consultor de recrutamento da divisão de Finanças e Contabilidade da Robert Half, Saulo Ferreira.

Diferenciais do profissional de Finanças e Contabilidade

Historicamente, a área de finanças nas empresas era vista como aquela que barrava os gastos e controlava o caixa. Agora, sua função é indispensável para administrar o negócio. “Para o profissional, é necessária uma visão consultiva e pensar estrategicamente”, afirma Ferreira.

Isso não quer dizer, no entanto, que o candidato não precise das ferramentas técnicas, como inglês, conhecimentos de IFRS ou CRC, no caso dos contadores, por exemplo. Na área de controladoria, um controller com CRC, por exemplo, passa a ser um profissional diferenciado. “As empresas estão reduzindo escopos e este é um perfil que tem sido demandado em companhias de médio porte”, diz o consultor.

O setor envolve cinco grandes áreas: contabilidade, controladoria, área tributária, planejamento financeiro e tesouraria. As posições vão de analista a diretor financeiro, com salários a partir de R$3 mil, podendo chegar a R$40 mil ou até mesmo R$60 mil.

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Vagas para Finanças e Contabilidade

Quando uma vaga é aberta, um consultor da Robert Half primeiramente seleciona cerca de 50 nomes - estes profissionais são escolhidos a partir do envio dos currículos e principalmente da rede de contatos e indicações do recrutador. Os entrevistadores querem saber quais os principais projetos que o candidato já participou e qual foi a contribuição dele para que tivesse impacto no negócio.

A partir daí, são selecionados de seis a 10 nomes, que são levados para a companhia. Começa, então, uma nova leva de entrevistas, que variam de acordo com a empresa e o cargo a ser preenchido. O processo como um todo é ágil e o tempo total vai variar de acordo com a empresa, mas não costuma passar de 30 dias.

 

Juliana Porto é jornalista desde 2005 e começou sua carreira escrevendo justamente sobre... carreiras! De lá para cá, já cobriu finanças pessoais, consumo e tecnologia em redações no Rio e São Paulo, mas sempre acaba voltando ao tema com que começou sua vida profissional.

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