Como foi sua última partida?

By Robert Half 25 de September 2017

Por Fernando Mantovani

Certa vez, ouvi um supervisor da ATP (Associação de Tenistas Profissionais) dizer que “um árbitro é tão bom quanto o seu último jogo”. A frase parece cruel, afinal, se a última partida não foi tão boa assim, ela pode acabar com todo um histórico de sucesso? Eu entendo que há casos e casos, mas a frase tem, sim, sua verdade e pode ser perfeitamente adaptada ao mundo corporativo. Independente do nível de comprometimento durante a permanência em uma companhia, o profissional deixará como impressão mais marcante a postura adotada em sua saída, do período posterior ao anúncio até o seu desligamento, seja por demissão ou decisão própria.

Algumas vezes, ao deixarem a empresa, alguns profissionais estão magoados, insatisfeitos ou com a sensação de terem sido injustiçados, e podem, por isso, tomar atitudes impensadas, falar demais ou, simplesmente, abandonar o barco. Com isso, abandonam, também, todo um histórico de carreira. Assim, tenha em mente que em todos os ambientes do universo corporativo e independente do seu momento de carreira, sempre haverá alguém te observando e você nunca terá certeza de quem será a próxima pessoa a te indicar para uma vaga ou consultada em relação às suas referências quanto às habilidades técnicas e comportamentais.

Deixando as portas abertas

Minha recomendação é que, ao saber do desligamento ou decidir-se por ele, você marque uma conversa com o gestor direto e apresente as atividades que estão em andamento e as planejadas para que, juntos, decidam os próximos passos. Tenha atenção aos prazos de entrega, à qualidade dos serviços prestados e ao cumprimento do horário de expediente. E, muito importante também, não caia na tentação de depreciar a atual empresa ou pares de trabalho com comentários negativos e, se for o caso, não se vanglorie pela nova oportunidade conquistada.

No último dia de trabalho, esforce-se para que a porta atrás de você fique aberta. Não permita que o antigo empregador a tranque pelo lado de dentro!

* Fernando Mantovani é diretor geral da Robert Half

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