Infeliz no trabalho? Cinco situações que lhe farão refletir e agir de forma diferente

Por Robert Half 6 de abril de 2017

De acordo com o estudo Os segredos das empresas e colaboradores mais felizes, as pessoas felizes tendem a ser mais trabalhadoras, mais produtivas, melhores líderes e a ter, de forma geral, uma saúde melhor, devido à redução de estresse e frustração.

Embora a pesquisa afirme que, globalmente, a maioria dos colaboradores é feliz no trabalho, há exceções. Olhando retrospectivamente para sua carreira profissional até agora, o que você faria para melhorar sua felicidade? O que você faria, hoje, com o que aprendeu?

Nós destacamos cinco arrependimentos na carreira profissional que você desejaria ter sabido antes, porque ninguém deve ser infeliz no trabalho.

“Eu estava infeliz no trabalho porque não tinha autonomia.”

Sentir que tomamos nossas próprias decisões é uma parte fundamental de ser humano. Assim sendo, a oportunidade de agir de forma autônoma no trabalho propicia um senso de independência e liberdade. Essa liberdade permite que as pessoas trabalhem produtivamente, com confiança e, talvez mais importante ainda, tentem novas ideias e processos sem medo de repreensão.

Você terá sua própria maneira de completar as tarefas e projetos diários e de desenvolver novas ideias. A possibilidade de experimentar e trabalhar sem monitoramento constante ajuda a assegurar a felicidade e promover a inovação, algo benéfico tanto para funcionários como para as empresas.

“Não expressar minhas preocupações com relação a mudanças em meu cargo e salário me fez infeliz no trabalho.”

A igualdade é de extrema importância para os trabalhadores. Tanto empregadores como funcionários têm um papel a desempenhar na garantia de que o discurso acerca de cargo e salário seja transparente durante todo o período do emprego. Mesmo a menor das desigualdades ou disparidades percebidas podem tornar as pessoas infelizes no trabalho e criar “fraturas” em equipes que já foram coesas.

Para os funcionários, é importante ter conversas regulares sobre cargo e pagamento para expressar preocupações quando elas surgem. Ter uma compreensão clara do que você precisa fazer para avançar de um cargo de coordenador para gerente ou saltar para a próxima etapa permitirá que você tome passos estratégicos, ponderados e na direção certa com relação à sua carreira.

"Eu raramente recebia feedbacks, o que me fez duvidar de minha contribuição."

Sentir-se bem e estar bem no trabalho nem sempre advém de ser o melhor ou atingir grandes metas. Pelo contrário, um sentido de realização, autonomia e satisfação pode surgir se for dado um feedback construtivo e se uma oportunidade de melhorar e aprender for encorajada.

De acordo com a Dra. Christine Carter, autora de The sweet spot: how to find your groove at home and work, “o principal para os gerentes é expressar gratidão e ser bem específico sobre os esforços individuais empreendidos pelo funcionário”. Carter acrescenta: "É nessa situação que as pessoas se sentem vistas e reconhecidas." Enquanto, na maioria dos casos, é responsabilidade dos gerentes expressar a gratidão por um trabalho bem-sucedido, não tenha medo de, como funcionário, iniciar uma conversa sobre feedback e seu atual progresso no trabalho. Receber feedback construtivo ou elogio alivia sentimentos de medo e insegurança e promove a felicidade no trabalho.

"A cultura empresarial simplesmente não era certa para mim."

Na maioria dos cenários de recrutamento, conhecimentos sólidos e experiência são tipicamente os atributos mais importantes a considerar para um cargo. Mas, o que precisa ser igualmente considerado é se você se ajusta bem à cultura da empresa. Uma adequação realmente boa implica tanto em habilidades técnicas como comportamentais, e não reconhecer isso pode provocar insatisfação com seu cargo e, até mesmo, com sua carreira.

Assegurar que sua personalidade tão adequada à empresa quanto a sua experiência significa que você será capaz de se adaptar facilmente, ser resiliente e enfrentar quaisquer desafios que possam surgir. Os funcionários que representam uma boa adequação comportamental não são apenas felizes e produtivos, mas, também, tendem a ter maior estabilidade e a desenvolver lealdade para com o empregador e a empresa.

"Eu pensei que a felicidade no trabalho era somente minha responsabilidade."

A pesquisa de Robert Half descobriu que 19% dos funcionários dizem que sua felicidade no trabalho é unicamente sua responsabilidade, e outros 6% acreditam que esta dever estar inteiramente nas mãos de seu chefe. A realidade é que a felicidade no trabalho é uma responsabilidade compartilhada, e que pessoas, fatores e contextos diferentes desempenham um papel na garantia de satisfação. Seu gerente e colegas, por exemplo, desempenham papéis importantes em sua percepção a respeito de seu trabalho, de sua contribuição para objetivos do departamento e da camaradagem da equipe de forma geral. Entender que as influências frequentemente são diversas, e que a responsabilidade é compartilhada, pode assegurar que estratégias robustas sejam postas em prática para combater a infelicidade no trabalho.

Não há uma abordagem única para ser feliz no trabalho e, certamente, essa é uma área que exige esforço permanente, análise e aprimoramento de funcionários e empregadores. No entanto, compreender o papel fundamental que a felicidade no trabalho desempenha no comprometimento, produtividade, estabilidade e reputação empresarial garantirá que isso continue sendo um foco importante para evitar a infelicidade no trabalho. Chegou a hora de ser feliz no trabalho.

CHEGOU A HORA DE SER FELIZ NO TRABALHO

Na Robert Half, entendemos que uma equipe motivada e empenhada é uma equipe feliz e produtiva. Profissionais que trabalham felizes se sentem valorizados e fazem contribuições reais.

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