Headhunter: entenda quando a sua empresa precisa dele!

Por Robert Half 5 de abril de 2019

Imagine um profissional com conhecimento e feeling suficientes para encontrar os talentos ideais que preencherão uma vaga importante na sua empresa, principalmente se ela for de gestão ou estratégica. Esse especialista é o headhunter, que tem a expertise necessária para alavancar as contratações da sua companhia.

Uma das maiores preocupações ao gerir um negócio eficiente e com bons resultados é a capacidade de atrair e captar os talentos certos. Esse feito garante um bom ambiente de trabalho, melhora a competitividade no mercado e contribui para a saúde financeira da empresa. No entanto, nem sempre a equipe interna consegue encontrar o profissional ideal, muitas vezes, inclusive, por falta de tempo. É por isso que ela conta com o headhunter.

Mesmo assim, pode não ficar claro o suficiente em que momento é preciso procurar esse recurso, se ele precisa participar de todas as etapas do processo de contratação e como, exatamente, ele pode ajudar. Por isso, preparamos um conteúdo completo que ajudará você a entender melhor sobre o headhunter e quando a sua empresa precisa dele. Confira!

1. Por que contratar um headhunter?

Cada empresa tem um DNA, ou seja, um conjunto de características que a tornam única. Essas características são manifestadas sob diferentes aspectos no dia a dia de trabalho e também em determinações formais do negócio. O clima e a cultura organizacional, por exemplo, são dois dos fatores que indicam uma espécie de personalidade da companhia.

No entanto, para que as características que a empresa julga serem positivas continuem sendo cultivadas no ambiente de trabalho, é preciso alinhar algumas práticas internas e, principalmente, a contratação dos profissionais de forma a reforçar o DNA do negócio.

O que isso significa? Quando a empresa busca novos profissionais, principalmente para cargos estratégicos, os valores e objetivos desse candidato devem ser compatíveis com aqueles determinados para a organização.

Porém, encontrar as pessoas certas para ocupar posições determinantes de uma empresa, alinhadas às diretrizes do negócio e preparadas para desempenharem a função é uma tarefa complexa que muita equipes de recrutamento e seleção não conseguem executar, pois têm outras atividades a cumprir e não conseguem dedicar o tempo necessário a essa tarefa tão importante. É para ajudar neste momento que um headhunter, por meio de uma consultoria, deve ser acionado.

Confira a seguir algumas vantagens obtidas com o apoio desse profissional.

1.1 Vantagens do profissional para a empresa

Estabelecer uma parceria com o headhunter facilita diversos aspectos no momento de contratar um novo talento para a empresa. Confira alguns deles:

  • seleção apurada — o headhunter especializado, por atuar especificamente em uma determinada área, tem acesso às ferramentas e redes de contatos muito mais abrangentes, possibilitando o encontro de profissionais específicos, com características pontuais, o que aumenta as chances de sucesso do processo seletivo;
  • relação com a empresa — em função do contato frequente com a companhia, o headhunter tem a chance de aprofundar seu conhecimento sobre suas necessidades, características e dificuldades. Assim, as contratações que seguem serão cada vez mais acertadas, aprimorando sua employer branding;
  • riqueza de recursos — em decorrência da sua experiência e da especialidade na função de recrutamento e seleção, o headhunter dispõe de uma gama de ferramentas normalmente não utilizadas em processos mais simples. Além disso, sua rede de contatos é seu ativo mais valioso, já que abre caminhos interessantes para as contratações.

2. O que é ser headhunter?

Você já viu que o headhunter é munido de ferramentas importantes e que atua na área de recrutamento e seleção. Contudo, afinal, quem é esse profissional?

Headhunter é uma espécie de caçador de talentos, altamente especializado, com know-how suficiente para encontrar um profissional específico para uma vaga extremamente personalizada. Isso significa que ele normalmente trabalha com posições que exigem uma combinação única de características, em cargos de gestão ou estratégicos. Isso porque esse tipo de contratação exige análises profundas do candidato e demandam uma precisão maior na seleção.

Muitas vezes, o especialista não tem sua formação pautada em Recursos Humanos, mas provém de outras áreas, como engenharia, administração ou direito, por exemplo. Então, a partir de seus conhecimentos aplicados, ele desenvolve as habilidades necessárias para atuar com a caça aos talentos.

