Quase 1 em 4 pessoas já se arrependeu de pedir demissão

Por Robert Half 5 de setembro de 2018

Por Patricia Alves 

Muitos motivos levam uma pessoa a deixar um emprego. Falta de entendimento com seus superiores e pares, falta de oportunidade de crescimento, descontentamento com a atividade exercida, com o salário etc. Quando o descontentamento aparece, a ida ao trabalho toda manhã torna-se um martírio e o pedido de demissão, naquele momento, parece ser a melhor solução. Será? 

De acordo com o Índice de Confiança da Robert Half, quase 25% dos profissionais atualmente empregados já se arrependeram de terem pedido demissão em algum momento de sua carreira. Os motivos são os mais variados, mas entre eles destacam-se: demissão por motivos errados, não explorar outras oportunidades dentro da empresa e o fato de ter ficado desempregado por muito tempo após deixar a empresa. Dos profissionais que se arrependeram, inclusive, 68% afirmaram que gostariam de ser contratados pelo antigo empregador. 

Faça download do índice de Confiança Robert Half

O ICRH vai monitorar o sentimento de recrutadores, profissionais empregados e desempregados com relação ao mercado de trabalho e economia atualmente e para os próximos seis meses.

Avaliando a demissão 

Como evitar tomar decisões precipitadas? Assim como você avalia todos os prós e contras na hora de aceitar uma proposta de emprego, antes de optar por sair de uma companhia, é importante entender os motivos que te fariam pedir demissão: 

  • Não me dou bem com meu chefe e meus colegas 

  • Estou muito cansado 

  • Quero crescer rápido e na empresa não terei essa possibilidade 

  • Apesar de serem razões que podem te deixar desmotivado, talvez não sejam motivos suficientes para pedir demissão. Afinal, pessoas que não te agradam você pode encontrar em qualquer lugar; cansaço pode indicar apenas que você precisa de umas férias e, sobre o seu crescimento, será que você está realmente preparado? 

Questione-se em relação ao seu momento profissional

No entanto, há alguns questionamentos que você deve se fazer e que, dependendo da resposta, podem, sim, indicar que é a hora de respirar novos ares:  

  • Você já explorou todas as oportunidades dentro da empresa? 

  • Já conversou com seu superior e com o RH sobre os rumos da sua carreira? 

  • Você não gosta do que faz? 

  • Você quer mais desafios e sabe que na empresa atual dificilmente conseguirá fazer coisas diferentes? 

Se a sua resposta for sim para essas questões, provavelmente esse é o momento de buscar novas possibilidades. No entanto, caso acredite que algum ponto não seja verdadeiro, que tal explorar um pouco mais esse item?  

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Decisão tomada, hora de planejar 

Se a decisão é mesmo deixar a empresa, é fundamental, antes da saída, listar as atividades e projetos que você realizará até o seu último dia. Da mesma forma, ofereça ajuda na seleção de seu sucessor e indique as qualidades que este profissional precisa ter para ocupar o seu lugar. 

Mantenha o foco até o último dia. Não adianta realizar um bom trabalho ao longo dos anos e decepcionar seus coordenadores na reta final. Lembre-se que você depende deles para referências em trabalhos ou projetos futuros.  

IMPORTANTE: Fuja da contraproposta. Se a decisão de sair foi realmente tomada, não caia na tentação de ficar apenas porque seu empregador cobriu a remuneração oferecida pela nova empresa. Lembra dos motivos que te fizeram buscar uma nova oportunidade? Além disso, aceitar uma contraproposta pode afetar a sua reputação – tanto com o atual quanto com o potencial empregador. Sua atual empresa pode entender que você não está aderente aos valores do negócio, pois se preocupa apenas com a remuneração. Já o ex-futuro empregador não ficará nada satisfeito sabendo que você mudou de ideia e decidiu não aceitar mais a oferta feita por ele. 

*Patricia Alves é jornalista e especialista em Relações Públicas da Robert Half 

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