Benefícios importam (e muito)

Por Fernando Mantovani on 15 de setembro de 2023
Tempo estimado de leitura: 3 minutos

Por Fernando Mantovani

Os trabalhadores estão cada vez mais exigentes e preparados para avaliar a relevância dos benefícios oferecidos pelas empresas. Por isso mesmo, os pacotes tradicionais, que envolvem assistência médica e vale-refeição, há muito tempo são percebidos como o mínimo a ser proporcionado, ou seja, não é um diferencial que faça os olhos brilharem.

Mais do que uma extensão do salário, os incentivos são considerados uma solução importante para diferentes problemas, como ter um bom plano odontológico, incentivos para atividades físicas ou horário flexível para levar os filhos na escola. Sem esse “a mais”, que não é apenas em quantidade, mas também em qualidade e criatividade, é certo que os times sentirão falta de uma oferta realmente atrativa.

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A importância dos benefícios no cenário atual

Ouso dizer que os benefícios devem ganhar destaque especial no atual panorama. Muitos empregadores estão voltando ou já voltaram ao trabalho presencial integral, o que está longe de ser a preferência dos empregados, já que a imensa maioria destes valoriza os modelos flexíveis e não gostaria de abrir mão dessas alternativas. Diante desse conflito de interesses, ter um cardápio de benefícios robusto fará muita diferença para atrair e reter talentos.

Na prática, o que as empresas têm oferecido e o que os profissionais esperam? Para responder essa pergunta, a Robert Half lançou recentemente a edição de 2023 de sua pesquisa anual de benefícios, com a participação de 1.161 profissionais. De acordo com o estudo, 40% das empresas fizeram mudanças em seus pacotes de incentivos ao longo do último ano.

Essa porcentagem indica um esforço das companhias em acertar e os resultados desse movimento são positivos. Tanto empresas quanto profissionais têm, de certa forma, convergido em suas expectativas, conferindo uma nota média de sete pontos para a avaliação da cesta de auxílios oferecidos.

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Ainda assim, o desencontro entre as partes é notável e deve inspirar reflexão dentro das empresas. Conforme a pesquisa, neste ano, 74% dos profissionais ainda gostariam de ver mudanças nos auxílios oferecidos por seus contratantes. Apesar do número ser alto, houve um decréscimo de 3 pontos percentuais em relação à última sondagem.

Quase a totalidade (97%) dos profissionais empregados entrevistados afirma levar os auxílios corporativos em consideração para aceitar, ou não, uma proposta de emprego. Entre eles, 51% disseram que, caso benefícios julgados importantes não forem oferecidos, buscariam a negociação de um salário mais alto. Já entre os desempregados, 93% dizem avaliar os incentivos antes do aceite e 43% deles negociariam melhor o salário a depender dos auxílios ofertados.

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Em uma relação elaborada com os dez benefícios mais oferecidos pelas empresas e os dez mais esperados pelos profissionais, as discrepâncias ficam por conta de aportes na previdência, carro para uso profissional e particular, e auxílio-estudo. Estes três itens estão entre os top 10 dos empregados e não aparecem no cardápio das companhias.

Outros atrativos importantes

Nunca é demais lembrar que, ao lado dos benefícios, há outras expectativas em jogo quando se trata de atender aos anseios dos profissionais e manter o time engajado. Em diversas pesquisas já realizadas pela Robert Half, alguns pontos se sobressaem repetidamente. Entre eles, gostaria de reforçar:

- evolução – é primordial para a imensa maioria dos trabalhadores ter perspectivas concretas de ascensão, em cargo e salário, na empresa onde trabalham ou irão trabalhar;

- imagem – atuar em uma organização que seja reconhecida e admirada pelo público é algo que vem se equiparando à importância da remuneração, pois valoriza o “passe” do profissional no mercado;
 

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- qualidade de vida – nada é mais esperado hoje pelos trabalhadores do que boas condições para equilibrar as atividades pessoais e profissionais. Horários e modelos de trabalho flexíveis são essenciais;

- ambiente – ter relações positivas com colegas, lideranças e com a empresa como um todo é básico para manter a tão preciosa saúde mental em dia. Um clima organizacional onde há respeito, empatia e cordialidade facilita a convivência.

O sucesso de um pacote de benefícios está intrinsecamente ligado ao mapeamento prévio das necessidades e dos anseios das equipes. Nossa pesquisa deixa essa questão evidente. Enquanto as empresas consideram o atendimento psicológico um serviço valioso, esse item sequer é citado como prioritário pelos profissionais. Conhecer bem os times e alinhar as expectativas é o segredo para alcançar bons resultados.

*Fernando Mantovani é diretor-geral da Robert Half para a América do Sul

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