3. Para que serve um headhunter?

O objetivo do headhunter é ser uma extensão tanto do departamento de recrutamento e seleção quanto dos gestores de área, que se envolvem ativamente nesta tarefa. O headhunter lida com todo o processo, desde a pesquisa até a coordenação da proposta e integração do melhor candidato, desafogando o trabalho da equipe interna. A agilidade e precisão fornecidas por esse profissional são frutos de uma série de características específicas, consideradas indispensáveis para quem escolhe seguir essa carreira. Entre elas estão:

  • observação aguçada — a caça aos talentos acontece como uma espécie de investigação que visa descobrir traços sobre os candidatos que vão além das habilidades comumente analisadas, o que inclui objetivos e metas pessoais, estilo de vida, crenças, vivências que possam ser relevantes para a função etc.;
  • escuta ativa — muitas das informações importantes que o headhunter obtém são revelações que não necessariamente seriam fornecidas em forma de resposta a uma pergunta. Em algumas situações, é possível obter dados mais valiosos em detalhes de narrativas do que em respostas prontas e objetivas;
  • boa argumentação — a habilidade de expressão do headhunter é outro diferencial, pois, depende dela a eficácia da comunicação com a empresa e com o profissional. É possível que, em alguns casos, o headhunter precise convencer o profissional ideal a trocar seu emprego ou mesmo a companhia a mudar o foco da contratação em benefício dos seus resultados;
  • vasta rede de contatos — o networking é um dos ativos mais valiosos do headhunter, pois, sem uma rede de contatos constantemente reciclada, sua capacidade de chegar às pessoas certas se perde;
  • proatividade — essencial para que o caçador de talentos vá atrás de soluções, busque, investigue, entreviste, ajuste e construa a jornada correta para encontrar a peça-chave para solucionar a demanda da empresa;
  • expertise — um profissional especialista na busca de talentos desenvolve certo feeling para essa atividade, além de agregar muita experiência ao longo do tempo. Dessa forma, o headhunter tem instinto suficiente para ajudar a determinar o colaborador ideal, definir as características essenciais e buscar essa pessoa na sua rede de contatos.

4. Como identificar a necessidade de um profissional?

Embora muitas empresas ainda acreditem que recorrer a um headhunter é um privilégio para grandes corporações, isso é um equívoco. O auxílio desse profissional serve como uma estratégia avançada de otimização das contratações, o que aumenta a eficiência das equipes, melhora os resultados coletivos e ajuda a reduzir custos desnecessários com contratações ineficazes.

Quanto mais alto o cargo, maior sua influência nas decisões da empresa. Isso demanda qualificação, preparação, habilidades técnicas e comportamentais. Dessa forma, apostar em uma contratação imprecisa pode ser um risco enorme para a sobrevivência do negócio.

Nesse contexto, a companhia que precisa de um braço direito com quem possa estabelecer uma relação de confiança e discrição, pode contar com o trabalho ético e responsável do headhunter. Ele assumirá a intermediação de questões que envolvam a contratação, incluindo a avaliação das condições em que o executivo assumirá o cargo e seu perfil profissional, além de alguns aspectos jurídicos e salariais.

Dessa forma, a empresa receberá um mapeamento das necessidades reais inerentes ao cargo, identificando tudo o que é necessário encontrar no candidato para que ele corresponda às expectativas. Por outro lado, o headhunter terá que negociar com os melhores profissionais do mercado para convencê-los a realizar a migração de seu emprego atual para a organização contratante.

Existem algumas necessidades da empresa que indicam que o momento é ideal para procurar um headhunter. Confira quais são logo abaixo.

4.1 Contratação confidencial

Empresas que têm projetos ainda não divulgados ou que vêem a contratação como um diferencial competitivo e querem mantê-lo em segredo certamente precisam de um headhunter. O profissional poderá conduzir o processo de forma discreta e sem revelar o nome da organização e a necessidade de divulgar as vagas em grandes canais, evitando o vazamento de informações importantes sobre a oportunidade.

4.2 Substituição confidencial

O mesmo ocorre quando a empresa precisa substituir um funcionário que ainda ocupa a função. Nesse caso, fica muito difícil realizar um processo seletivo na organização quando o profissional ainda está atuando junto com a equipe. Assim, o headhunter pode auxiliar na condução do processo de forma totalmente confidencial, sem agitar o ambiente.

4.3 Falta de recursos internos

Quando uma contratação importante é necessária, a empresa tem a possibilidade de utilizar seus recursos internos. No entanto, algumas vezes ela não consegue encontrar o candidato ideal. Dessa maneira, é interessante buscar a ajuda de um headhunter, com contatos e experiência para fazer essa busca com mais precisão e agilidade.

4.4 Profissionais de outras localidades

Existe uma situação bastante comum quando se trata de localidade: a empresa pode precisar contratar um funcionário para alguma filial, mas não tem contato com os profissionais locais, nem experiência para fazer esse recrutamento à distância. Esse é o tipo de impasse facilmente solucionado por um headhunter experiente.

4.5 Demandas muito específicas

Cargos de alta gerência, como presidência, vice-presidência, diretoria etc., acabam exigindo requisitos um pouco mais complexos do que contratações básicas. Além da análise de habilidades técnicas e estratégicas, o profissional precisa ser submetido a uma série de avaliações que mapearão seu perfil comportamental.

