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Levantamento da Robert Half mostra que contraproposta se tornou mais comum no Brasil, no último semestre
São Paulo, abril de 2012 – Os executivos brasileiros são os mais propensos a aceitar uma contraposta, aponta pesquisa global da Robert Half, que ouviu 1876 profissionais da área de recursos humanos de 16 países como Austrália, China, Alemanha e Reino Unido. De acordo com o levantamento, 24% dos entrevistados afirmaram que é “muito comum” os colaboradores aceitarem a contraproposta, seguido por Singapura (16%), enquanto a média mundial é de 8%.
De acordo com o levantamento, nos últimos seis meses, o oferecimento de contrapropostas se tornou pelo menos um pouco mais comum em 39% das empresas brasileiras, índice igual ao observado no Chile. China (68%) e Singapura (58%) lideram o ranking dos países onde a ferramenta de contraproposta cresceu no último semestre. “É notável que em países onde o mercado está aquecido e há dificuldade de se encontrar profissionais qualificados, as empresas têm utilizado a contraproposta como ferramenta de retenção dos talentos”, explica Daniela Ribeiro, especialista em recrutamento da Robert Half.
Enquanto a principal preocupação na média mundial é possibilidade da oferta de contraproposta aos colaboradores desestabilizar a estrutura salarial do departamento (29%), no Brasil, com a mesma intensidade (29%) há também a preocupação com o desgaste do relacionamento do profissional com o chefe e/ou colegas de trabalho.
A pesquisa ainda mostra que a maioria das empresas, que não oferece contraproposta, não o faz por ser política da organização (29%). O Brasil acompanha a tendência global e a segunda principal razão é as empresas não vislumbrarem futuro em um profissional cansado e insatisfeito (20%).
Candidato, cuidado ao aceitar uma contraproposta!
O especialista da Robert Half aponta os riscos para a carreira do profissional ao se aceitar uma contraproposta. “Bons profissionais costumam receber uma contraproposta, com possibilidade de aumento de salário e até mesmo um novo cargo. E o que pode parecer atraente, vai se tornar, em curto e médio prazo, um obstáculo ao seu plano de carreira naquela empresa”, aponta Daniela.
Confira abaixo as principais armadilhas da contraproposta:
Perspectiva Comunicação
Leonardo Stavale – leonardo.stavale@perspectivabrasil.com.br