 "O que procuramos é um profissional com liderança forte, que saiba trabalhar em equipe, com persuasão e clareza na comunicação, resiliência, proatividade e foco em resultados" Nem qualificações técnicas, nem currículos excelentes. O que tem chamado a atenção das empresas na hora de contratar um funcionário é, principalmente, o perfil comportamental. De acordo com a gerente de desenvolvimento humano da empresa de assistência 24 horas Mondial-Assistance, Vanessa Ferreira, a dificuldade de encontrar profissionais com o perfil comportamental desejado faz com que muitos candidatos com ótimo currículo e experiência sejam deixados de lado no momento da seleção final. “O que procuramos é um profissional com liderança forte, que saiba trabalhar em equipe, com persuasão e clareza na comunicação, resiliência, proatividade e foco em resultados”, afirma Vanessa. A gerente acredita que o recrutamento especializado tem ajudado na procura por este profissional com um perfil tão específico. “Durante muito tempo, a empresa não se preocupou em contratar uma empresa de recrutamento, por acreditar que o serviço tinha um custo alto. Porém, depois que trabalhamos a primeira vaga com a Robert Half, vimos as vantagens: velocidade, assertividade do perfil e minimização do risco de colocar uma pessoa errada em uma posição-chave. Hoje a diretoria sabe que é um investimento, não um custo”, explica. A decisão de usar o recrutamento especializado, porém, não fez com que a empresa deixasse de valorizar talentos. A gerente explica que a Mondial-Assistance continua acreditando em dar oportunidade para as pessoas da empresa, porém, não deixa de buscar profissionais com algumas qualificações técnicas que eventualmente não são preenchidas pelos funcionários da casa. “Hoje, fazemos um mix das duas coisas. Não há uma regra, mas olhamos olhar primeiro internamente em nosso banco de talentos. Se não houver pessoas com o perfil que procuramos, a busca vai para o mercado”, conta a executiva. Muito dessa postura vem acompanhada, segundo ela, de uma nova tendência que coloca o RH no centro das decisões da empresa. Hoje, o RH não é somente suporte, mas conhece a companhia e participa das decisões. Para Vanessa, isso faz com que a área deixe de estar nos bastidores e passe a ser estratégica. A gerente aponta os resultados concretos: ”Hoje o CEO da Mondial-Assistance diz que o RH sempre deve ser considerado tão importante quanto o Financeiro. Nossa área é de atuação, não de figuração”, diz.
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