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2010: desafios para empresas e oportunidades para profissionais de finanças

Ref. NE-01947


William Monteath, Diretor de operações da Robert Half no Rio de JaneiroAo conversar com formadores de opinião, no dia a dia como headhunter, percebi a dificuldade que empresas de todas as áreas enfrentam hoje para contratar profissionais qualificados no setor financeiro. Isso porque, além de formação, habilidade técnica e experiência, as companhias olham cada vez mais para o perfil pessoal dos candidatos antes da contratação. A avaliação da personalidade e do relacionamento do profissional com sua equipe e com seus clientes se configura como uma tendência e pode ditar a empregabilidade de um executivo nos próximos anos.

Em 2010, o profissional de finanças mais valorizado será o que sabe delegar, mostrar resultados, mas também que se envolve com a operação quando é preciso. Outra característica importante do profissional que será demandado este ano é saber absorver impactos e administrar as pressões, para não descarregar tensões na equipe. Identificar problemas é essencial, mas o novo executivo de finanças precisa apresentar soluções, sem burocracia e com muita rapidez.

Para muitos CEOs e CFOs, a tendência é de que 2010 seja um ano bastante positivo em contratações. Ao contrário do que se via em 2009, quando as empresas contratavam principalmente para substituições, visando sempre corte de custos, hoje as empresas estão com o foco na expansão. Os departamentos financeiros das companhias estão de olho em profissionais de fusões e aquisições, contabilidade, controladoria, impostos e RH. O ponto em comum de todas essas áreas é o investimento - empresas em expansão precisam contratar, treinar, reter e remunerar pessoas, pensar em planejamento financeiro, alocação de recursos e em se internacionalizar.

As oportunidades existem em diversos segmentos - o profissional de finanças deve ficar atento a tendências como a de empresas estrangeiras que iniciam suas operações no Brasil. Muitas delas enxergam a América do Sul como um mercado com grande potencial e têm buscado os executivos do topo da pirâmide, em especial CFOs ou controllers.

Antes de considerar uma mudança na carreira, porém, o executivo precisa ser cauteloso e sempre analisar seu planejamento de carreira. Uma das preocupações que o profissional precisa ter antes de buscar uma nova oportunidade é a de não mudar por questões pessoais ou remuneração. É preciso avaliar a oportunidade profissional. Uma mudança irá agregar ou gerar um aprendizado na carreira? Haverá um desafio real, uma nova área ou uma equipe motivadora? A tomada de uma decisão como essa é difícil, principalmente em um mercado como o brasileiro, que está em processo de aquecimento e deve registrar um excelente ano para os profissionais de finanças. E a perspectiva é de que, pelo menos nos próximos 3 anos, o panorama continue favorável.

 

William Monteath, diretor da operação Rio de Janeiro da Robert Half