Desenvolvimento pessoal e profissional, ou um melhor salário?

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*Por Gabrielle Moreira

Depois de alguns meses, sua procura por emprego chegou ao fim e trouxe um impasse: duas propostas atraentes de diferentes formas. Uma empresa oferece um salário alto e a outra, mais chance de crescimento e aprimorando profissional. O primeiro impulso é pensar na remuneração, mas é importante lembrar de alguns pontos antes de tomar uma decisão.

O primeiro passo é levantar o máximo de informações possíveis sobre cada uma das empresas. Faça uma pesquisa sobre a imagem da companhia junto ao mercado, situação financeira e procure conversar com pessoas que trabalham no local, caso conheça alguém. Ninguém melhor do que quem vive o dia a dia da companhia para falar sobre a realidade da empresa.

O relacionamento com o gestor conta muito. Na entrevista de emprego, o candidato consegue conhecer um pouco do perfil desse profissional. As primeiras impressões podem ser um bom indício do modo de trabalho do futuro chefe. Coloque na balança a personalidade e os valores dos dois. O salário é um fator que pesa, não se pode negar. Mas não garante satisfação profissional.

Desenvolvimento profissional e pessoal

Pesquisas feitas pela Robert Half mostram que dinheiro não é o motivo principal que mantém ou afasta os profissionais da companhia. É claro que é necessária uma avaliação em suas contas, para que a recompensa financeira não seja um problema. Se as duas propostas de emprego oferecem um mínimo para manter sua qualidade de vida, a decisão não pode ser tomada baseada na remuneração. Isso pode se transformar em uma grande frustração profissional.

Outro ponto importante: o ambiente corporativo te agrada? O clima da empresa precisa ser levado em consideração também. Já que boa parte do dia é dedicada ao trabalho, é importante que o perfil da equipe combine com a sua personalidade.

As chances de crescimento na empresa precisam estar alinhadas aos seus anseios profissionais. De nada adiante crescer em uma empresa para assumir cargos ou exercer funções que não fazem parte de seus planos. Crescer na carreira exige dedicação e aprendizado, por isso, trabalhar com algo que não gosta é tão perigoso. Sem forçar a fazer algo que não gosta pode, também, ser fonte de frustração, além de prejudicial para os dois lados: funcionário e empresa.

Gabrielle Moreira é jornalista e escreve sobre economia, finanças, carreiras e comportamento há mais de dez anos. Depois de uma temporada no Valor Econômico de São Paulo, mudou-se para o Rio de Janeiro e agora reporta diretamente de seu home office na cidade maravilhosa.

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