Por se tratar de um processo tão específico, contar com um headhunter pode ser uma carta importante para ter na manga.

4.6 Contratações urgentes

Um processo seletivo pode se tornar bastante demorado caso o candidato desejado não seja encontrado. Isso onera a fase de recrutamento e dificulta o andamento das atividades da empresa. Para evitar o transtorno, o mais indicado é contar com o apoio de um headhunter para resolver o impasse, já que ele tem acesso à sua ampla rede de contatos e torna o processo mais dinâmico e rápido.

4.7 Alto nível de turnover

Perder profissionais de forma constante pode ser um indicativo de que as contratações estão sendo ineficientes. É preciso identificar padrões e descobrir os motivos que estão levando os profissionais a desistirem da empresa. Além disso, o headhunter tem habilidades suficientes para ajudar a estruturar um quadro conciso e eficaz de lideranças, gestores e executivos.

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5. O que esse profissional pode fazer pela empresa?

Os serviços oferecidos pelo headhunter podem ser caracterizados como um diferencial imprescindível para a empresa sob diversos aspectos. A construção de uma employer branding é algo essencial para facilitar cada vez mais as contratações realizadas por um negócio. Para isso, é preciso investir em processos seletivos claros e confiáveis, que ajudem a reforçar a imagem da organização.

Não estamos falando apenas de uma reputação, mas da qualidade instituída por trás dela. Uma empresa que consegue chegar nos profissionais certos, com a proposta certa, aumenta a precisão de suas escolhas e eleva o nível de suas equipes com base em valores pré-estabelecidos.

Dessa forma, o headhunter não impacta apenas no recrutamento e seleção, mas ajuda a reforçar a construção de uma cultura e de um clima organizacional benéficos para os resultados do negócio.

6. Como escolher uma consultoria de headhunters?

Para otimizar ainda mais o processo, é preciso garantir a contratação de uma empresa séria e de confiança. Assim, é indicado se manter atento a algumas informações sobre a consultoria como:

  • experiência no mercado;
  • segmentos de atuação;
  • clientes já atendidos;
  • reputação entre as empresas;
  • confiança nos profissionais;
  • ferramentas utilizadas para análise;
  • rede de contatos;
  • confidencialidade.

É muito importante buscar referências com empresas que já trabalharam com a consultoria. Elas poderão indicar se os resultados alcançados foram ou não satisfatórios, gerando confiança na escolha.

 

7. Quais são as perguntas que todo headhunter faz?

O headhunter é um profissional treinado para encontrar os melhores talentos do mercado e se certificar que eles estão preparados para assumir o cargo em questão. Para isso, utilizam diversas técnicas que ajudam a entender melhor o nível de alinhamento do candidato com as expectativas da empresa.

Uma dessas técnicas são as perguntas que todo headhunter faz para conhecer mais a fundo a realidade do profissional. Confira a seguir algumas das mais utilizadas.

7.1 Por que você saiu do último emprego?

O principal aspecto envolvido nessa pergunta é descobrir a capacidade do candidato de relatar a verdade, mesmo que seja desconfortável falar sobre uma demissão, por exemplo. Dessa forma, as razões que levaram à demissão podem ajudar a entender pontos de insatisfação do ex-colaborador com a empresa e também aspectos falhos, que devem ser desenvolvidos no profissional.

A demissão não significa necessariamente um motivo para o headhunter desconsiderar a escolha do candidato. É importante entender se ele acabou sendo muito oneroso para a antiga organização ou se realmente deixou de oferecer alguma entrega importante para o negócio.

7.2 Por que decidiu trocar de emprego?

Outra situação é quando, mesmo empregado, o profissional busca outras opções. Nesse momento, perguntar a razão da troca pode deixar alguns candidatos desconcertados. Mesmo assim, é importante obter respostas diretas e objetivas, como dizer que não se adaptou à cultura da empresa ou que gostaria de avançar na carreira. Isso abre um canal de comunicação sincera e transparente com o headhunter.

Vários aspectos podem ser observados nessa etapa, desde o nível de responsabilidade que o profissional se atribui em relação àquilo que acontece no atual emprego até o seu senso ético para expor ou não a empresa onde trabalha.

7.3 Quais são suas fraquezas?

Um executivo deve estar em constante melhoria e achar que atingiu o seu desempenho máximo é o motivo perfeito para estagnar e parar de se desenvolver. Por isso, é importante identificar traços que mostram que, apesar de procurar sempre a melhor versão, o profissional reconhece que existem aspectos a serem aperfeiçoados.

O profissional que consegue indicar suas fraquezas demonstra maturidade profissional, uma boa consciência autocrítica e senso de autoaperfeiçoamento. Tudo isso indica a proatividade que o headhunter poderá esperar da atuação desse executivo na empresa.

