Não é errado pedir ajuda no trabalho

Por Robert Half 23 de fevereiro de 2018

Por Juliana Porto

Chegar a um dos principais cargos em uma empresa não impede que executivos cometam erros. Os maiores deles, de acordo com uma pesquisa feita nos Estados Unidos com mais de 2 mil diretores financeiros (CFOs, na sigla em inglês), estão ligados ao chamado networking - palavra em inglês que indica a capacidade de estabelecer uma rede de contatos ou uma conexão com algo ou com alguém. Essa rede deve ser encarada como  um sistema de suporte  para compartilhar serviços e informações de interesse comum.

Entre os executivos que participaram da pesquisa, 30% disse que o principal erro por eles cometidos é não pedir ajuda quando precisam. O segundo problema mais citado, por 23%, é pedir ajuda justamente apenas quando se precisa de algo. A pesquisa listou, ainda, outros pontos críticos como falhar em se conectar com as pessoas certas (19%) e não agradecer os contatos quando eles oferecer ajuda (14%). Outros 14% mencionaram aqueles executivos que não ajudam outros colegas.

Pedir ajuda não é errado. O mundo dos negócios está mudando tão rápido e ninguém tem todas as respostas. Executivos precisam de uma rede, incluindo mentores, pares e experts dentro e fora da companhia. Assim, será possível se manter no topo das tendências, melhores práticas e oportunidades.

"Não tenha medo de pedir ajuda," diz Tim Hird, diretor executivo da Robert Half Management Resources. "Todos nós precisamos de algum tipo de guia em algum momento, e as pessoas geralmente ficam felizes em dar apoio quando elas podem", acrescenta.

Mas como pedir ajuda? Defina claramente o apoio que você precisa. Desta forma, seus contatos poderão determinar como ajudá-lo e recomendar recursos adicionais.  O processo de networking deve ser contínuo, mas nem sempre precisa ser formal. Enviar um email rápido ou encaminhar um artigo interessante mantém as conexões ativas. Pedir ajuda vai parecer menos estranho se você manter contato.

* Juliana Porto é jornalista desde 2005 e começou sua carreira escrevendo justamente sobre... carreiras! De lá para cá, já cobriu finanças pessoais, consumo e tecnologia em redações no Rio e São Paulo, mas sempre acaba voltando ao tema com que começou sua vida profissional.

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