Engenheiros no mercado financeiro. Por que há tantos exemplos?

Por Robert Half 20 de junho de 2016

Por Adriana Fonseca

O mercado financeiro gosta de recrutar engenheiros. E engenheiros – pelo menos boa parte deles – se interessam em trabalhar no setor. Não faltam exemplos.

Ana Guimarães, gerente de recrutamento da Robert Half, conta que o pensamento lógico de quem cursa engenharia, a objetividade, o raciocínio rápido em ralação aos números, a visão analítica e mais pragmática funcionam perfeitamente no mercado financeiro.

“Quando se trata de um engenheiro químico ou um de nutrição, não vemos tantos exemplos no mercado financeiro. Mas já quem cursa engenharia civil ou elétrica, aqueles que usam mais contas e acabam tendo mais facilidade na análise dos números, esses sim costumam ser bem populares no setor”, diz a headhunter.

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Outro exemplo? Engenheiros agrônomos. “São muito bem-vistos em seguradoras que têm, entre os clientes, grande presença de empresas do setor agrícola”, afirma Ana. “São pessoas capazes de avaliar se as safras podem ser seguradas e quais os riscos, pois entendem o lado mais técnico do produto.”

Áreas com mais oportunidades para engenheiros

Normalmente, os engenheiros que ingressam no mercado financeiro o fazem logo no começo da carreira – ainda no estágio ou assim que se formam. De maneira geral, segundo Ana, ocupam posições que exigem trabalho de modelagem financeira, valuation e análise estatística mais profunda. “É onde esse tipo de profissional costuma se dar melhor”, afirma a headhunter. “Áreas como tesouraria, trading, fusão e aquisição e os bancos, de uma forma geral, absorvem esses profissionais.”

* Adriana Fonseca é jornalista, tem 15 anos de experiência na cobertura de carreiras e empreendedorismo e já publicou no jornal Valor Econômico, na Folha de S.Paulo e na revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios. Hoje, escreve e edita seus textos em seu aconchegante home office.

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