7.4 Qual é a sua pretensão salarial?

Essa também é uma pergunta que ajuda a identificar o nível de transparência que o executivo está dedicando às suas respostas. A pretensão salarial, embora seja desconfortável para muitas pessoas, é um ponto importante a ser discutido, afinal, caso esteja abaixo das expectativas, pode se tornar um problema em médio prazo.

Também é importante que o profissional tenha alguns números em mente para proporcionar uma clareza maior para o headhunter. Ser sincero caso a remuneração esteja abaixo do esperado é essencial; além disso, é preciso indicar um valor a partir do qual as propostas passarão a ser atrativas.

7.5 Podemos conversar em inglês?

Essencial para a maioria dos cargos executivos, saber falar inglês de forma fluente é algo que pode ser posto em prova o momento de conversar com o headhunter. O objetivo aqui é descobrir quando o candidato tenta dar uma melhorada em algum aspecto do currículo afirmando ser "fluente" em algo que ele apenas arranha.

Com essa pergunta, rompem-se as expectativas e avalia-se a real habilidade do profissional para falar inglês. Caso seja identificada alguma mentirinha no currículo, o headhunter já pode eliminar o candidato da oportunidade, já que a relação de confiança fica abalada após uma informação falsa.

7.6 Qual a sua experiência com gestão de pessoas?

Independentemente da área de atuação, um cargo de alta gestão exige interação eficaz com as pessoas. Portanto, existem alguns aspectos que devem ser bem desenvolvidos no profissional, alguns deles proporcionados pela experiência com gestão de pessoas. Ao realizar essa pergunta, alguns headhunters recebem alguns relatos como resposta, mesmo daqueles que nunca trabalharam com gestão de pessoas, mas querem impressionar.

O mais importante é, novamente, prezar pela verdade. A habilidade de trabalhar com gestão de pessoas é algo que pode ser treinado e desenvolvido. Contudo, o hábito de ludibriar alguém com informações falsas é algo muito mais difícil de mudar em um candidato.

Esse conjunto de perguntas ajuda a ter uma clareza maior sobre o profissional e os obstáculos que serão enfrentados em caso de contratação. O headhunter pode chegar a uma conclusão em que o candidato x tem um perfil bastante adequado para a vaga, mas que precisa desenvolver as habilidades Y e Z antes de assumir o cargo, por exemplo.

Mesmo assim, existe uma objetividade maior nessa contratação. A empresa saberá com o que está lidando e não manterá expectativas acima daquilo que o executivo pode oferecer, por exemplo: não ser fluente em inglês ou não ter experiência com gestão de pessoas.

8. Como se tornar um headhunter?

Se tornar um headhunter exige esforço e dedicação. Não existe uma formação específica que formará um caçador de talentos completo. Esse profissional pode buscar uma formação dentro de qualquer área, como engenharia, administração e direito, por exemplo, e, mesmo assim, atuar especificamente na captação de outros profissionais. Ser headhunter significa conhecer diversos tipos de pessoas, empresas e culturas organizacionais, além, claro, de ter um papel importante na vida de outras pessoas.

Para se tornar um bom headhunter é preciso buscar desenvolver algumas habilidades como:

  • autoconfiança;
  • iniciativa;
  • inclinação para liderança;
  • veia empreendedora;
  • escuta ativa;
  • resiliência;
  • entusiasmo;
  • ambição sadia;
  • boa comunicação verbal e escrita;
  • discrição;
  • foco e concentração;
  • bom relacionamento interpessoal.

Diferente dos profissionais de RH, que devem dividir sua atenção entre recrutamento, seleção, manutenção da qualidade de vida no trabalho, desenvolvimento das equipes e outros, o headhunter tem foco exclusivo na busca pelo candidato ideal para uma determinada vaga. Dessa forma, ele atua como um mediador entre empresas e candidatos.

Na Robert Half, o headhunter é responsável por todas as etapas de um processo de recrutamento:

  • Prospecção comercial
  • Identificação das necessidades dos clientes
  • Negociação com clientes
  • Formalização de propostas e contratos
  • Busca de candidatos usando os diversos recursos disponíveis
  • Mapeamento de mercado
  • Entrevistas com candidatos
  • Elaboração de pareceres técnicos
  • Organização das entrevistas dos candidatos com os clientes
  • Acompanhamento da proposta ao candidato finalista
  • Follow-up dos candidatos contratados

Como você pode ver, o headhunter é um profissional de extrema importância para a empresa e altamente capacitado para encontrar os melhores especialistas e realocá-los dentro do mercado. Assim, tanto o executivo quanto a organização ganham em eficiência, produtividade e satisfação de objetivos.

Se você quer saber mais sobre o universo do headhunter e como ele pode beneficiar sua empresa ou sua carreira, entre em contato conosco!

E se você se interessou pela carreira de headhunter, faça parte do time da Robert Half.

 

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