Sociedade de advogados, oportunidades para profissionais na área jurídica

Por Robert Half 7 de outubro 2016

Por Maria Eduarda Silveira

É grande a demanda dos escritórios de advocacia para a formação de sociedade de advogados. Os processos são longos e demorados, pois a complexidade em ajustar o perfil técnico e o DNA do escritório é bastante alta. Por outro lado, há muitos advogados seniores, que decidem fazer uma movimentação de carreira pelo fato de enfrentarem uma grande dificuldade em atingir a sociedade nos escritórios em que trabalham. O que acontece para que haja esse descompasso?

Área jurídica

Até pouco tempo atrás, a trajetória de carreira de um advogado era, de certa forma, previsível. Ele terminava a faculdade, entrava para um escritório e ali ia se desenvolvendo. Com o passar dos anos, ao atingir a senioridade, e com muito conhecimento na bagagem, o próximo passo natural seria virar sócio. Mas isso não está acontecendo. O perfil de sócio mudou e há algumas características essenciais para que este processo se concretize.

Hoje, para a formação de uma sociedade de advogados, os escritórios buscam profissionais com espírito empreendedor, que tenham a capacidade de gerar novos negócios. À bagagem técnica, que é muito valiosa, deve ser acrescida a habilidade comercial ou até mesmo uma boa carteira de clientes para que o advogado suba o próximo degrau de carreira na área jurídica. Principalmente, em momentos de crise, este perfil leva vantagem ao explorar novos mercados e oferecer soluções criativas, que gerem valor para os clientes.

Sociedade de advogados

Manter um sócio que não traz novas oportunidades nem sempre é tão atrativo para os escritórios. Aumentam as possibilidades de crescimento para os profissionais um pouco menos seniores, porém com o perfil empreendedor desejado. Em geral, eles são mais flexíveis aos pacotes que oferecem uma remuneração variável mais agressiva, já que, uma vez cumpridos os objetivos, são grandes as chances de obterem a sociedade.

Portanto, há uma necessidade de mudança na mentalidade dos profissionais da área jurídica. De agora em diante, ter visão de negócio e espírito empreendedor é fundamental para garantir a empregabilidade e ascensão na carreira.

* Maria Eduarda Silveira é consultora de recrutamento da Robert Half para a área jurídica.

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