Advogados e tecnologia: um relacionamento que tende a dar muito certo

Por Robert Half 19 de novembro de 2019

Por Bianca Cestari e André Bambini

O uso da tecnologia se faz cada dia mais presente: é impressionante como o número de start ups, aplicativos e softwares têm crescido gradativamente.

Falar sobre tecnologia e direito, uma das profissões mais antigas do mundo, é, para alguns, algo incompatível. A realidade é que, tradicionalmente, a advocacia é uma das profissões mais formais que temos no mercado.

Desde a comunicação - através de expressões em latim para definição de alguns termos jurídicos – ou até mesmo dress code – historicamente advogados e advogadas precisam estar vestidos formalmente para participar de audiências ou assistir julgamentos.  O senso comum é de que o operador de direito é sempre visto como o profissional formal.

Se por um lado o mercado mudou muito nos últimos tempos, inclusive com o surgimento de grandes movimentos que visam desburocratizar a área jurídica como o “jurídico sem gravatas”,  causando uma revolução para o dia a dia dos profissionais da área jurídica, a tecnologia também tem ajudado os advogados, os escritórios e os departamentos jurídicos a melhorar a performance no dia a dia.

Soluções inovadoras

Uma infinidade de lawtechs surgiu nos últimos anos com soluções inovadoras, permitindo aos escritórios de advocacia e departamentos jurídicos a utilização de novas ferramentas de trabalho – otimizando as tarefas e aumentando resultados. Estas soluções tecnológicas estão presentes em diferentes atividades, desde coisas mais simples como gestão de prazos e armazenamento de documentos até atividades mais elaboradas como análise de risco, confecção e correção de contratos e petições, relatórios processuais, atividades jurídico-administrativas e muito mais.

Além de permitir ao advogado a otimização na realização dos trabalhos, a tecnologia também auxilia no controle e gestão dos processos, diminuindo risco de erros e aumentando as chances de êxito.

Mas será que esta tecnologia pode implicar negativamente no exercício da profissão?

Há quem diga que em algum tempo não será mais necessário o intelecto para elaboração de peças processuais e contratos, pois os aplicativos e softwares darão conta do trabalho, e neste sentido, o advogado será peça completamente desnecessária para a gerência do departamento jurídico.

A realidade é que os sistemas trabalham a favor do advogado e não contra ele. Como definir que tipo de contrato o sistema é capaz de confeccionar e quais cláusulas merecem ser especificamente escritas para celebrar aquela relação comercial?

Os computadores geram os números, mas quem será o responsável por tomar medidas e definir a melhor estratégia de gestão destes resultados?

O advogado é o profissional capaz de usufruir positivamente destas ferramentas e, por isto, a tecnologia merece ser vista como uma parceira de negócios. Além de contribuir positivamente para a gestão do departamento jurídico daquela empresa ou escritório de advocacia, a tecnologia ainda é uma aliada do meio ambiente.

A utilização de documentos digitais salva milhares de árvores diariamente no mundo, o que só pode ser benéfico, não só aos operadores do direito, mas à toda população.

Desse modo, podemos concluir que a tecnologia é uma excelente parceira da nova geração jurídica e aliada com o feeling e capacidade técnica do profissional podem tornar a área jurídica uma verdadeira fonte de receita a empresas e escritórios. Assim, fica nossa sugestão: atualizem-se sempre, estejam inteirados das novidades e invistam em networking. Não fiquem para trás, pois o futuro é agora!

Bianca Cestari e André Bambini são especialistas em recrutamento para a área jurídica na Robert Half

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