Atitude de dono: como formar uma equipe com esse perfil?

Por Fernando Mantovani

Já falamos algumas vezes aqui que, atualmente, o perfil comportamental tem sido tão ou até mais importante na avaliação de um profissional, seja na hora da contratação, seja no dia a dia do trabalho. Uma característica cada vez mais buscada é a chamada “ownership”, traduzida para o português como “atitude de dono”.

A atitude de dono é a mentalidade diferenciada de quem acredita no negócio, veste a camisa e deseja ver a empresa prosperar como um todo. Imagine se todos os colaboradores e gestores de sua empresa tivessem esta mesma mentalidade?

Na hora da contratação

Muitas empresas já incluem nos anúncios de vagas, junto com conhecimentos técnicos e fluência em idiomas, os tais comportamentos chave para a posição, destacando, entre eles, a atitude de dono. Isso acontece porque, segundo minha experiência de mais de 10 anos no mercado de recrutamento, quando uma pessoa já tem essa característica, ela espalha essa cultura pela empresa, motiva os demais e engaja.

É preciso pensar como dono

O que observar? Quem são esses profissionais? Na hora de formar uma equipe, busque pessoas que se mostrem interessadas e curiosas pela empresa e demonstrem proatividade e autonomia para tomar decisões e entregar resultados. Além disso, outras características que podem indicar que a pessoa tem a buscada atitude de dono são:

- Interesse pelas outras áreas da empresa, e não apenas a sua;

- Vontade de estudar e aprender mais

- Perfil de liderança

- Se comunica bem e, acima de tudo, sabe ouvir

Faça sua parte

Para conquistar e reter talentos com essas características, a empresa também precisa fazer sua parte. A atitude de dono só existe com empoderamento (autonomia e responsabilidade) e com retornos (financeiros e reconhecimento). Saber delegar, ser transparente, dar feedbacks frequentes e deixar claro o que espera do colaborador é fundamental. Esqueça o ditado que diz que “O olho do dono engorda o gado” e aposte na formação de uma boa equipe e na escolha das pessoas certas, automotivadas e interessadas no negócio.

* Fernando Mantovani é diretor geral da Robert Half

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