Aprenda com os erros de grandes executivos

Por Juliana Porto

O dia a dia em uma empresa é formado por erros e acertos. Em alguns casos, apenas uma decisão incorreta pode manchar sua credibilidade muito mais do que dez grandes acertos. Mesmo assim, ninguém está imune de fazer besteiras ao longo da carreira. Veja o que você pode aprender com os erros de alguns grandes executivos:

Diversão no trabalho tem limite

O jornal norte-americano "The New York Daily News" noticiou no início do ano que o diretor de um importante banco não pagou uma conta de mais de R$ 1 milhão em uma boate em uma noite com clientes. Como as despesas não foram autorizadas pelo cartão do diretor, o mesmo assinado uma nota promissória que não foi paga. Na versão dele, a conta estava errada e ele contestou o pagamento.

“Noitadas” são tidas como comuns no mercado financeiro para agradar clientes, mas não tiveram um final feliz neste caso. O ideal é não exagerar em jantares ou happy hours de relacionamento. Por mais importante que seja seu encontro é preciso lembrar que você representa uma companhia e que é melhor “abusar” em momentos de lazer, com a família ou amigos.

Lance um produto quando ele estiver realmente pronto

Em 2012, a Apple lançou o iOS 6 Maps, que tinha problemas como imprecisão na localização, imagens de satélite desfiguradas e falta de pontos de interesse básicos. Embora “bugs” façam parte de projetos em fases iniciais, o lançamento do aplicativo nesse estado causou confusão entre os usuários e deixou a Apple envergonhada. A culpa recaiu sobre o presidente Tim Cook.

O fiasco mostra a importância de testes minuciosos de novos produtos antes do lançamento e os danos que podem causar a uma companhia. Felizmente, para a Apple, o erro não foi duradouro, mas isso não quer dizer que outras marcas sejam perdoadas tão facilmente.

Honestidade é a melhor política

Sob a gestão do ex-presidente-executivo Phil Clarke, a rede britânica de supermercados Tesco superestimou seus resultados em mais de 200 milhões de libras no primeiro semestre de 2014. As ações da empresa derreteram, a classificação do rating foi colocada em revisão e o executivo foi afastado e investigado.

Clarke acabou não sendo acusado devido a evidências insuficientes, mas a “dor de cabeça” que causou a si mesmo e à companhia apenas confirmam a importância da contabilidade e da prestação de contas.  E claro, não custa lembrar: não vale a pena tentar puxar o tapete de fornecedores, clientes ou até mesmo colegas de trabalho. Mais cedo ou mais tarde, a situação se voltará contra você.

* Juliana Porto é jornalista desde 2005 e começou sua carreira escrevendo justamente sobre... carreiras! De lá para cá, já cobriu finanças pessoais, consumo e tecnologia em redações no Rio e São Paulo, mas sempre acaba voltando ao tema com que começou sua vida profissional.

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