Área de finanças quer profissionais que preservem segurança e gerem lucro para empresas

Por Gabrielle Moreira*

Cenários econômicos adversos costumam causar impacto no vaivém de executivos e, em função da atual crise, posições que podem garantir segurança ou rentabilidade das empresas tendem a ser mais requisitadas no setor de Finanças e Contabilidade.

Danylo Hayakawa, gerente da divisão de Finanças e Contabilidade da Robert Half, vê uma demanda iminente por profissionais capacitados a proteger as companhias como um todo, nas áreas fiscais, contábeis, governança e auditoria.

“Algumas empresas estão se preparando melhor para enfrentar esses momentos de turbulência. A crise de 2015 pegou muita gente de surpresa, mas vejo empresas trabalhando com mais previsibilidade em 2016. Por isso, essas posições são requisitadas”, diz Hayakawa.

Para os campos de governança e auditoria a projeção é de que haja certo aumento nas contratações em 2016, com destaque para os cargos em tesourarias, de acordo com Alexandre Attauah, gerente sênior de Finanças e Contabilidade da Robert Half.

Em termos de carreiras e salários, no entanto, não haverá alterações significativas, alertam os especialistas. “Bons profissionais são bons profissionais com ou sem crise. As ponderações para uma evolução profissional são as mesmas”, afirma Danilo Hayakawa. Sobre o comportamento dos salários, ele explica que há uma tendência clara de ajustes baseada nos índices de inflação, em todas as frentes do mercado. “Não devemos ver grandes aumentos. É claro que isso depende do contexto em que o funcionário se encontra, mas no geral, as altas tendem a seguir a linha da inflação”, diz. 

*Gabrielle Moreira é jornalista e escreve sobre economia, finanças, carreiras e comportamento há mais de dez anos. Depois de uma temporada no Valor Econômico de São Paulo, mudou-se para o Rio de Janeiro e agora reporta diretamente de seu home office na cidade maravilhosa. 

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