Aceita ganhar menos em uma troca de emprego? Aprenda a explicar isso ao recrutador

Por Adriana Fonseca*

Em um primeiro momento, pode parecer improvável alguém aceitar mudar de emprego para ganhar um salário menor. Mas a verdade é que isso pode, sim, acontecer. Por diferentes razões.

Uma delas é a situação econômica do país. Está levando mais tempo para os executivos se recolocarem, de forma geral, e quem tem pressa em voltar ao mercado pode aceitar ganhar menos para estar na ativa de novo.

Mas essa não é a única razão. Há algumas outras e é importante que você deixe essa informação clara quando estiver se candidatando a uma vaga que demanda menos tempo de experiência e menos qualificações do que as que você tem.

Imagine se a empresa contratante é um daqueles “players” de mercado que você sempre sonhou trabalhar. Na carta de apresentação – ou no e-mail que encaminhar seu currículo – escreva brevemente sobre sua admiração pela companhia e explique porque está se candidatando a uma vaga mais júnior. 

A decisão para aceitar diminuir o salário pode ser também o fato de a empresa ser mais perto da sua casa – o que vai evitar duas horas por dia de deslocamento no trânsito -, possibilidade de ter horário flexível ou trabalhar remotamente, boas chances de desenvolvimento profissional e por aí vai. É algo que se chama, no jargão do mercado, de salário não financeiro.

Em qualquer um desses casos é preciso falar para o headhunter o porquê de você se candidatar a uma vaga, em teoria, inferior ao seu currículo. Não tenha vergonha. Se para você não é um problema ganhar menos – para ter outras coisas que você valoriza em troca – vá em frente e participe do processo de seleção.

Adriana Fonseca é jornalista, tem mais de dez anos de experiência na cobertura de carreiras e empreendedorismo e já publicou no jornal Valor Econômico, na Folha de S.Paulo e na revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios. Hoje, escreve e edita seus textos em seu aconchegante home office.

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