Quer migrar para empresa? Entenda o perfil dos profissionais de advocacia nos departamentos jurídicos

Por Robert Half 27 de junho de 2018

Por André Bambini

Em épocas que tanto se ouve falar em terceirização e quarteirização, os departamentos jurídicos fazem o caminho inverso. Cada vez mais vemos empresas contratando advogados internos, em sua maioria para ter o seu departamento jurídico mais próximo da necessidade empresarial, transformando o profissional em um parceiro do negócio.

Em meio a esse momento, vemos no dia a dia muitos profissionais de escritórios ou recém-formados desejando migrar para empresas. Diante desse cenário, pontuaremos ao longo desse artigo três das principais características necessárias do profissional que deseja essa movimentação.

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Em primeiro lugar, é necessário que o profissional tenha o chamado “senso de dono”. Em recente artigo, publicado pela consultora Bianca Cestari da Robert Half, vemos que o senso de dono está cada vez mais presente e enraizado nos profissionais das empresas. Não basta mais ser um simples funcionário, é necessário que se olhe para o negócio como se fosse seu, fazendo com que suas atividades e atribuições tenham real impacto no dia-a-dia da organização e, também, em seus resultados.

A segunda característica necessária ao profissional que deseja migrar para departamento jurídico é o “olhar pró business”. As cobranças inerentes ao profissional do departamento jurídico estão, por vezes, muito mais ligadas a resultados, desempenho, gestão de risco e diminuição de passivo do que ao formalismo jurídico. Muitas vezes, dentro da empresa, o advogado tem uma atuação estratégica, mais voltada à linha de negócio da companhia e menos às atividades técnico jurídico. Portanto, é necessário que esse profissional tenha o olhar comercial do negócio, para o que chamamos de “a última linha”, que nada mais é que os resultados financeiros viabilizados pelo seu departamento.

A terceira característica do profissional é que este seja, de fato, um “parceiro do negócio”. Ao longo dos anos os departamentos jurídicos lutam para não serem vistos como um custo às organizações e cabe a este profissional mostrar para a companhia que o jurídico não é um obstáculo, mas sim um viabilizador do negócio, para isso é importante que as características anteriores estejam presentes e alinhadas.

É importante que o profissional que deseja fazer a movimentação para departamento jurídico tenha claro em sua cabeça que atenderá clientes internos, que são, muitas vezes, mais complexos e demandante do que um cliente externo. Portanto, é fundamental que o profissional seja disponível, interessado e atento aos resultados, se valha de uma comunicação clara e objetiva, e claro, tenha uma boa formação acadêmica, transmitindo, assim, credibilidade e segurança aos parceiros.

* André Bambini é especialista em recrutamento para a área Jurídica na Robert Half

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