4 motivos que fazem dos dinamarqueses os profissionais mais felizes do mundo

Os dinamarqueses aparecem com certa frequência na lista das pessoas mais felizes do mundo. E eles não são felizes apenas em casa e em suas vidas pessoais. Também figuram sempre nas primeiras posições entre os mais felizes no trabalho. Por quê? Há algumas razões para isso. Alexander Kjerulf, que se autointitula “Chief Happiness Officer”, é quem dá as respostas – que, por sinal, podem servir de inspiração para qualquer gestor. Kjerulf entende do assunto.

Autor do livro “Happy Hour is 9 to 5: How to love your job, love your life and kick butt at work”, ele é palestrante, consultor e considerado um especialista quando o assunto é felicidade no trabalho. Entre seus clientes estão empresas como IBM, Hilton, Lego, HP e Ikea. Veja as explicações dadas por Kjerulf para justificar a felicidade dos dinamarqueses no trabalho.

1. Horário razoável de trabalho
Os dinamarqueses, segundo Kjerulf, tendem a sair do trabalho em um horário bastante razoável na maioria dos dias. Enquanto os americanos trabalham 1.788 horas por ano em média, os dinamarqueses ficam cerca de 1.411 horas por ano no escritório (dados da OECD, que não inclui o Brasil). Além disso, quem trabalha na Dinamarca tem direito a cinco ou seis semanas de férias por ano e até um ano de licença maternidade/paternidade. Com tudo isso, é claro que os dinamarqueses têm mais horas para o lazer se comparados a trabalhadores de outros países. E, como se sabe, há pesquisas que comprovam a relação entre lazer e felicidade.

2. Menor distância de poder
Nos Estados Unidos (e podemos dizer que aqui no Brasil acontece o mesmo), se o chefe dá uma ordem, o funcionário faz exatamente o que foi pedido. Em um ambiente de trabalho dinamarquês, pouquíssimas ordens diretas são dadas e os funcionários costumam vê-las mais como sugestões. Kjerulf cita um estudo do sociólogo holandês Geert Hofstede que quantificou a “distância do poder” em mais de cem países. Uma elevada distância do poder mostra locais onde os chefes são reis incontestáveis e que qualquer palavra deles é lei. Nos Estados Unidos, a “distância do poder” ficou em 40. No Brasil o número é ainda maior: 69. Já a Dinamarca obteve 18, um dos menores índices entre todos os países analisados. Isso mostra claramente que os dinamarqueses têm mais autonomia no trabalho do que profissionais de outras localidades.

3. Treinamento constante
Trata-se de uma política do país, que envolve poder público e privado. Esse esforço permite a praticamente todos os trabalhadores que assim desejarem participar de treinamentos pagos para ganhar novas habilidades. Segundo Kjerulf, a Dinamarca investe mais nesse tipo de programa que qualquer outro país da OCDE.

4. Foco na felicidade
Os dinamarqueses têm até uma palavra – arbejdsglæde - que reúne em um só verbete a expressão “felicidade no trabalho”. Arbejde significa trabalho e glæde, felicidade. Essa palavra não existe na língua inglesa – nem em português -, mas existe em outras línguas nórdicas, como sueco, norueguês e finlandês. Isso, segundo Kjerulf, mostra como os dinamarqueses são comprometidos com a felicidade no trabalho. É algo de tradição. Para os dinamarqueses, Kjerulf explica, um trabalho não é apenas uma forma de ganhar dinheiro. “Nós realmente esperamos nos divertir no trabalho”, diz o autor, que é dinamarquês.

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Tags: Equilíbrio

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